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olhares sobre o Antigo não é apenas mais uma coletânea sobre historiografia, mas uma prova do crescimento e da riqueza dos estudos sobre a Antiguidade Clássica e Médio Oriental no Brasil nos últimos 20 anos. Neste livro, 40 renomados... more
olhares sobre o Antigo não é apenas mais uma coletânea sobre historiografia, mas uma prova do crescimento e da riqueza dos estudos sobre a Antiguidade Clássica e Médio Oriental no Brasil nos últimos 20 anos. Neste livro, 40 renomados pesquisadores brasileiros analisam, numa sequência cronológica, 40 autores que se tornaram marcos nesses estudos desde o final do século XVIII até os dias de hoje. O livro percorre uma extensa trajetória intelectual, que se inicia com Eduard Gibbon e o Iluminismo, atravessa o período de institucionalização e de fixação das bases empíricas da produção na área, ao longo do século XIX, de Bartold Niehbuhr a Jacob Burckhardt e se expande no século XX para as mais variadas abordagens e linhas teóricas. Os sucessivos capítulos sobre historiadores, antropólogos, arqueólogos, sociólogos que exploraram temas pelos mais diversos vieses, como a cultura, a economia, a sociedade e a política utilizando recursos provenientes de um permanente diálogo interdisciplinar, mostram ao leitor o desenvolvimento da investigação sobre essa Antiguidade como parte sempre atuante dos diferentes presentes em que escreveram. Produz-se, assim, um precioso e inédito diálogo, quase enciclopédico, entre o nosso fazer historiográfico na área e a tradição que nos produziu, desde o início, e com a qual agora dialogamos em pé de quase igualdade. Vale ainda destacar que a presente obra reúne textos de três gerações de historiadores brasileiros, todos eles referências na área, mostrando a progressiva construção e consolidação de uma verdadeira escola brasileira sobre a Antiguidade. O leitor encontrará assim, neste livro, não apenas estudos acurados de diferentes autores, metodologias e pressupostos teóricos, mas um painel da historiografia brasileira sobre a Antiguidade e, para além disso, uma verdadeira História cultural da tradição ocidental moderna em sua relação e suas releituras do chamado "mundo antigo"-um mundo antigo que não é, como hoje sabemos, nosso único passado, mas que ainda se constitui numa parte extremamente relevante do que somos.
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A Arqueologia histórico-cultural é uma teoria arqueológica que enfatiza a definição de sociedades históricas em agrupamentos étnicos e culturais distintos de acordo com a sua cultura material. Ela... more
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A Arqueologia histórico-cultural é uma teoria arqueológica que enfatiza a definição de sociedades históricas em agrupamentos étnicos e culturais distintos de acordo com a sua cultura material. Ela se originou no final do século XIX, quando o evolucionismo cultural começa a perder importância entre muitos antiquários e arqueólogos. Ela foi gradualmente substituída em meados do século XX pela arqueologia processual. A arqueologia histórico-cultural foi em muitos casos influenciada por uma agenda política nacionalista, sendo utilizada para provar uma ligação cultural e/ou étnica direta entre povos pré-históricos e antigos com os modernos Estados-nação, [1] algo que em muitos aspectos foi refutado por pesquisas e evidências arqueológicas posteriores. Seu primeiro desenvolvimento foi na Alemanha entre os arqueólogos próximos a Rudolf Virchow, mas as ideias histórico-culturais viriam a ser popularizadas pelo arqueólogo e linguista Gustaf Kossinna. O pensamento histórico-cultural foi introduzido na arqueologia britânica por Gordon Childe no final da década de 1920. No Reino Unido e nos Estados Unidos, essa abordagem veio a ser suplantada pelo paradigma teórico dominante na arqueologia durante a década de 1960, com o surgimento da arqueologia processual. No entanto, em outras partes do mundo, ideias histórico-culturais continuam a dominar. [2] Conceitos Culturas históricas distintas Difusão e migração O raciocínio indutivo Crítica Referências Bibliografia Ligações externas O ponto central para a arqueologia histórico-cultural era a sua convicção de que a espécie humana poderia ser subdividida em diferentes culturas que são, em muitos casos, distintas uma da outra. Normalmente, cada uma dessas culturas foi vista como representando uma etnia diferente. A partir de uma perspectiva arqueológica, acreditava-se que cada uma destas culturas podem ser distinguidas por causa da sua cultura material, tal como o modelo de cerâmica que produziu ou as formas de enterramento que praticados. Índice Conceitos Culturas históricas distintas
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. O Quilombo do Catucá,-em referência à mata do catucá-, também conhecido como o Quilombo do Malunguinho, situado historicamente no século XIX (1814-1835) e geograficamente na Capitania de... more
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. O Quilombo do Catucá,-em referência à mata do catucá-, também conhecido como o Quilombo do Malunguinho, situado historicamente no século XIX (1814-1835) e geograficamente na Capitania de Pernambuco, mais especificamente no seu litoral (Região da Mata e Região Metropolitana do Recife), já que se estendia de Recife à Goiana, foi uma maneira que escravizados encontraram para conseguir "liberdade" dentro do sistema escravista, liberdade essa que "transitava entre o sonho da liberdade e o cotidiano da luta dentro da escravidão" (RICCI, 1998, p. 292) [1]. O papel social, político e cultural do quilombo, além de ser assaz significativo para a história afro-brasileira, é também para a história regional, visando a reconstrução das diversas histórias sociais que se rearranjam a partir da criação de quilombos no cenário da época. [2] Na historiografia acerca do Brasil oitocentista, Pernambuco se encontra num quadro de destaque no que diz respeito à "profusão de movimentos sociais e políticos" (CARVALHO, 2009, p. 123) [3]. Tais movimentos eram resultados dessas disputas intra-elites. A resistência escrava, tendo a oportunidade, se manifestava por meio de "desobediências" dentro dos engenhos, estragando as produções ou fazendo com que elas demorassem mais para acontecer, além de auxiliar em diversas fugas e na criação de quilombos. Nesse contexto formam-se os mocambos/quilombos-"termos africanos que significavam 'acampamentos' em muitas microssociedades e/ou coletivos da África centro-ocidental." (GOMES, 2016, p. 417) [4]-e, por si só, já explicitam o seu papel histórico, visto que representam a força combatente dos escravizados para com o sistema opressor no qual estavam inseridos. O termo enfrenta, até o dias atuais, ideias preconceituosas, que afirmam que os escravizados levavam uma vida monótona, como meros fantoches, e não como o que realmente acontecera, isto é, grupos que se posicionavam e lutavam contra o que estava lhes sendo imposto.
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Resumo: O artigo trata dos cantatas culturais e da presença militar na Bretanha romana, por meio do uso da evidência arqueológica. Palavras-cluzve: Mundo romano; Arqueologia; Abastecimento militar. * * * Introdução Começo por agradecer... more
Resumo: O artigo trata dos cantatas culturais e da presença militar na Bretanha romana, por meio do uso da evidência arqueológica. Palavras-cluzve: Mundo romano; Arqueologia; Abastecimento militar. * * * Introdução Começo por agradecer aos organizadores do V Congresso da SBEC e da Xlll Reunião Anual da SBEC pelo convite para participar deste encontro. Como fundador da SBEC e tendo sempre atuado nas diretorias, em diferentes funções , muito me alegra ver os frutos da Sociedade, em sua luta por uma abordagem inter e transdiciplinar e, mais que tudo, pela formação de novas gerações de estudiosos. Satisfação ainda maior por estar em companhia de Laurent Caron e Thereza Baumann. Nesta ocasião, tratarei de algumas questões teóricas e metodológicas, aplicadas ao estudo da Antigüidade. As reflexões aqui apresentadas retomam, ainda, questões discutidas em detalhe no livro Historical Archaeology, Back from the Edge (ed. Pedro Paulo Funari, Martin Hall, Siân Jones, Londres e Nova Iorque, Routledge, 1999), em especial no que se refere à relação entre as categorias de fontes de que dispomos para o estudo do mundo antigo e à importância das construções discursivas modernas que informam nossas interpretações. O contexto da pesquisa: um projeto coletivo O estudo da Antigüidade tem se desenvolvido, nos últimos anos, de forma crescentemente interdisciplinar e especializada em áreas de pesquisa.
in F. Vergara Cerqueira, K. Pozzer, C. Nobre, Fronteiras e etnicidades no Mundo Antigo, Pelotas, UFPel/Ulbra, 2005.
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Resumo O trabalho trata da aplicabilidade da Lei 11.645/2008, que determina a inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nos currículos da Educação Básica, preferencialmente nas áreas de educação artística e de literatura e... more
Resumo O trabalho trata da aplicabilidade da Lei 11.645/2008, que determina a inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nos currículos da Educação Básica, preferencialmente nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. Objetiva averiguar a aplicabilidade dessa lei quanto à obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, em práticas de professores de História do Ensino Médio. Utilizou-se uma abordagem qualitativa e usou-se como técnica a entrevista semiestruturada. Os professores, historiadores entrevistados, atuam em escolas públicas estaduais em uma cidade do Estado do Rio Grande do Norte. Realizou-se uma reflexão a respeito dos processos de formação e capacitação desses docentes e dos impactos dessa lei em suas práticas de ensino. Os professores reconhecem a importância dessa legislação, mas não a consideram suficiente para provocar mudanças efetivas nas escolas, no sentido da superação de preconceitos enraizados em práticas sociais fortemente presentes em nossa sociedade. A exigência de conteúdos de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena na referida lei não garante sua aplicabilidade no ensino de História, diante de lacunas identificadas nos processos de formação inicial e continuada dos professores das escolas pesquisadas. É vital que os professores de História recorram, em suas práticas de ensino, à valorização da memória dos diversos grupos étnicos que compõem a nossa sociedade, como um instrumento de consolidação da cidadania e da democracia, o que demanda processos de formação docente nas universidades e nos espaços de atuação do professor. Palavras-chave Ensino-História-Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
Milhões de mulheres vivem algumas frustações derivadas de mecanismos que as silenciam e que as afastam dos centros de poder. O mundo dos antigos gregos e romanos pode nos ajudar a compreender a construção desses mecanismos. Na fundação da... more
Milhões de mulheres vivem algumas frustações derivadas de mecanismos que as silenciam e que as
afastam dos centros de poder. O mundo dos antigos gregos e romanos pode nos ajudar a compreender a
construção desses mecanismos. Na fundação da tradição literária ocidental temos o primeiro exemplo registrado
de um homem mandando uma mulher “calar a boca”. Refiro-me à Odisseia de Homero, escrita há quase 3 mil
anos. Tendemos, hoje, a pensar na Odisseia apenas como a épica história de Ulisses e seu retorno para casa
após a Guerra de Troia. Mas a Odisseia é também a história de Telêmaco, filho de Ulisses e Penélope. É a
história do seu crescimento, e de como, ao longo do texto, ele amadurece, passando de menino a homem. Esse
processo surge no primeiro livro do poema, quando Penélope desce de seus aposentos e vai ao grande saguão
do palácio, onde um poeta se apresenta perante a multidão; ele canta as dificuldades encontradas pelos heróis
gregos ao voltar para casa. A música não a agrada, e ela, diante de todos, pede-lhe que escolha outro tema, mais
feliz. Nesse momento, intervém Telêmaco: “— Mãe, volte para seus aposentos e retome seu próprio trabalho, o
tear e a roca. Discursos são coisas de homens, de todos os homens, e minhas, mais que de qualquer outro, pois
meu é o poder nesta casa.”
(Adaptado de Mary Beard, Mulheres e Poder. São Paulo: Planeta. 2018. Edição do Kindle: de Posição 51, 52, 63 e 64.)
Com base na leitura atenta do texto e em seus conhecimentos, responda às questões.
a) Explique um papel social atribuído ao universo masculino e outro atribuído ao universo feminino na
Antiguidade Clássica.
b) De acordo com o texto, por que a Odisseia pode ser revisitada para a compreensão do mundo
contemporâneo?
cf. https://www.academia.edu/12591113/Women_in_Antiquity_new_assessments
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Funari, Pedro Paulo A. “DICTATORSHIP, DEMOCRACY, AND FREEDOM OF EXPRESSION.” International Journal of Historical Archaeology, vol. 7, no. 3, 2003, pp. 233–237. JSTOR, www.jstor.org/stable/20853031. Accessed 6 Feb. 2021.
Resumo O trabalho trata da aplicabilidade da Lei 11.645/2008, que determina a inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nos currículos da Educação Básica, preferencialmente nas áreas de educação artística e de literatura e... more
Resumo O trabalho trata da aplicabilidade da Lei 11.645/2008, que determina a inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nos currículos da Educação Básica, preferencialmente nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. Objetiva averiguar a aplicabilidade dessa lei quanto à obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, em práticas de professores de História do Ensino Médio. Utilizou-se uma abordagem qualitativa e usou-se como técnica a entrevista semiestruturada. Os professores, historiadores entrevistados, atuam em escolas públicas estaduais em uma cidade do Estado do Rio Grande do Norte. Realizou-se uma reflexão a respeito dos processos de formação e capacitação desses docentes e dos impactos dessa lei em suas práticas de ensino. Os professores reconhecem a importância dessa legislação, mas não a consideram suficiente para provocar mudanças efetivas nas escolas, no sentido da superação de preconceitos enraizados em práticas sociais fortemente presentes em nossa sociedade. A exigência de conteúdos de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena na referida lei não garante sua aplicabilidade no ensino de História, diante de lacunas identificadas nos processos de formação inicial e continuada dos professores das escolas pesquisadas. É vital que os professores de História recorram, em suas práticas de ensino, à valorização da memória dos diversos grupos étnicos que compõem a nossa sociedade, como um instrumento de consolidação da cidadania e da democracia, o que demanda processos de formação docente nas universidades e nos espaços de atuação do professor. Palavras-chave Ensino-História-Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
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participou de reunião na sede do IEA-USP 3 (30/06/2011), com a presença, ainda, do diretor do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG, Prof. Maurício Loureiro 4. O Professor Ades, há tempo, vinha buscando caminhos para a... more
participou de reunião na sede do IEA-USP 3 (30/06/2011), com a presença, ainda, do diretor do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG, Prof. Maurício Loureiro 4. O Professor Ades, há tempo, vinha buscando caminhos para a concretização de um relacionamento mais estreito entre as instituições brasileiras dedicadas aos estudos avançados. Em certo sentido, esta aspiração foi reforçada pela reunião dos IEAs baseados em Universidades, ocorrida em Freiburg, Alemanha, em setembro de 2010 5 , na medida em que ali, pela primeira vez, juntaram-se instituições de todo o mundo, com a participação brasileira do IEA-USP e CEAv-Unicamp 6. A formação de uma rede
http://www.gr.unicamp.br/ceav/revista/index.php
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The State University of Campinas has been established in 19662[2], recently in relation to the western tradition, considering that Bologna University was established in 1088, but in the Brazilian context though, the oldest university, the... more
The State University of Campinas has been established in 19662[2], recently in relation to the western tradition, considering that Bologna University was established in 1088, but in the Brazilian context though, the oldest university, the São Paulo University (USP), was founded as late as 1934. Unicamp has been set up as a smaller, more specialized, research prone university, aiming at being the best one in the country in scholarly productivity3[3]. It did not take more than three decades to reach that position. Today, Unicamp has the highest per capita productivity both per lecturer or faculty and student in the country, the highest graduate course evaluation marks4[4], the highest patent marks, the highest international recognition, again considering the number of lecturers, researchers, professors and students. The Center for Advanced Studies was formally established in March 2010, even though it has been in preparation since late September, 2009. The first activity in this early period has been to gather all the living Unicamp emeriti, aiming at learning from 1[1] Head of the Center for Advanced Studies, State University of Campinas, Brazil. 2[2] Cf.
http://www.gr.unicamp.br/ceav/revista/index.php
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Visit to the Institute for Advanced Studies Pedro Paulo A ...www.gr.unicamp.br › ceav › revista › content › pdf
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RESUMO: O artigo discute o contexto histórico da fundação da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (1985) e da revista Classica (1989), iniciando pela explicitação da perspectiva, uma história social e cultural da ciência. Volta-se... more
RESUMO: O artigo discute o contexto histórico da fundação da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (1985) e da revista Classica (1989), iniciando pela explicitação da perspectiva, uma história social e cultural da ciência. Volta-se para a trajetória do ensino superior no Brasil, em seguida foca nos antecedentes imediatos. A resistência democrática relaciona-se com a academia, em geral, e com os Estudos Clássicos, no Brasil. Conclui-se com breve balanço e perspectivas. PALAVRAS-CHAVE: estudos clássicos; ensino superior no Brasil; democracia. ABSTRACT: The paper discusses the historical context of the founding of Brazilian Society of Classical Studies (1985) and the journal Classica (1989), starting by stating the standpoint, a social and cultural history of the discipline. It turns to higher education in Brazil, then to Brazilian history to focus on the immediate antecedents. Democratic resistance relates to scholarship in general and to classics in Brazil. It ends with a brief assessment and outlook. A criação da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos, em 1985, e a da revista Classica, em 1989, marcam todo o desenvolvimento posterior da área e resultam, por sua parte, de circunstâncias específicas. Participei dessa experiência, *Professor Titular,
RESUMEN La Arqueología de la Arquitectura en América del Sur, a pesar de diversa y heterogénea, posee algunas características distintivas. Una de estas ha sido un creciente interés por discutir los sistemas de reproducción de las... more
RESUMEN La Arqueología de la Arquitectura en América del Sur, a pesar de diversa y heterogénea, posee algunas características distintivas. Una de estas ha sido un creciente interés por discutir los sistemas de reproducción de las estructuras de poder en la región. Concibiendo la arquitectura como una tecnología del poder y una forma de comunicación no verbal, en este trabajo sintetizamos propuestas teórico metodológicas y casos de estudio, que hemos desarrollado a lo largo de 20 años. ABSTRACT The Archeology of Architecture in South America, despite being diverse and heterogeneous, owns some distinctive characteristics. One of these has been a growing interest in discussing the strategies for reproducing power systems in the region. Understanding architecture as a technology of power and a non-verbal type of communication, in this paper we present a short synthesis of theoretical methodological proposals and study cases, which we have worked over the last 20 years.
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Livro Milagre das Mãos, de Ivoni Reimer, capítulos 1 e 2.

REIMER, I. R.. Milagre das Mãos: curas e exorcismos de Jesus em seu contexto histórico-cultural. São Leopoldo; Goiânia: Oikos; Ed.da UCG, 2008. v. 1000. 176p .
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1. INTRODUÇÃO Estudos arqueológicos recentes vem se dedicando em temáticas pouco debatidas em tempos atuais, a temática "sexualidade" é um exemplo dessas novas abordagens. Dentro das concepções e abordagens antropológicas, esses saberes... more
1. INTRODUÇÃO Estudos arqueológicos recentes vem se dedicando em temáticas pouco debatidas em tempos atuais, a temática "sexualidade" é um exemplo dessas novas abordagens. Dentro das concepções e abordagens antropológicas, esses saberes se relacionam tanto à crescente compreensão de que as condutas sociais se alteram no tempo e no espaço, quanto às transformações comportamentais nas sociedades contemporâneas. No Brasil, diversos estudos e pesquisas buscam compreender temas diversificados e pouco aprofundados nas áreas da arqueologia histórica e pré-histórica, dando relevância e protagonismo às vozes do presente e do passado (
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Site Descrição Com uma visão diferenciada fugindo do lugar comum, exaustivamente abordado pela mídia tradicional e especializada, o canal contemplará o livro como fenômeno histórico e cultural, do erudito ao pop. Apresentado por Marcos... more
Site Descrição Com uma visão diferenciada fugindo do lugar comum, exaustivamente abordado pela mídia tradicional e especializada, o canal contemplará o livro como fenômeno histórico e cultural, do erudito ao pop. Apresentado por Marcos Torrigo, responsável pela edição de vários livros de sucesso nas listas dos mais vendidos e com extensa experiência em projetos de não ficção e ficção, Marcos Torrigo já atua como editor há mais de 20 anos. Com passagem por grandes editoras nacionais e multinacionais.
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Mestre em História (Udesc, 2013) Doutora em História (USP, 2018) Clique aqui para abrir o player de áudio. Sempre abrir. A economia romana foi marcada por duas atividades principais: a agricultura e o comércio. No Império Romano havia uma... more
Mestre em História (Udesc, 2013) Doutora em História (USP, 2018) Clique aqui para abrir o player de áudio. Sempre abrir. A economia romana foi marcada por duas atividades principais: a agricultura e o comércio. No Império Romano havia uma certa estabilidade econômica, e, portanto, conseguiam manter uma única moeda corrente, as tarifas alfandegárias eram baixas e as estradas e os portos eram protegidos. Mas, para conquistar essa estabilidade econômica os romanos passaram por processos de conquista e expansão, especialmente ao longo do período republicano. Moedas de ouro, prata, bronze e outros metais do Império Romano. Essa moeda era chamada denário (denarius), que acabou originando a palavra dinheiro na língua portuguesa. Foto: Bukhta Yurii / Shutterstock.com
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Apresentação do livro Imagens e Textos, organizado por Margarida Maria de Carvalho, Márcia Pereira da Silva e Helena Amália Papa, Interpretações sobre cultura e podor na Antiguidade.
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Resumo: Apresentamos, neste artigo, a trajetória intelectual de duas classicistas brasileiras do século XX. Após propormos uma reconstituição histórica sobre a formação das instituições de Ensino Superior no território brasileiro,... more
Resumo: Apresentamos, neste artigo, a trajetória intelectual de duas classicistas brasileiras do século XX. Após propormos uma reconstituição histórica sobre a formação das instituições de Ensino Superior no território brasileiro, destacamos a formação das professoras Ingeborg Braren e Maria da Glória Alves Portal na Universidade de São Paulo. Objetiva-se, por um lado, tornar patente o pioneirismo da contribuição intelectual de ambas as docentes para o ensino e pesquisa sobre a Antiguidade Clássica no Brasil. Por outro lado, pretende-se contribuir para uma melhor compreensão do papel de protagonismo das mulheres no desenvolvimento da ciência do país, em geral, e dos estudos clássicos, em particular. Palavras-chaves: estudos clássicos; cientistas pioneiras; contribuição feminina. TWO PIONEERS IN THE STUDY OF ANTIQUITY IN BRAZIL Abstract: The paper deals with the scholarly life of two Brazilian female pioneer classicists. The paper starts by describing the historical evolution of higher education in Brazil, then turning to the upbringing and scholarly life of professors Ingeborg Braren and Maria da Glória Alves Portal, both at the University of São Paulo. It aims at highlighting the pioneering aspects of their scholarly contribution to research and teaching of classical antiquity in Brazil. It also aims at contributing for an acknowledgement of the active role of women in developing scholarship in Brazil, particularly in the classics. DOS PIONERAS EN EL ESTUDIO DE LA ANTIGUEDAD EN BRASIL Resumen: Este artículo narra la trayectoria intelectual de dos profesoras brasileñas pioneras en los estudios clásicos. Nuestro estudio empieza con una descripción del desarrollo de las instituciones de educación superior en Brasil. En seguida, destaca la formación académica de Ingeborg Braren y Maria da Glória Alves Portal en la Universidad de São Paulo. Por un lado, se espera poner de relieve lo pionerismo de sus contribuciones en la investigación y enseñanza de la antigüedad clásica en Brasil. Por otro lado, pretendemos contribuir para un mejor reconocimiento del protagonismo de las mujeres en el desarrollo de la ciencia en Brasil, principalmente nos estudios clásicos.
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É em detrimento das principais questões epistemológicas sobre a História, o seu surgimento e desenvolvimento como instrumento de análise do passado, que este livro surgiu. Em suas páginas, podemos encontrar reflexões de autores... more
É em detrimento das principais questões epistemológicas sobre a História, o seu surgimento e desenvolvimento como instrumento de análise do passado, que este livro surgiu. Em suas páginas, podemos encontrar reflexões de autores pertencentes a distintos estágios acadêmicos, oriundos de diversas universidades, brasileiras e internacionais.
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Livro do Professor José Petrúcio Farias Júnior, com prefácio de P.P.A. Funari
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Este livro é um convite à Arqueologia, para mostrar como ela pode ser uma atividade muito divertida e cheia de mistérios, mas também de descobertas. Nesta caminhada, você descobrirá que todo mundo pode ser
um arqueólogo, inclusive você!
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este capítulo apresentará um estudo de caso a partir do documentário The Lost Tomb of Jesus (sendo exibido no Brasil como O Sepulcro Esquecido de Jesus e lançado em DVD com o título de O Túmulo Secreto de Jesus), lançado em 2007 e... more
este capítulo apresentará um estudo de caso a partir do documentário The Lost Tomb of Jesus (sendo exibido no Brasil como O Sepulcro Esquecido de Jesus e lançado em DVD com o título de O Túmulo Secreto de Jesus), lançado em 2007 e dirigido por Simcha Jabocovici e James Cameron (diretor dos filmes premiados O Exterminador do Futuro, Titanic e Avatar). Por ter sido dirigido por um diretor hollywoodiano, é natural que o documentário tenha tido uma repercussão maior, se tornando inclusive um livro: The Jesus Family Tomb - The Evidence Behind the Discovery No One Wanted to Find (JACOBOVICI; PELLEGRINO, 2008) ou, em português, A Tumba da Família de Jesus – a Descoberta, a Investigação e as Provas que podem mudar a História. Logo, tentarei mostrar a partir deste capítulo de que maneira a produção se utiliza da Arqueologia para atestar sua tese de que a tumba encontrada em Talpiot pertenceu a Jesus de Nazaré e sua família, sobretudo por meio do discurso que é transmitido com as visões passadas durante o filme a partir de diversos profissionais, e algumas das críticas que este recebeu de estudiosos do ramo.
Apoio da Unicamp
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Pesquisa com apoio da Unicamp.
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This work is based on an episode from the history of Roman Empire, during the first century AD, more specifically 60/61 AD, the early days of the British social construction, in which a warrior queen, named Boudica or Boadicea, from the... more
This work is based on an episode from the history of Roman Empire, during the first century AD, more specifically 60/61 AD, the early days of the British social construction, in which a warrior queen, named Boudica or Boadicea, from the ancient Britannia – current England – was a protagonist and whose actions have provided consequences in social affairs up to our days. It is, therefore, a study of the first representative women-led movement claiming for liberty, as well as the demonstration of the uses of her figure in the Modern and Contemporary times, strengthening later social movements, such as the British suffragettes and creating a female icon that became reference to all other English women in power since then.
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Boudica DESCRIÇÃO: Boudica and the female facets over time: nationalism, feminism, power and the collective memory Tais Pagoto Bélo 14x21cm-268 pages ISBN-978-65-990342-7-5 This work is based on an episode from the history of Roman... more
Boudica DESCRIÇÃO: Boudica and the female facets over time: nationalism, feminism, power and the collective memory Tais Pagoto Bélo 14x21cm-268 pages ISBN-978-65-990342-7-5 This work is based on an episode from the history of Roman Empire, which occurred during the first century AD, more specifically 60/61 AD, in which a warrior queen, named Boudica or Boadicea, from the ancient Britannia-current England-was a protagonist and whose actions have provided consequences in social affairs up to our days. It is, therefore, a study of the first representative women-led movement claiming for liberty, as well as the demonstration of the uses of her figure in the Modern and Contemporary times, strengthening later social movements, such as the British suffragettes and creating a female icon that became reference to all other
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Livro publicado como segundo volume da coleção Ideias, IFCH Unicamp, coordenada por Pedro Paulo A. Funari e em segunda edição reimpressa.
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Routledge 984 pages | 37 B/W Illus.
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Não é nosso objetivo realizar uma apologia a guerra, mas ampliar a noção de documento ao analisar a cultura material de uma sociedade, através do ponto de vista militar. No mundo onde os momentos de guerra eram mais longo que os de paz,... more
Não é nosso objetivo realizar uma apologia a guerra, mas ampliar a noção de
documento ao analisar a cultura material de uma sociedade, através do ponto de vista militar.
No mundo onde os momentos de guerra eram mais longo que os de paz, que possuíam valores
e costumes diferentes dos atuais, a militarização de uma sociedade não era apenas um dever
cívico, mas um fator importante para sua sobrevivência.
O estudo da guerra possui larga tradição e continua mais atual do que nunca. Nos
últimos anos, as abordagens sobre a guerra multiplicaram-se. A própria humanidade foi
ligada, por diversos estudiosos, ao surgimento e diversificação dos conflitos bélicos, há
milhares de anos, no Pleistoceno
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Arqueología del contacto em Latinoamérica, Ebook, para download em: https://books.google.com.br/books?
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Jesus de Nazaré ou o Jesus histórico, para usar o termo mais corrente hoje, continua conhecido pelos seus seguidores, como Sócrates ou Buda. Esses seguidores, desde o início, pelo que podemos supor das fontes antigas, eram judeus... more
Jesus de Nazaré ou o Jesus histórico, para usar o termo mais corrente hoje, continua conhecido pelos seus seguidores, como Sócrates ou Buda. Esses seguidores, desde o início, pelo que podemos supor das fontes antigas, eram judeus populares, mas logo havia também gente mais estudada, como Paulo de Tarso, além de mulheres e pessoas de origem diversa, como incircuncisos. Escreveram em grego, mas deviam falar aramaico ou outros idiomas, além de conhecer rudimentos, ao menos, de outros ainda, como o hebraico ou o latim, língua dos soldados. Pouco se atentou para essa diversidade no passado, já que, na modernidade, o estado nacional impunha a uniformidade em sua própria época e a projetava ao passado. O reconhecimento da imensa mescla e variedade veio a impactar o entendimento desses primeiros seguidores de Jesus, a partir da teoria social. Dois aspectos podem ser ressaltados: o papel ativo das mulheres e a luta profética pela justiça, frente ao poder. O pensador mais erudito dessa primeira leva, Paulo de Tarso, são Paulo, em suas cartas autênticas, com sua perspectiva escatológica, igualava a todos, mulheres ou homens, escravos ou livres e propunha, como os profetas e Jesus, denunciar a desigualdade. Essa mensagem, que vem lá da antiguidade, revela-se mais atual do que nunca em meio ao culto à exclusão e mesmo à morte.
A palestra inicia-se com a perspectiva adotada, ao enfatizar o estudo dos conceitos em seu contexto histórico: intertextualidade, recepção, usos do passado, Antiguidade, Modernidade, ensino, educação, passado, presente e futuro. Em... more
A palestra inicia-se com a perspectiva adotada, ao enfatizar o estudo dos conceitos em seu contexto histórico: intertextualidade, recepção, usos do passado, Antiguidade, Modernidade, ensino, educação, passado, presente e futuro. Em seguida, volta-se para os sentidos do Ensino de História e a formação de professores que educarão os futuros cidadãos. O foco na nação, como no caso extremo dos Estados Unidos da América, contribui para a formação de cidadãos com pouco contato com o resto do mundo, em termos geográficos, culturais e históricos. Ao contrário, a História Antiga pode permitir entender e agir no mundo para transformá-lo, para além dos limites estreitos da nação. Não se pode entender a China sem Demócrito, Marx e Mao, nem o Brasil sem os antigos (gregos, romanos, hebreus), tal como reapropriados pelos séculos passados e pela atualidade. Conclui-se que o a História Antiga é imprescindível para uma educação libertária e capaz de inspirar futuros cidadãos críticos e a favor de um futuro com justiça e convivência, frente à exclusão.
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A palestra inicia-se com apresentação da abordagem histórica, de estudo dos contextos históricos e dos sentidos dos conceitos: mitologia, antiga, Grécia e Roma. Parte-se de mitologia (mito = relato; logos = junção, palavra, razão,... more
A palestra inicia-se com apresentação da abordagem histórica, de estudo dos contextos históricos e dos sentidos dos conceitos: mitologia, antiga, Grécia e Roma. Parte-se de mitologia (mito = relato; logos = junção, palavra, razão, estudo), antiga (que vem antes), Grécia (que falam dialetos gregos e compartilhar mitos), Roma (cidade, império, composta de pessoas de outras partes). Relatos (mitos) variam de acordo com quem conta, no tempo e no espaço. Entre os gregos, há obras literárias, como o poema épico Ilíada, atribuía a Homero, e as tragédias, como Édipo Rei, mas também as imagens em vasos de cerâmica. Entre os romanos, há literatura e imagens, com certo interesse pela compatibilização dos relatos, conveniente ao mundo conectado dos romanos. Todos os posteriores foram influenciados por essas narrativas, como ainda hoje. Conclui-se pela perene relevância da mitologia greco-romana.
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#01 Valas Clandestinas na Ditadur… Estudar a ditadura militar é sempre trabalho complexo. Enquanto para alguns ela representa um tema doloroso, para outros, ela deveria ser suavizada e até silenciada. O objetivo de nosso trabalho é... more
#01 Valas Clandestinas na Ditadur…
Estudar a ditadura militar é sempre trabalho complexo. Enquanto para alguns ela representa um tema doloroso, para outros, ela deveria ser suavizada e até silenciada. O objetivo de nosso trabalho é abordar um dos aspectos da repressão existente naquele período, as valas clandestinas. Para tanto, buscaremos uma possibilidade analítica na Arqueologia da Repressão e da Resistência, debateremos o que foram as valas e como elas se constituíram com o Professor Doutor Pedro Paulo Funari e finalizaremos realizando uma discussão sobre a especificidade do gênero nessa questão, trazendo relatos de mulheres vítimas desse sistema opressivo. Esperamos contribuir para tal campo de estudos tanto no sentido de situar a problemática, quanto dando voz a sujeitos historicamente silenciados.

Roteiro e vozes:

Augusto Antônio de Assis, Leonardo Gomes Spina, Mariana Utunomiya Artusi

Leitura dos relatos:

Akemi Mogami, Ana Julia Bacce Kuhl, Gisele de Oliveira Bezerra, Julia Santos Souza, Julia Magri, Marina de Albuquerque

Entrevistado:

Prof. Dr. Pedro Paulo Funari

Direção e edição técnica:

Mariana Utunomiya Artusi

Material de referência e indicações de aprofundamento:

BARETTA, Jocyane R. Arqueologia da repressão e da resistência e suas contribuições na construção de memórias. Revista Arqueologia Pública, vol. 8, n. 2[10], 76-89, 2015.

BARETTA, Jocyane R. Por uma arqueologia feminista na ditadura militar no Brasil (1964-1985). Revista de Arqueologia, vol. 30, n. 2, 2017.

BARROSO, Eloísa P.; LONGO, Clerismar A. Mulheres que foram à luta: relações de gênero e violência na ditadura civil militar brasileira (1964-1985). Revista Territórios & Fronteiras, Cuiabá, vol. 10, n. 2, ago.-dez., 2017.

BRASIL. Comissão Nacional da Verdade. Mortos e desaparecidos políticos / Comissão Nacional da Verdade. Brasília: CNV, 2013-2014.

CARDOSO, Ítalo; BERNARDES, Laura (organizadores). Vala clandestina de Perus: desaparecidos políticos, um capítulo não encerrado da história brasileira. São Paulo: Ed. do Autor, 2012.

FUNARI, Pedro Paulo A.; ZARANKIN, Andres; REIS, Jose Alberioni dos (organizadores). Arqueologia da repressão e da resistência na America Latina na era das ditaduras: (décadas de 1960-1980). São Paulo: Annablume/Fapesp, 2008.

LEMOS, C. M. Construindo “memórias materiais” da ditadura militar: a arqueologia da repressão e da resistência no Brasil. Revista de Arqueologia, v. 29, n. 2, p. 68-80, 31 dez. 2016.

MERLINO, Tatiana; OJEDA, Igor. Direito à memória e à verdade: Luta, substantivo feminino. São Paulo: Editora Caros Amigos, 2010.

Legenda da imagem da capa:

Funcionários da prefeitura colocam em sacos plásticos ossadas encontradas em uma vala do cemitério Dom Bosco em Perus, São Paulo (04/09/1990). Foto: Itamar Miranda/Estadão Conteúdo/Arquivo.

Esse trabalho foi produzido no âmbito da disciplina História do Brasil IV, do curso de História, da Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP, ministrada pela Profa. Dra. Luana Saturnino Tvardovskas, no segundo semestre de 2020.
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Título de la ponencia: Arqueología: presente en nuestras vidas. Las transformaciones sociales y culturales en Minas Gerais / Brazil. Clasificación temática: HISTÓRIA Y ARQUEOLOGÍA Nombre de los autores: CLAUDIO CARLAN Universidad:... more
Título de la ponencia: Arqueología: presente en nuestras vidas. Las transformaciones sociales y culturales en Minas Gerais / Brazil. Clasificación temática: HISTÓRIA Y ARQUEOLOGÍA Nombre de los autores: CLAUDIO CARLAN Universidad: UNIVERSIDAD FEDERAL DE ALFENAS País: BRAZIL
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Roma teve muitos inimigos, alguns eram mulheres. Queremos enfatizar a trajetória histórica de uma delas: Teuta, a rainha pirata dos ilírios. A história que chegou até nós foi escrita em grego e latim e retrataram o papel de Teuta e dos... more
Roma teve muitos inimigos, alguns eram mulheres. Queremos enfatizar a trajetória histórica de uma delas: Teuta, a rainha pirata dos ilírios. A história que chegou até nós foi escrita em grego e latim e retrataram o papel de Teuta e dos ilírios com muita dureza e preconceito: eles foram considerados bárbaros, criminosos e instáveis em suas emoções, o que comprometeu seu poder de decisão e desempenho frente aos conquistadores. Mas nós discordamos e queremos demonstrar novas interpretações e pontos de vista mais justos, enfatizando a diversidade do fenômeno e certos aspectos misóginos do registro histórico que Políbio desenvolveu em sua obra “Histórias”, os quais pretendemos confrontar com algumas passagens de Foucault, apontando as eventuais proximidades e afastamentos culturais com o presente, atuando como os historiadores engajados que devemos ser, aqueles que advogam as causas de gênero, em particular, e a dos subalternos, no geral, reabilitando a trajetória histórica daqueles que perderam a disputa de poder no desenrolar do processo histórico. Diante destas questões, oferecemos este estudo de caso para relembrar que devemos a Teuta o devido reconhecimento como vulto histórico e possível baluarte do feminismo.
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Montamos o projeto gratuito chamado "Eternos vencedores", ligado a palestras para os vestibulandos, com o apoio de profissionais e a sensibilidade dos professores da academia (universidade) em participar desse projeto. Visando ajuda-los... more
Montamos o projeto gratuito chamado "Eternos vencedores", ligado a palestras para os vestibulandos, com o apoio de profissionais e a sensibilidade dos professores da academia (universidade) em participar desse projeto. Visando ajuda-los alcançar um sonho. Um sonho que dependerá da atitude de cada um. Uma atitude que está diante de uma escolha e tomada de decisão. Qual? Estudar! Estudar para ter acesso à universidade pública. E nasceu a ideia de estimulá-los trazendo grandes nomes (profissionais) para minimizar essa distância entre escola e a universidade. E cada convidado faz a diferença na vida desses jovens. Professor Bruno Figueiredo 22 de agosto de 2020, 16 horas Grécia e Roma, com Pedro Paulo A. Funari, Unicamp Público: Jovens de 14/15 anos Grécia e Roma são civilizações que aparecem sempre em vestibulares ou no Enem. Entre os motivos está sua presença no mundo atual, e nos séculos todos anteriores, não só no Ocidente e na América Latina, mas no resto do mundo também. Alguns aspectos dessas civilizações são recorrentes: a mitologia grega, suas histórias e mensagens; a filosofia, a prática dos amigos do conhecimento; a política e o convívio dos livres em disputa; os gêneros literários, oralidade e escrita; direito divino e direito entre os seres humanos; poder soberano (territorial) e poder pastoral (sobre os viventes); cristianismo, Império e Igreja. Esses temas estiveram em constante retomada, como com Carlos Magno (800 d.C.), no Renascimento (séculos XIV a XVI), no século XIX, seu racionalismo e neoclassicismo e, hoje, no século XXI. Essa presença dos antigos, sempre em mudança, é que é cobrada em vestibulares e exames. Não pelo passado, em si, para que, no presente, possamos fazer o futuro.
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There are cultural differences underlining the diverse use of freshwater by different peoples in a given area and the contemporary issues linked to this subject cannot be separated from a long-term understanding of the human settlement.... more
There are cultural differences underlining the diverse use of freshwater by different peoples in a given area and the contemporary issues linked to this subject cannot be separated from a long-term understanding of the human settlement. This paper deals with the use of freshwater and the human settlement in South America. Prehistoric and historical settlement has clustered around freshwater sources and archaeology has been studying this subject in the last decades, enabling scholars to develop a long-term understanding of the way the use of freshwater relates to the human endeavour. The paper deals in a comparative way with three main topics: the prehistoric settlements and its riverine character; the Portuguese use of main
A superação do discurso da 'naturalidade' no estudo da História da Sexualidade antiga Pedro Paulo Funari A sexualidade tem sido objeto de reflexão, há muitas décadas mas, no estudo da Antigüidade Clássica, apenas muito tardia e... more
A superação do discurso da 'naturalidade' no estudo da História da Sexualidade antiga Pedro Paulo Funari A sexualidade tem sido objeto de reflexão, há muitas décadas mas, no estudo da Antigüidade Clássica, apenas muito tardia e parcialmente surgiram reflexões a respeito. Isso pode parecer um paradoxo, considerando o papel do eros no pensamento antigo, filosófico e religioso. Contudo, a moral cristã, primeiro, e principalmente, os discursos cientificistas, a partir de meados do século XIX, marcaram o estudo da sexualidade antiga. Por muito tempo, prevaleceram os discursos da 'naturalidade' da sexualidade antiga, como nos casos que serão tratados no paper, em que a sexualidade antiga é explicada pelo 'natural' desejo sexual do ser humano. Neste contexto, Foucault foi muito importante para questionar essas interpretações anti-históricas, ao tratar dos regimes discursivos que permitem construir as relações sociais, em geral, e sexuais, em particular. A História da Sexualidade, publicada por Foucault com um estudo detalhado de autores antigos, marcou, portanto, uma inflexão no estudo dessa temática. Tendo sido muito criticado por classicistas tradicionais, por diferentes motivos, sua importância para a introdução de reflexões inovadoras não pode ser subestimada, não apenas para um estudo da antigüidade menos parcial e redutor, como por favorecer uma maior integração do estudo da antigüidade com outras áreas que se dedicam a outros períodos históricos.
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Debate-papo com Pedro Paulo Funari e Breno Battistin Sebastiani, realizado em 29 de dezembro de 2018 na Casa Plana, em São Paulo, no lançamento de "A Conjuração de Catilina"
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Entrevista concedida ao programa Diálogos Sem Fronteiras da RTV Unicamp em 14 de dezembro de 2015
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Educação, terrorismo, envelhecimento, documentos públicos, ateísmo DE SÃO PAULO Documentos públicos Em todos os regimes democráticos há regras para a consulta pública de documentos, em geral, após um prazo estipulado, em geral, entre 30 e... more
Educação, terrorismo, envelhecimento, documentos públicos, ateísmo DE SÃO PAULO Documentos públicos Em todos os regimes democráticos há regras para a consulta pública de documentos, em geral, após um prazo estipulado, em geral, entre 30 e 50 anos. Esta transparência caracteriza a democracia, e a doutrina do "sigilo eterno" deriva de uma concepção autoritária e repressiva. As democracias que passaram por regimes autoritários, como Argentina, África do Sul e Polônia, entre outras tantas, deixaram que a cidadania tivesse acesso aos documentos dos anos ou décadas de chumbo. O Brasil, ao não seguir essa norma básica do Estado de Direito, esconde-se de si mesmo. Quem se beneficia desse silêncio? Quem teme quais revelações? PEDRO PAULO A. FUNARI, professor-titular e coordenador do Centro de Estudos Avançados da Unicamp (Campinas, SP)
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Apoio do Brasil à Argentina sobre Malvinas é coerente com época da guerra, dizem especialistas DANIELLA FERNANDES 26 de fev de 2010 às 18:22 RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS E NOVIDADES EM PRIMEIRA MÃO! E-mail O posicionamento do Brasil diante da... more
Apoio do Brasil à Argentina sobre Malvinas é coerente com época da guerra, dizem especialistas DANIELLA FERNANDES 26 de fev de 2010 às 18:22 RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS E NOVIDADES EM PRIMEIRA MÃO! E-mail O posicionamento do Brasil diante da controvérsia envolvendo a Argentina, o Reino Unido e as Malvinas não se alterou desde a guerra de 1982, quando o governo do general João Batista Figueiredo se colocou a favor do país vizinho, na época também governado por militares. Na última segunda-feira (22), a diplomacia brasileira se manifestou a favor da Argentina no atual impasse com os britânicos, envolvendo a exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas. A postura adotada pelo Itamaraty foi semelhante à adotada na Guerra das Malvinas, explicaram especialistas em entrevista ao Opera Mundi. Em 1982, após um período político de instabilidade interna e crise econômica, o então presidente argentino, general Leopoldo Galtieri, ordenou a ocupação militar das Malvinas. Segundo o historiador Pedro Paulo Abreu Funari, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), especialista em estratégias na América Latina, a ação argentina recebeu apoio político brasileiro. Leia mais:
La sociedad en que vivimos enfrenta muchos desafíos, uno de los cuales y de los más sobresalientes, sin duda, es su gobernanza. La edad del matrimonio en Roma solía ser de 12 a 16 años porque su esperanza de vida era baja, estos... more
La sociedad en que vivimos enfrenta muchos desafíos, uno de los cuales y de los más sobresalientes, sin duda, es su gobernanza. La edad del matrimonio en Roma solía ser de 12 a 16 años porque su esperanza de vida era baja, estos matrimonios eran siempre concertados por sus padres, a diferencia de la actualidad. Es importante mencionar que su discurso fue más allá de este pedido, ya que se refirió a los derechos de la mujer e hizo mención a lo que en la actualidad es uno de los principios fundamentales del derecho tributario, el de la legalidad en materia tributaria (Suárez, 2012). La respuesta, en muchos países, es un no rotundo. <> En realidad estamos enfrentando un cambio en la definición de lo que es ser mujer y esto implica pelearse con siglos de tradición que según†¦ La brecha salarial. En la actualidad no se puede hablar de un tipo de mujer sedentaria, sino que se habla de una generación nueva de mujeres activas y autónomas, la mujer se enfrenta a realidades muy diversas según la cultura, zona geográfica o situación social en la que se encuentre. Por ejemplo, si bien la participación laboral femenina ha aumentado, aún †¦ Un estudio realizado en septiembre de este año, arrojó preocupantes cifras respecto a la violencia contra la mujer en Chile.En él se especifica que una de cada tres mujeres reconoció sufrir algún tipo de violencia en la pandemia del Covid-19. Fuente: Guía de los Museos V aticanos. Con la muerte de Franco en 1975 se inicia una serie de
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A revista IstoÉ desta semana traz matéria sobre o trabalho de arqueólogos brasileiros, dois dos quais adventistas: os doutores Rodrigo Silva e Jorge Fabbro. Leia aqui alguns trechos da reportagem: "Fazia 40 graus à sombra, debaixo de uma... more
A revista IstoÉ desta semana traz matéria sobre o trabalho de arqueólogos brasileiros, dois dos quais adventistas: os doutores Rodrigo Silva e Jorge Fabbro. Leia aqui alguns trechos da reportagem: "Fazia 40 graus à sombra, debaixo de uma tela de plástico perfurada em Monte Sião, Jerusalém. Corria o último mês de julho e cerca de 50 titulados acadêmicos de diferentes partes do mundo distribuíam picaretadas nessa porção de terra sagrada, onde ficava a residência de Caifás, o sumo sacerdote que presidiu os dois julgamentos de Jesus Cristo. Todos haviam trocado de bom grado o ar-condicionado de suas salas nas universidades para suar sob o sol escaldante da cidade santa, em busca de tesouros históricos. No meio dessa turma um brasileiro, professor de arqueologia, com um chapéu à Indiana Jones na cabeça, lutava contra uma tendinite no braço esquerdo provocada por uma inflamação na coluna cervical. Aos 54 anos, o paulista Jorge Fabbro, teólogo com mestrado em arqueologia pela Andrews University (EUA), não queria abandonar a terceira expedição da qual participava em Israel. Além de atender às preces do professor Fabbro, Deus deu o ar da graça a todos os seus colegas de empreitada. A escavação da qual participavam resultou em uma das maiores descobertas da arqueologia bíblica deste ano: uma taça de pedra, datada do século I d.C., na qual estão escritas dez linhas, possivelmente em aramaico ou em hebraico. Trata-se de um código secreto, ainda misterioso, formado por algumas letras redigidas de cabeça para baixo e frases de trás para a frente. Uma relíquia do tipo, suspeitam os pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte que capitaneavam a missão, pode ter sido usada por Jesus para se lavar ritualmente antes da última ceia.
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ARCHEOLOGY Ancient history, the Brazilian way (https://revistapesquisa.fapesp.br/en/ancient-history-the-brazilian-way/) Researchers from the Labeca give a broader meaning to the concept of the Greek poli The combination of two words,... more
ARCHEOLOGY Ancient history, the Brazilian way (https://revistapesquisa.fapesp.br/en/ancient-history-the-brazilian-way/) Researchers from the Labeca give a broader meaning to the concept of the Greek poli The combination of two words, ancient history, only reinforces prejudices, since the first is usually associated with an area of study that deals with matters long closed, and that seem to no longer have an impact on our lives. The idea of something even older only makes the discipline seem further away from us and thus less interesting and less important; a crass error, to use a classical expression. A group of Brazilian researchers from the Laboratory for Ancient City Studies (Labeca), which is linked to the Museum of
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Um grupo formado por docentes, pesquisadores e estudantes da Unicamp estará participando de uma série de atividades relacionadas à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que foi aberta nesta quarta-feira... more
Um grupo formado por docentes, pesquisadores e estudantes da Unicamp estará participando de uma série de atividades relacionadas à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que foi aberta nesta quarta-feira (13) no Rio de Janeiro e prosseguirá até o próximo dia 22. Os especialistas da Universidade levarão suas contribuições para subsidiar debates e reflexões sobre temas fundamentais para a preservação do planeta, tais como desenvolvimento populacional e os impactos do consumo no ambiente e a problemática dos povos indígenas que são afetados pelas mudanças climáticas.
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Universidade Estadual de Campinas 10 a 16 de novembro 2003 5 RAQUEL DO CARMO SANTOS kel@unicamp.br gestão, o acesso e a preserva-ção de documentos eletrôni-cos, em pauta nas agendas de vários países, também começam a ser discutidos na... more
Universidade Estadual de Campinas 10 a 16 de novembro 2003 5 RAQUEL DO CARMO SANTOS kel@unicamp.br gestão, o acesso e a preserva-ção de documentos eletrôni-cos, em pauta nas agendas de vários países, também começam a ser discutidos na Unicamp. Um gru-po de trabalho designado pela Rei-toria tem realizado reuniões perió-dicas, desde outubro, com o objeti-vo de propor uma padronização de procedimentos técnicos para a ges-tão, preservação e acesso de docu-mentos arquivísticos eletrônicos. A preocupação é oportuna, garante o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e presidente do grupo de trabalho, Pedro Paulo Fu-nari. Ele ressalta que é visível o cres-cimento do volume de documentos eletrônicos gerados no âmbito da Universidade. Funari defende a necessidade de ações imediatas que orientem as dis-cussões na Unicamp. Mesmo com as facilidades e a agilidade que a in-formatização possibilita, analisa o historiador, existe uma preocupação muito grande com relação à verifi-cação da fidedignidade, veracidade do documento e, principalmente, a questão da preserva-ção. É preciso esta-belecer com urgên-cia padrões e normas institucionais, basea-dos na diplomática e na arquivística, pois temos uma memória científica a preserUm site montado especial-mente para informações sobre o pro-jeto em andamento foi colocado no ar (www.unicamp.br/siarq/doc_e-letronico/). Além disso, o grupo composto por especialistas de diver-sas áreas pertinentes da Universida-de, levanta bibliografias sobre o as-sunto e prepara um diagnóstico da situação atual dos arquivos eletrôni-cos corporativos já acumulados. Se-gundo Funari, serão analisadas as documentações que se encontram em formato eletrônico e também a-quelas que se formam ao longo do caminho. Ele explica que a Unicamp mantém um sistema denominado híbrido, isto é, possui documentos eletrônicos e em papel ao mesmo tempo. Funari reconhece que todo traba-lho será um grande desafio. Para ele, um dos principais problemas está em padronizar os procedimentos já em andamento. Cada Unidade foi desenvolvendo seu próprio progra-ma e cada um segue regras institu-ídas pelo órgão, argumenta. Outro problema já detectado pelo histori-ador consiste na unificação das pla-taformas. Ele percebe que existem muitos sistemas diferentes em fun-cionamento e isto pode dificultar o "A Unicamp saiu na frente ao propor uma política para a gestão, o acesso e a preservação do documento eletrônico", afirma a mestre em ciência da informação Rosely Curi Rondinelli, atualmente responsável pelo Serviço de Arquivos do Museu do Índio/Funai. Ela veio à Universidade, no final de outubro, para ministrar um curso e detalhar as atividades da Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), que, na esfera nacional, está trabalhando na proposta de normas, procedimentos técnicos e instrumentos legais que viabilizem a implantação de uma política em instituições públicas e privadas. Segundo Pedro Paulo Funari, é importante este tipo de integração para que os trabalhos do grupo não esbarrem em estudos que já estão em andamento. Por isso, o grupo de trabalho nomeou a coordenadora do Sistema de Arquivos da Unicamp (Siarq), Neire do Rossio Martins, para integrar a Câmara Técnica como representante da Universidade. Rosely explicou que a Câmara deve encaminhar as propostas ao Conarq até julho de 2004. Para desenvolver as atividades foram chamados para as reuniões diversos profissionais como arquivistas, bibliotecários, advogados, analistas de sistemas, engenheiros e administradores que, desde janeiro de 2002, estudam o problema. Se por um lado, o documento eletrônico agilizou, facilitou e mudou o mecanismo de comunicação, por outro ele trouxe uma nova preocupação com relação à veracidade e fidedignidade da informação, comenta a cientista da informação. Em sua opinião, o benefício é o controle, que se torna mais rigoroso do que o manual. Rosely conheceu a política de arquivo da Universidade e também defende que o trabalho deve ser feito em consonância. "Muitos órgãos estão acordando agora para o problema, mas não mantêm uma política de arquivo". A responsável pelo Arquivo do Museu do Índio acredita em uma parceria com a Unicamp bastante frutífera no que diz respeito ao desenvolvimento de software dentro das normas que estão sendo discutidas. ez anos se passaram desde que o espectrômetro de massas pentaquadrupolo foi instala-do no Instituto de Química (IQ) da Unicamp. E esta primeira década de atividades está sendo motivo de cele-bração para a equipe do Laboratório Thomson, pois o penta como foi apelidado pelos usuários já originou mais de cem publicações em revistas especializadas e já formou cerca de 30 especialistas na área, alguns, inclusive coordenando novos grupos de pes-quisa. Único em funcionamento no mundo, o penta foi a semente do La-boratório Thomson (http://thom-son.iqm.unicamp.br) que é hoje refe-rência mundial em aplicações da téc-nica em áreas diversas, como em quí-mica, física, bioquímica, ciências mé-dicas e farmacêuticas. O casamento do penta com químicos orgânicos foi perfeito, comenta o coordenador do Laboratório, professor Marcos N. E-berlin. O coordenador considera que agru-par em um laborató-rio especialistas em diversas áreas, mas principalmente em química orgânica, foi o fator decisi-vo que permitiu explorar o equipa-mento no seu ponto mais forte, e chegar à comemoração dos dez anos com sucesso. Eberlin explica que a química orgânica tenta sempre res-ponder o porquê de seus aconteci-mentos químicos, precisando assim entender bem os mecanismos de suas reações e, justamente, nessa área que o equipamento é único. Segundo E-berlin, o penta é um laboratório completo para estudos de reações en-volvendo íons, pois possui cinco qua-drupolos conectados. Assim, todas as operações necessárias para a realiza-ção das reações, como a formação, pu-rificação, seleção e reação destes íons, e ainda a separação e caracterização estrutural dos produtos, são realiza-das simultaneamente em tempo real.
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Ler os clássicos, O Globo, 28/01/20201, p. 13 O conhecimento restrito a autores e tema atuais resulta em ensino limitador e em futuros cidadãos incapazes de lidar com a diversidade e a complexidade. Os clássicos e todo o patrimônio do... more
Ler os clássicos, O Globo, 28/01/20201, p.  13
O conhecimento restrito a autores e tema atuais resulta em ensino limitador e em futuros cidadãos incapazes de lidar com a diversidade e a complexidade. Os clássicos e todo o patrimônio do passado abrem perspectivas. Sua exclusão só interessa à exclusão social (“Crie uma treta literária e (não) saia”. Segundo Caderno, 27 de janeiro).
Pedro Paulo A. Funari
Campinas/SP
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A quem interessa ignorar o passado? Não há democracia sem pessoas com bagagem e repertório, muito além da mera observação do presente (“Sobre a obrigatoriedade dos clássicos”, Poder, 26/1, coluna de Joel Pinheiro da Fonseca). A leitura... more
A quem interessa ignorar o passado? Não há democracia sem pessoas com bagagem e repertório, muito além da mera observação do presente (“Sobre a obrigatoriedade dos clássicos”, Poder, 26/1, coluna de Joel Pinheiro da Fonseca). A leitura dos clássicos e do passado, em geral, será sempre o melhor antídoto à ignorância e ao preconceito.
Folha de São Paulo, 27/01/2021 A3
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Tolerância O ataque à Casa da Cultura (CP 19/01/21. A1 e A8) demonstra como a tolerância e o convívio ainda precisam ser protegidos e fomentados. Para isso, o envolvimento das pessoas e associações, inclusive religiosas, é essencial, para... more
Tolerância O ataque à Casa da Cultura (CP 19/01/21. A1 e A8) demonstra como a tolerância e o convívio ainda precisam ser protegidos e fomentados. Para isso, o envolvimento das pessoas e associações, inclusive religiosas, é essencial, para multiplicar entre todos o sentido de compartilhamento da vida, não do seu desprezo. Sem isso, todos saímos vulnerados, até mesmo os que desrespeitam os outros.
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 Lançamentos – O livro “A Temática Indígena nas Escolas – Subsídios para os Educadores” (Editora Contexto) será lançado no dia 23 de agosto, às 18h30, na Livraria Cultura do Shopping Center Iguatemi, em Campinas. A publicação é de... more
 Lançamentos – O livro “A Temática
Indígena nas Escolas – Subsídios para os
Educadores” (Editora Contexto) será lançado
no dia 23 de agosto, às 18h30, na Livraria
Cultura do Shopping Center Iguatemi, em
Campinas. A publicação é de autoria de Pedro Paulo Funari (Unicamp) e Ana Piñon. No
evento haverá o debate “A Temática Indígena
nas Escolas – Desafios para Educadores e
Estudiosos” com a participação dos autores
e de Aline Vieira de Carvalho e Lourdes Domingues. Outra publicação, “Sexo e Violência
– Realidades Antigas e Questões Contemporâneas” (Fapesp/Annablume), organizado
por Pedro Paulo Funari, José Geraldo Costa
Grillo (Unifesp) e Renata Senna Garrafonni
(UFPR), também será lançado na ocasião.
Mais informações: 19-3521-5221 ou 3751-4033. 23/08/2011
Época do ano que foi levada a transformar-se ao longo do tempo em luzes, adornos natalinos, presentes, mesa farta, festas e confraternizações, Papai Noel, o qual foi paulatinamente tomando a cena do verdadeiro e maior protagonista do... more
Época do ano que foi levada a transformar-se ao longo do tempo em luzes, adornos natalinos, presentes, mesa farta, festas e confraternizações, Papai Noel, o qual foi paulatinamente tomando a cena do verdadeiro e maior protagonista do Natal, nosso senhor e salvador Jesus Cristo, sem deixar de reconhecer os papei de José e Maria pura, a qual Deus uso para gerar seu filho unigênito. O
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Como ressalta o editorial Os números do Enade (23/10, A3), importa a qualidade da educação superior e para isso ela precisa ser encarada como missão, não como mero negócio. A qualidade de vida está relacionada à qualidade da formação das... more
Como ressalta o editorial Os números do Enade (23/10, A3), importa a qualidade da educação superior e para isso ela precisa ser encarada como missão, não como mero negócio. A qualidade de vida está relacionada à qualidade da formação das pessoas. Objetivo compartilhado, da boca para fora, por todos os governantes, sua concretização depende de recursos e planejamento. Quantos aceitam esse desafio? PEDRO PAULO A FUNARI, professor titular da Unicamp PPFUNARI@UNICAMP.BR CAMPINAS
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Professores "Brasil é o país com menor valorização dos professores" (Cotidiano, 2310). O título da reportagem escancara o dilema: não há prosperidade possível sem investimento no ensino. Quando o/a professor/a ganhar o quanto vale para a... more
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"Brasil é o país com menor valorização dos professores" (Cotidiano, 2310). O título da reportagem escancara o dilema: não há prosperidade possível sem investimento no ensino. Quando o/a professor/a ganhar o quanto vale para a formação do futuro cidadão, haverá uma revolução cultural. Quando as autoridades lerão a reportagem de Isabel Palhares na Folha?
Pedro Paulo A. Funari, professor titular da Unicamp (Campinas, SP)
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Aproveitamos a passagem do Professor Dr. Pedro Paulo Funari, que esteve pela primeira vez em terras sergipanas nos dias 10, 11 e 12 de março ministrando palestras no auditório do Campus UFS Laranjeiras para os acadêmicos e todo o... more
Aproveitamos a passagem do Professor Dr. Pedro Paulo Funari, que esteve pela primeira vez em terras sergipanas nos dias 10, 11 e 12 de março ministrando palestras no auditório do Campus UFS Laranjeiras para os acadêmicos e todo o corpo docente do curso de bacharelado em Arqueologia nos cedendo gentilmente uma entrevista falando sobre Arqueologia e Histórica.
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23 set Conheça a fascinante história das medidas, desde o tempo das cavernas. "Super Interessante" Posted at 11:25h in como começou a medição, história da medição, inicio das medições, Instrumentos de Medição, instrutemp instrumentos de... more
23 set Conheça a fascinante história das medidas, desde o tempo das cavernas. "Super Interessante" Posted at 11:25h in como começou a medição, história da medição, inicio das medições, Instrumentos de Medição, instrutemp instrumentos de medição, Medição, medição nos tempos das cavernas, super interessante by Instrutemp Instrumentos de Medicao 0 Comments 0Likes Conheça a fascinante história das medidas, que acompanham o homem desde o tempo das cavernas. Texto da Revista Superinteressante, ed. 186, mar. de 2003 Da Pré-História aos dias de hoje, as medidas de espaço, volume e massa foram de tal forma incorporadas às nossas vidas que é impossível imaginar a civilização sem elas. Conheça os bastidores dessa história de erros, acertos e acirradas disputas de poder. Elas fazem parte da vida cotidiana. Estão na reforma da casa, nas compras do supermercado, na ida ao posto de gasolina. Têm presença garantida nos laboratórios de pesquisa e nas indústrias, e são usadas nas transações comerciais entre os países. Você já não consegue mais conceber o mundo sem considerá-las; basta pensar nos metros, quilos e litros que permeiam as suas atividades mais corriqueiras. Essas personagens tão prestigiosas são as medidas, grandezas de espaço, massa e volume que acompanham a evolução intelectual e tecnológica da humanidade desde a Antigüidade. As medidas surgiram da necessidade de estabelecer comparações que permitissem o escambo entre as pessoas, quando as primeiras comunidades começaram a dispor de excedente agrícola, alguns milhares de anos antes de Cristo. Era preciso criar um sistema de equivalência entre o produto e um
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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) constata que o grande problema da educação no Brasil é a remuneração insuficiente do professor (9/9, A20). Como ressalta o editorial A educação após a pandemia (A3), sem... more
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) constata que o grande problema da educação no Brasil é a remuneração insuficiente do professor (9/9, A20). Como ressalta o editorial A educação após a pandemia (A3), sem competência e determinação dos governos não há como formar cidadãos prontos para o mundo do trabalho. Sem empenho no ensino o País continuará injusto e inseguro. PEDRO PAULO A FUNARI, professor titular da Unicamp PPFUNARI@UOL.COM.BR CAMPINAS
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Hoje tive a honra, juntamente com meu amigo e coordenador do curso de Teologia da Unicesumar Roney Carvalho, de bater um papo com o grande historiador e arqueólogo Pedro Paulo Funari. O professor Funari, uma referência em História Antiga... more
Hoje tive a honra, juntamente com meu amigo e coordenador do curso de Teologia da Unicesumar Roney Carvalho, de bater um papo com o grande historiador e arqueólogo Pedro Paulo Funari. O professor Funari, uma referência em História Antiga no Brasil e no mundo, mostrou-se totalmente aberto para responder nossas questões. Mostrou-nos que o exercício da intelectualidade e da grandeza moral pode ser feito de forma humilde e respeitosa. Muito obrigado professor.
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põe o dedo na ferida: a pandemia exacerba as desigualdades. Imigrantes, presos e mulheres sofrem em particular e cabe a todos, em primeiro lugar ao Estado, lutar pela defesa da vida, sem distinções. Sem isso, resta a barbárie.
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MUNDO Aspectos culturais e guerra são decisivos para independência 24 JUL 2010 11h52 Luís Eduardo Gomes O aval dado na última quinta-feira pela Corte Internacional de Justiça à separação do Kosovo da Sérvia pode abrir as portas para... more
MUNDO Aspectos culturais e guerra são decisivos para independência 24 JUL 2010 11h52 Luís Eduardo Gomes O aval dado na última quinta-feira pela Corte Internacional de Justiça à separação do Kosovo da Sérvia pode abrir as portas para outros movimentos separatistas buscarem sua independência, aponta o professor Pedro Paulo Funari, do Departamento de História da Unicamp. Contudo, ele lembra que cada caso possui suas especificidades e que o Kosovo conseguiu sua independência por ser um país que enfrentou uma guerra e por ter aspectos culturais que distinguiam o povo kosovar do sérvio. Confira uma análise sobre a situação de outros movimentos separatistas: Espanha Os movimentos separatistas mais famosos da atualidade atuam na Espanha, onde o País Basco e a Catalunha buscam independência. Para Funari, a decisão da CIJ "abre um precedente que é muito perigoso" para a Espanha. Ele lembra que no mês de julho, uma corte de Madri declarou inconstitucional um estatuto de autonomia aprovado pela Catalunha. "(A decisão) Abre precedente para a Catalunha levar o caso à corte internacional". Funari afirma que tanto a Catalunha como o País Basco possuem um forte componente cultural que influencia nas reivindicações separatistas, ambas adotam língua própria como oficial coexistindo com o espanhol. Contudo, ele afirma que a Catalunha, mesmo tendo um movimento menos violento do que o País Basco-que tem como principal bandeira separatista o ETA-, estaria mais próximo da independência. "A burguesia catalã tem muito mais ambição de se tornar independente, (enquanto) a burguesia basca tem muito mais dependência do governo central". Funari também lembra que
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A iniciativa em Nova Odessa deve ser saudada (CP, 28/062020, A12), de modo a incluir a população na gestão do seu patrimônio histórico. A velhas ferrovias podem indicar um futuro mais inclusivo, de modo a favorecer o convívio. Para isso,... more
A iniciativa em Nova Odessa deve ser saudada (CP, 28/062020, A12), de modo a incluir a população na gestão do seu patrimônio histórico. A velhas ferrovias podem indicar um futuro mais inclusivo, de modo a favorecer o convívio. Para isso, será necessário incluir as pessoas comuns, como se pode desde já desejar.
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COMPARTILHE Segundo levantamento de 2008 feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Brasil possui 14.000 sítios arqueológicos. Hoje, acredita-se que esse número já tenha saltado para 20 mil. Porém, desse... more
COMPARTILHE Segundo levantamento de 2008 feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Brasil possui 14.000 sítios arqueológicos. Hoje, acredita-se que esse número já tenha saltado para 20 mil. Porém, desse total, somente 17 bens arqueológicos (11 sítios e 6 coleções) foram tombados pelo IPHAN, conforme esse instituto informa em seu site. É possível visitar muitos deles com boa estrutura para receber o visitante. Há, porém, aqueles que se encontram em locais de difícil acesso e outros que precisam de autorização para serem visitados. Listamos abaixo, em ordem alfabética por estado (17 ao todo), os sítios arqueológicos pré-coloniais, isto é, sítios com vestígios de ocupação anterior à chegada dos portugueses. Para saber quais deles estão abertos ao turismo veja, no final, o ítem "Para organizar sua visita". ACRE Em 1977, foram descobertos no Acre, 24 gigantescos geoglifos em formatos variados: círculos, quadrados, octógonos e outras formas. Hoje, com o uso de imagens por satélite do Google Earth já foram identificados 400 geoglifos que se espalham pelo estados do Acre, Rondônia e sul do Amazonas chegando à Bolívia. São valetas com 2 a 3 metros de profundidade e medindo entre 100 a 300 metros de largura. A maioria está em bom estado de conservação. Foram feitos por grupos indígenas, talvez Aruaques, que habitaram a região entre, aproximadamente, 200 a.C. e 1300 d.C. O estudo dessas estruturas de terra cada vez mais confirma que o processo de ocupação e povoamento da região amazônica, no primeiro milênio da era cristã, foi empreendido por grupos indígenas numerosos e com
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Disciplina: HH 185A-HISTÓRIA ANTIGA Questões preliminares (apenas orientações, não é necessário preencher este quadro): A Congregação do IFCH de 06 de agosto de 2020 aprovou o Relatório do GT no que concerne a propostas para o semestre... more
Disciplina: HH 185A-HISTÓRIA ANTIGA Questões preliminares (apenas orientações, não é necessário preencher este quadro): A Congregação do IFCH de 06 de agosto de 2020 aprovou o Relatório do GT no que concerne a propostas para o semestre letivo e acompanhamento das práticas de ensino remoto no IFCH. Foram aprovadas as seguintes recomendações que pedimos sejam observadas pelos/as docentes: A) Parâmetros para didática, presença e avaliação no segundo semestre de 2020 A. 1) O GT recomenda que a presença seja tratada da seguinte forma:-Não haverá reprovação por falta, uma vez que o GT entende que não há sistema justo e seguro para medir presença na situação atual.-O/a estudante e o/a docente devem manter comunicação, seja por participação/retorno nas/das atividades ou por troca de mensagens via sistema. A.2) O GT recomenda em relação à avaliação das disciplinas que:-As avaliações ocorram de forma assíncrona.-O/a docente leve em consideração a excepcionalidade do período pandêmico e as difíceis condições em que se encontram os/as estudantes para cumprirem suas atividades acadêmicas, inclusive flexibilizando prazos de entrega de trabalho quando haja necessidade.-(...) [A congregação não concluiu recomendação sobre o uso de notas ou conceitos (S/I). Assim que houver a recomendação, o/a docente será informado/a]. A.3) O GT recomenda em relação à didática das disciplinas:-Que as atividades didáticas não se limitem a atividades síncronas.-Que haja a oferta de materiais bibliográficos e audiovisuais complementares, preferencialmente acessíveis pela Internet.-Que toda bibliografia obrigatória utilizada em curso esteja disponível em formato digital.-A disponibilização de atividades síncronas gravadas, desde que os/as docentes e discentes se sintam seguros/as. Em caso em que não for possível disponibilizar a gravação das atividades síncronas, que seu conteúdo seja disponibilizado de outras formas (como guia de aula, powerpoint e bibliografia/videografia utilizada na atividade síncrona etc.). Informações gerais sobre o formato da disciplina: (Por favor responda de forma a permitir à/ao estudante uma visão realista do formato e das exigências da sua disciplina, neste contexto excepcional de atividades on-line. Atente-se às recomendações previstas nas questões preliminares acima)
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Os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos, entrevista, segunda parte, podcast.
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Este plano de aula foi produzido pelo Time de Autores de Nova Escola Professor: Elisa Vilalta Mentor: Guilherme Moerbeck Assessor pedagógico: Oldimar Cardoso Ano: 6º ano do Ensino Fundamental. Unidade temática: Lógicas de organização... more
Este plano de aula foi produzido pelo Time de Autores de Nova Escola Professor: Elisa Vilalta Mentor: Guilherme Moerbeck Assessor pedagógico: Oldimar Cardoso Ano: 6º ano do Ensino Fundamental. Unidade temática: Lógicas de organização política. Objeto(s) de conhecimento: As noções de cidadania e política na Grécia e em Roma. • Domínios e expansão das culturas grega e romana. • Significados do conceito de "império" e as lógicas de conquista, conflito e negociação desta forma de organização política. As diferentes formas de organização política na África: reinos, impérios, Cidades-Estados e sociedades linhageiras ou aldeias. Habilidade(s) da BNCC: EF06HI11 Caracterizar o processo de formação da Roma Antiga e suas configurações sociais e políticas nos períodos monárquico e republicano. Endereço da página: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/6160/organizacao-politica-durante-a-republica-romana Associação Nova Escola ©-Todos os direitos reservados.
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QUESTÕES-Ciências humanas (ctrl+p para imprimir) 1. (ENEM) Ora, os poemas homéricos apresentam algumas peculiaridades que os diferenciam de poemas que se encontram na origem da civilização de outros povos, pois já contêm algumas... more
QUESTÕES-Ciências humanas (ctrl+p para imprimir) 1. (ENEM) Ora, os poemas homéricos apresentam algumas peculiaridades que os diferenciam de poemas que se encontram na origem da civilização de outros povos, pois já contêm algumas características de espírito grego que resultarão essenciais para a criação da filosofia. 
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Disciplina: HH757 A-Tópicos Especiais em História LVII Questões preliminares (apenas orientações, não é necessário preencher este quadro): A Congregação do IFCH de 06 de agosto de 2020 aprovou o Relatório do GT no que concerne a propostas... more
Disciplina: HH757 A-Tópicos Especiais em História LVII Questões preliminares (apenas orientações, não é necessário preencher este quadro): A Congregação do IFCH de 06 de agosto de 2020 aprovou o Relatório do GT no que concerne a propostas para o 2º Semestre Letivo de 2020 e acompanhamento das práticas de ensino remoto no IFCH. Foram aprovadas as seguintes recomendações que pedimos sejam observadas pelos/as docentes: A) Parâmetros para didática, presença e avaliação no segundo semestre de 2020 A. 1) O GT recomenda que a presença seja tratada da seguinte forma:-Não haverá reprovação por falta, uma vez que o GT entende que não há sistema justo e seguro para medir presença na situação atual.-O/a estudante e o/a docente devem manter comunicação, seja por participação/retorno nas/das atividades ou por troca de mensagens via sistema. A.2) O GT recomenda em relação à avaliação das disciplinas que:-As avaliações ocorram de forma assíncrona.-O/a docente leve em consideração a excepcionalidade do período pandêmico e as difíceis condições em que se encontram os/as estudantes para cumprirem suas atividades acadêmicas, inclusive flexibilizando prazos de entrega de trabalho quando haja necessidade.-(...) [A congregação não concluiu recomendação sobre o uso de notas ou conceitos (S/I). Assim que houver a recomendação, o/a docente será informado/a]. A.3) O GT recomenda em relação à didática das disciplinas:-Que as atividades didáticas não se limitem a atividades síncronas.-Que haja a oferta de materiais bibliográficos e audiovisuais complementares, preferencialmente acessíveis pela Internet.-Que toda bibliografia obrigatória utilizada em curso esteja disponível em formato digital.-A disponibilização de atividades síncronas gravadas, desde que os/as docentes e discentes se sintam seguros/as. Em caso em que não for possível disponibilizar a gravação das atividades síncronas, que seu conteúdo seja disponibilizado de outras formas (como guia de aula, powerpoint e bibliografia/videografia utilizada na atividade síncrona etc.).
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Estudo monográfico das tendências contemporâneas da pesquisa histórica Estudo sobre a constituição dos estudos sobre mulheres e gênero a partir da historiografia e de fontes. Direitos Humanos, Arqueologia, cultura material. A palestra... more
Estudo monográfico das tendências contemporâneas da pesquisa histórica Estudo sobre a constituição dos estudos sobre mulheres e gênero a partir da historiografia e de fontes. Direitos Humanos, Arqueologia, cultura material. A palestra inicia-se com considerações teóricas ou epistemológicas. Os direitos humanos, como conceito, surgem com o Iluminismo e a colocação do Homem como parâmetro, à diferença da colocação de Deus nessa posição, antes disso. Também se poderia falar em infinitude, antes, e finitude, depois. Essa percepção, ainda que nunca a única nem no Ocidente, expandiu-se pelo mundo com a panóplia capitalista e cientificista, tendo produzido inúmeros documentos, da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) até hoje. A esses direitos individuais, de caráter pessoal, adicionam-se os direitos sociais, aplicados a coletividades, ao vivente no humano. Por um lado, na gestão da vida, pelo controle das populações, de homens, animais, plantas, pode desembaraçar-se da contaminação, da infecção, por meio, até, de genocídios. Por outro, a resistência para
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Neste programa o Prof. Dr. Pedro Paulo Abreu Funari entrevista o Prof. Dr. John Manuel Monteiro, da Universidade Estadual de Campinas, com o tema "Os Estudos sobre os Indígenas no Brasil", para uso de professores e alunos, 15 minutos,... more
Neste programa o Prof. Dr. Pedro Paulo Abreu Funari entrevista o Prof. Dr. John Manuel Monteiro, da Universidade Estadual de Campinas, com o tema "Os Estudos sobre os Indígenas no Brasil", para uso de professores e alunos, 15 minutos, como apoio didático on-line.
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Ementa: A disciplina volta-se para estudantes que se interessam por Cultura Material, seus usos e conexões com a História, História da Arte e Arqueologia, em seus aspectos epistemológicos e a partir de estudos de caso. O eixo temático... more
Ementa: A disciplina volta-se para estudantes que se interessam por Cultura Material, seus usos e conexões com a História, História da Arte e Arqueologia, em seus aspectos epistemológicos e a partir de estudos de caso. O eixo temático dessa disciplina será as culturas pré-colombiana e greco-romana. O espectro cronológico busca ser abrangente, ao considerar os desdobramentos dessas temáticas ao longo do tempo, usos do passado, ademais de questões teórico-metodológicas acerca da cultura material em seu sentido amplo. Dinâmica das atividades: As aulas consistirão em discussões das leituras recomendadas, parte expositiva e atividades propostas pelo professor a serem realizadas pelos/as alunos/as a cada encontro.
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Ao abordar qualquer tema, convém explicitar a perspectiva. Parte-se da diversidade, como maneira de descobrir e aprender com os outros. As diferenças nas sociedades humanas no tempo e no espaço permitem perceber como cada específico grupo... more
Ao abordar qualquer tema, convém explicitar a perspectiva. Parte-se da diversidade, como maneira de descobrir e aprender com os outros. As diferenças nas sociedades humanas no tempo e no espaço permitem perceber como cada específico grupo humano organiza, em seus conceitos, o mundo, natural ou ambiental e social. Mesmo a mais elementar atividade, como a alimentação, só se manifesta em maneiras muito concretas e diferentes umas
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1. Quais as razões da relevância do estudo da economia romana, hoje? As pesquisas no mundo e no Brasil. A preocupação com a economia antiga explica-se por sua centralidade no mundo contemporâneo. O pressuposto moderno de que o homem é... more
1. Quais as razões da relevância do estudo da economia romana, hoje? As pesquisas no mundo e no Brasil. A preocupação com a economia antiga explica-se por sua centralidade no mundo contemporâneo. O pressuposto moderno de que o homem é movido por interesses materiais, de forma racional, como um homo oeconomicus, induz ao estudo da profundidade histórica do tema. O mundo romano foi, desde o século XIX, centro desse interesse, em particular pela afluência revelada pela Arqueologia: estradas pavimentadas, aquedutos, pontes, construções de edifícios, amenidades como água encanada e esgoto, a circulação de mercadorias atestada por ânforas e outros artefatos, entre tantos outros. Uma questão natural foi e tem sido o motivo de essa afluência não ter gerado o capitalismo moderno. Há pontos de vista variados, que enfatizam a diferença da sociedade romana, em relação à moderna, enquanto outros pendem para a relevância da semelhança. Para uns, os antigos pensavam o mundo com categorias variadas, mas próprias, a partir de noções que não são universais, como diferenciação social por estamentos, interditos e tabus próprios. A interpretação contrastada do personagem Trimalcião, liberto enriquecido, como em Rostvozeff e Veyne, mostra bem isso. Outros enfatizarão, a partir do
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Áudio disponível em: oundcloud.com/pedro-paulo-funari/pre-historia-sua-historia-e-metodologias-2?fbclid=IwAR0kldayr19qNT_3v7cW6M0pNwB_0zGU2Oy9aB6IFUnukcUb8xCgqftA7Zc
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Ementa: Esta linha de pesquisa aborda temas e problematiza questões ligadas à sexualidade e à produção das subjetividades, na perspectiva da História Cultural, das representações cartográficas, da expressão artística e da cultura... more
Ementa: Esta linha de pesquisa aborda temas e problematiza questões ligadas à sexualidade e à produção das subjetividades, na perspectiva da História Cultural, das representações cartográficas, da expressão artística e da cultura material. Investiga as formas históricas de manifestação do poder e dos contra-poderes, articulando-as aos conceitos de classe, gênero, raça e etnia. Trabalha com a Cultura Material, considerada como um novo campo de investigação histórica, útil para os estudos sobre a Antiguidade Clássica, assim como para os relativos à Modernidade e à Pós-Modernidade. Desenvolve e incentiva estudos sobre história da cartografia e temas afins, como relatos de viagens e questões de fronteiras.
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1. Adaptação da disciplina ao ambiente virtual devido a COVID 19 2. Indicações departamentais a serem seguidas pelas disciplinas. Destaque-se: Estratégias de adaptação das disciplinas Atividades-Redução da carga de leitura;-Redução do... more
1. Adaptação da disciplina ao ambiente virtual devido a COVID 19 2. Indicações departamentais a serem seguidas pelas disciplinas. Destaque-se: Estratégias de adaptação das disciplinas Atividades-Redução da carga de leitura;-Redução do nível de dificuldade das leituras;-Plantões de dúvidas individuais ou coletivos por email e/ou outros recursos;-Sessões de Google Meet (recomenda-se evitar ou restringir ao mínimo necessário);-Gravações de conteúdo e disponibilização online (formato áudio melhor do que vídeo);-Adesão facultativa dos estudantes. 3. Tendo em vista as deliberações e recomendações as atividades serão as seguintes: Indicação de textos para leitura facultativa semanal; Divulgação de áudio semanal sobre o tema tratado; Plantões de dúvidas por email ou no grupo de facebook no horário de aula (quintas-feiras, 8 a 12 horas) 4. Cada áudio versará sobre o tema, com referências aos textos indicados. A cada áudio, haverá um resumo, como este, do conteúdo, com links. A forma escolhida, além de indicada pelo DH, áudio, permite que possa se ouvir como podcast nas mais diversas circunstâncias de atividades quotidianas.
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Ementa: Ementa: A disciplina visa introduzir os alunos ao estudo da História Antiga e à produção autônoma de conhecimento. Visa-se à compreensão das estruturas econômicas, sociais, políticas e ideológicas da Antigüidade e à crítica dos... more
Ementa: Ementa: A disciplina visa introduzir os alunos ao estudo da História Antiga e à produção autônoma de conhecimento. Visa-se à compreensão das estruturas econômicas, sociais, políticas e ideológicas da Antigüidade e à crítica dos discursos sobre a Antigüidade na sociedade contemporânea. Fundamentação pedagógica: A partir da pedagogia crítica, considera-se que os alunos se constituem em sujeitos da aprendizagem, visando a Educação ao desenvolvimento da auto-consciência dos educandos. Para tanto, almeja-se um distanciamento crítico e a produção quotidiana de conhecimento. Estratégias: aulas expositivas, seminários, fichamentos, trabalhos escritos, , análise de textos e de livros didáticos, uso de recurso pedagógicos como leituras dramáticas e discussão de filmes. Fundamentação historiográfica: no contexto da historiografia contemporânea, a disciplina enfatiza o estudo de fontes primárias e dos discursos historiográficos, aspectos correlacionados, sob responsabilidade de estudioso com produção acadêmica no período histórico da disciplina. Os documentos abrangem fontes da tradição textual, mas também a cultura material, iconografia e epigrafia, agrupados por temas geradores. As análises historiográficas articulam-se tanto em torno dos documentos estudados, quanto dos interesses dos alunos e das discussões acadêmicas contemporâneas. Temas: articulam-se em torno de quatro eixos. 1. Questões centrais da História do Oriente, Grécia e Roma, assim como da Antigüidade Americana; 2. A historiografia sobre a Antigüidade:
Marina Cavicchioli 3 O curso visa a mostrar as contribuições das discussões recentes sobre o funcionamento e transformação das sociedades, nas Ciências Humanas e Sociais e da Arqueologia para uma reflexão sobre as presenças greco-romanas... more
Marina Cavicchioli 3 O curso visa a mostrar as contribuições das discussões recentes sobre o funcionamento e transformação das sociedades, nas Ciências Humanas e Sociais e da Arqueologia para uma reflexão sobre as presenças greco-romanas no mundo atual. Os temas tratados compreendem a reapropriação do mundo antigo em questões como a cidadania, o direito, o papel da violência e das identidades sociais. Serão feitas referências às criações literárias e artísticas, como na filmografia. Os responsáveis pelo curso organizam, no momento, um livro sobre o tema (Violência, Sexualidade e Subjetividades entre o mundo antigo e o moderno).
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Em quintetos, formam-se grupos para a discussão dos temas. Cada tema deve ser debatido, redigida uma resposta comum do grupo, a ser apresentada por uma pessoa. A cada turno, um dos membros do grupo representará o que foi discutido.... more
Em quintetos, formam-se grupos para a discussão dos temas. Cada tema deve ser debatido, redigida uma resposta comum do grupo, a ser apresentada por uma pessoa. A cada turno, um dos membros do grupo representará o que foi discutido. Comparam-se as respostas de cada grupo e um primeiro relator fica encarregado de verificar as coincidências e as divergências e ao comentário. Um segundo relator comenta o conjunto da atividade e ausculta todos os participantes. Questões 1. Em termos teóricos e epistemológicos, quais são os aspectos discutidos sobre a relação entre passado e presente, identidade(s) e conflitos? 2. Em relação à fontes escritas coloniais, quais as línguas utilizadas e quais procedimentos são necessários para a compreensão do que reportam? No que as fontes arqueológicas ou materiais se diferenciam? 3. Como a historiografia do século XIX tratou Palmares e quais a sua inserção na estrutura social e na produção historiográfica da época? 4. Como a incorporação dos subalternos, nas primeiras décadas do século XX, produziu narrativas diferentes das anteriores? Quais os aspectos ressaltados? 5. As lutas sociais produziram narrativas que enfatizavam a exploração, o conflito, mas também a resistência. Quais foram as principais, no decorrer das décadas? 6. A Arqueologia, a partir da Anistía (1979) e do retorno dos civis ao poder (1985), Palmares produziu narrativas próprias e com ênfases diversas entre si. Quais as características das quatro citadas? Cada questão deve ser discutida em 10 minutos, com a indicação do que será apresentado pelo relator. Após esse total de 60 minutos, cada um dos três grupos apresenta suas conclusões, a cada uma das seis questões, por 10 minutos a cada uma delas, 3 minutos por cada um dos três grupos. O primeiro relator verifica as coincidências e as divergências e comenta, por 15 minutos. O segundo relator comenta o conjunto da atividade e ausculta todos os participantes, com avaliação coletiva da atividade.
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Temas a serem abordados, em datas a definir História e cultura material 1.Ementa: Este curso buscará o estudo sobre as relações entre História e Cultura Material, em termos temporais e teóricos. Noções básicas sobre o que é cultura... more
Temas a serem abordados, em datas a definir História e cultura material 1.Ementa: Este curso buscará o estudo sobre as relações entre História e Cultura Material, em termos temporais e teóricos. Noções básicas sobre o que é cultura material, sítios arqueológicos, registros. Apresentações sobre aspectos teóricos-metodológicos relacionadas às diversas atribuições do conhecimento técnico realizados pela Arqueologia. Discussão sobre como é formada a produção de conhecimento em arqueologia e quais as reverberações da Arqueologia com a sociedade no que tange os discursos sobre Patrimônio, Memória, Educação e Direitos Humanos. 2. Conteúdos História e cultura material Direitos Humanos e Patrimônio Histórico Arqueologia e Sociedade Crenças e Práticas religiosas Roma Antiga Mesoamérica Oficina-Introdução aos hieróglifos maias. 3. Aulas: Serão realizadas quinze aulas e uma oficina durante o curso.
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Diapositivos de Luís Fernando Cerri sobre o texto Renovação do Ensino de História Antiga
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Neste ano, o tema da Semana, evento de divulgação científica que ocorre na FEUSP desde 2002, será Os Outros, os Mesmos: a alteridade no mundo antigo. Queremos discutir a questão das diferenças. E o diferente, o diverso, é necessariamente... more
Neste ano, o tema da Semana, evento de divulgação científica que ocorre na FEUSP desde 2002, será Os Outros, os Mesmos: a alteridade no mundo antigo. Queremos discutir a questão das diferenças. E o diferente, o diverso, é necessariamente um outro. Assim, perguntas se colocam: quem é esse outro? Como lidar com ele? (No caso dos antigos, como eles lidavam com o diferente?) De que modo esse outro colabora na constituição do que somos? Nesse sentido, o outro pode ser muitos: o estrangeiro, a mulher, o homem, a criança, o exilado-mas também aquele que na pátria vive como se no exílio-o louco, o miserável, o que vive à margem, o sem lugar, o que foge aos padrões. No plano da educação, entre tantas imagens, o outro pode ser o discípulo em relação ao mestre, o mestre em relação ao discípulo. Pode ser o estranhamento diante do que se aprende, a estranheza diante do que se é quando se ensina. Ainda, pode-se pensar o outro como a própria herança dos antigos: como toda herança, une quem a recebe e quem a lega. Que outro é esse que recebemos? O que diz sobre o que somos? E o que cala? Discutir tais temas, pensando-os em suas conexões com a educação e com nosso tempo, é o propósito da Semana de 2016. PROGRAMAÇÃO CONFERÊNCIAS, MESAS TEMÁTICAS, PENSANDO COM O CINEMA, MINI-CURSOS, OFICINAS, EXERCÍCIOS CÊNICOS
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Outubro de 2020 Tópicos Introdução: que ditadura? Deus e Diabo nos trópicos Direitos humanos: a justiça contra os poderosos Arqueologia e governamentalidade Arqueologia da repressão e da resistência na América Latina Conclusão:... more
Outubro de 2020 Tópicos Introdução: que ditadura? Deus e Diabo nos trópicos Direitos humanos: a justiça contra os poderosos Arqueologia e governamentalidade Arqueologia da repressão e da resistência na América Latina Conclusão: Arqueologia, diversidade e convívio Algumas citações: Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade. Quando eu falo em contra-reforma, o que eu quero é criar uma oposição imediata e firme ao conceito árido e desumano trazido pela Reforma e que teve como área cultural particularmente a Inglaterra, a Alemanha e os Estados Unidos da América. Ao contrário, nós brasileiros, campeões da miscigenação tanto da raça como da cultura, somos a contra-reforma, mesmo sem Deus ou culto. Somos a Utopia realizada, bem ou mal em face do utilitarismo mercenário e mecânico do Norte. Somos a caravela que ancorou no paraíso ou na desgraça da selva, somos a bandeira
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Proposta: A imagem do Brasil como "paraíso tropical" tem uma longa história, como mostram os estudos de Sérgio Buarque de Hollanda, Gilberto Freyre, Ronaldo Vainfas, Ronald Raminelli e Richard Parker, entre outros. Desde os inícios da... more
Proposta: A imagem do Brasil como "paraíso tropical" tem uma longa história, como mostram os estudos de Sérgio Buarque de Hollanda, Gilberto Freyre, Ronaldo Vainfas, Ronald Raminelli e Richard Parker, entre outros. Desde os inícios da colonização, os europeus perceberam os povos indígenas como indolentes e preguiçosos, e não foi muito diferente a imagem que construíram dos negros e negras africanos, muito sensualizados, segundo os colonizadores, aqui trazidos pelo tráfico negreiro para substituir o trabalho indígena. Sensualidade, docilidade, preguiça e irracionalidade foram atributos construídos pelo racismo estrutural para nomear negros/as e indígenas, o que vem sendo fortemente denunciado em nossos dias. Vale lembrar que, nos anos de 1990, o antropólogo Richard Parker questionou a imagem de "povo sensual" com que se viam ou eram vistos os brasileiros, assim como o mito da "democracia racial", que Thomas Skidmore denunciara desde a década de 1970, seguido por muitos outros pesquisadores. Ainda assim, por muitos séculos o Brasil foi visto como o país do carnaval, do samba, do corpo, da alegria, das "mulatas sensuais", o que implicava ao mesmo tempo a noção de irracionalidade ou incapacidade política de autogerir-se. Os brasileiros precisavam ser conduzidos e por mãos fortes. A justificativa para a ditadura militar ganhava forma. Em nossos dias, esse mito desmorona rapidamente, acentuando tendências que já se faziam notar desde o período autoritário e mesmo durante a redemocratização. Contudo, a pandemia acelerou o processo de desagregação social resultante da crise política que vivemos, desde a ascensão de grupos neofascistas ao poder e a escalada neoliberal, com a "economização do social", ou extensão da lógica do mercado para se pensarem todas as dimensões da vida, como assinala Wendy Brown. Sem dúvida alguma, já não nos vemos, nem somos vistos, como o país paradisíaco, e muito pelo contrário, constatamos a violência crescente tanto nas formas de exploração do trabalho quanto no racismo estrutural que marca fortemente as relações cotidianas, na opressão de gênero, na destruição das florestas e matas, no genocídio que afeta as populações indígenas, negras, pobres, periféricas, na perseguição homofóbica às "minorias", em todo o país.
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Aula inaugural do curso de História leva alunos refletirem sobre o homem e suas obras Na segunda-feira (25), o curso de História da FESB (Fundação de Ensino Superior) promoveu sua aula inaugural. Um momento de reflexão sobre a história,... more
Aula inaugural do curso de História leva alunos refletirem sobre o homem e suas obras Na segunda-feira (25), o curso de História da FESB (Fundação de Ensino Superior) promoveu sua aula inaugural. Um momento de reflexão sobre a história, seus objetos, suas fontes e sobre as interpretações historiográficas. "Uma oportunidade de refletirmos sobre o homem e todas as suas obras: pensamentos, instituições (políticas, sociais, religiosas), utensílios, materiais de toda sorte, a arte, bem como suas ações. Esse homem inserido em espaços e tempos diferentes", explicou a coordenadora do curso Profa. Dra. Renata Cardoso Belleboni Rodrigues ao acrescentar que para estudar, o historiador lança mão de inúmeras fontes, como escritas, iconográficas, arquiteturais. "Das inscrições parietais, passando pelos papiros, códices, livros até os registros digitais. Das representações iconográficas das paredes das pirâmides ou palácios reais da antiguidade, às iluminuras, pinturas, fotos, estatuária. Das ruínas das primeiras casas, aos castelos,
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27 de outubro, às 19h. A palestra inicia-se com considerações epistemológicas sobre as relações entre passado, presente e futuro. A relevância dos direitos civis hoje leva a refletir sobre o passado, tendo em vista o futuro que quisermos.... more
27 de outubro, às 19h. A palestra inicia-se com considerações epistemológicas sobre as relações entre passado, presente e futuro. A relevância dos direitos civis hoje leva a refletir sobre o passado, tendo em vista o futuro que quisermos. Em seguida, discute-se o próprio conceito moderno de direitos civis e as diferenças, nos idiomas antigos, entre noções relacionadas (nomos, Themis, ius, lex, fas, torah, mitzvah; tsedaká; politeia; civitas; qahal). Não convém separar direitos de lutas, da persistência, ou de movimentos por direitos (stasis, agon, competitio; ‫ה‬ ‫רָׂ‬ ‫,שָׂ‬ sará, persistir). A antiguidade foi também toda marcada pela persistência. Mulheres, escravos e libertos, judeus e cristãos, entre outros, para não mencionar mancos ou gagos, como o imperador Cláudio, tomados como subalternos de algum modo, podem todos fornecer inspiração para a atualidade, no que se refere aos direitos civis. Espártaco e o movimento espartaquista moderno mostram essa relevância no mundo contemporâneo, mas hoje talvez o caso mais atual seja a atuação feminina, como apresentada por um simples grafite sobre uma escrava taberneira (CIL IV 8258-9). Subalterna, pode inspirar-nos hoje, para um futuro diferente.
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(RE)PENSAR O LUGAR DO HISTORIADOR O EVENTO O tema do 7º Encontro Pesquisa em História será "(Re)pensar o lugar do historiador"-os desafios e perspectivas do mercado de trabalho, as formas de diálogos instituídas com a sociedade e as... more
(RE)PENSAR O LUGAR DO HISTORIADOR O EVENTO O tema do 7º Encontro Pesquisa em História será "(Re)pensar o lugar do historiador"-os desafios e perspectivas do mercado de trabalho, as formas de diálogos instituídas com a sociedade e as dificuldades para ser um pesquisador. Nesta perspectiva serão feitas reflexões também sobre os lugares do ensino, da cultura e, sobretudo, da História local e regional. O objetivo geral é refletir sobre os caminhos tomados pelo profissional da História nos séculos XX e XXI, como a momento atual (nacional e internacional) tem interferido no "métier" do historiador e discutir perspectivas para o campo da História. A partir de palestras, mesas-redondas, apresentações e publicações de trabalhos serão (re)pensadas uma miríade de temas que considerarão como foco central a prática de pesquisa dos historiadores. As dificuldades e conquistas das mulheres, negras e historiadoras, a experiência e a longa carreira do historiador da universidade pública e privada, as perspectivas dos novos mestres e doutores em História serão temas avaliados e interpretados ao longo do evento.
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Jornada de Estudos Clássicos Mackenzie, proferindo uma palestra, às 9h30, no dia 09 de outubro de 2019, no auditório Reverendo Wilson de Souza Lopes da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Discurso, gênero literário e histórico, a... more
Jornada de Estudos Clássicos Mackenzie, proferindo uma palestra, às 9h30, no dia 09 de outubro de 2019, no auditório Reverendo Wilson de Souza Lopes da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Discurso, gênero literário e histórico, a propósito do imperador Cláudio e de Tácito Introdução A relação entre Letras e os Estudos Literários e a História e a Arqueologia nem sempre parece evidente. A crescente especialização das disciplinas acadêmicas tende a subestimar a inter-relação entre todas elas, ainda que haja também um aumento constante dos reclamos pela inter-e transdisciplinaridades. Este artigo insere-se nesta busca pela intersecção disciplinar, ao relacionar as disciplinas, a partir de um estudo de caso: um discurso do imperador Cláudio no Senado Romano, em 48 d.C. Essa peroração era já bem conhecida pela transmissão textual de Tácito (Anais, 11, 24), complementada por versão da própria época, em placa de bronze, proveniente de Lyon encontrada em 1528, hoje conservada no museu da cidade francesa (CIL XIII, 1668). Além da discussão epistemológica sobre a questão do gênero literário e histórico, este artigo visa a apresentar tradução integral da inscrição latina. Para atingir a ambos os objetivos, o artigo começa por uma discussão da perspectiva adotada, em seguida trata dos contextos político, econômico, social e cultural, para discutir as duas fontes, Tácito (56-120) e a inscrição latina. Discorre-se, ainda, sobre as Gálias, Lugdunum e sobre as particularidades dos discursos reportados na inscrição e em Tácito. Conclui-se com a defesa de uma abordagem que supere as barreiras disciplinares, para o bem das próprias disciplinas. A Perspectiva Não há como abordar qualquer assunto, sem pressupostos e pontos de vista, pelo que convém explicitá-los, tanto para facilitar a compreensão dos argumentos, como para estabelecer seus limites. Como ressaltava o sociólogo Max Weber (1864-1920), ante a situações concretas resultados de inúmeros fatores e, no limite, caóticas, cabe ao estudioso narrar com relativa coerência situações e casos, dar sentido, dentro de uma certa ordem de argumentos. Assim, parte-se da premissa de que os contextos são determinantes para o estudo científico, em geral, e tanto mais para tudo que se refere ao humano. A essa perspectiva que privilegia a historicidade adiciona-se uma específica sobre o discurso, ou oração perante uma assembleia, e seus usos históricos. No cerne do
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Mesa 11: Representações e narrativas na antiguidade O persa nas fontes gregas: a alteridade na tragédia Os persas de Ésquilo e nas representações iconográficas Amabile Helena Zanco-IFCH/UNICAMP Desde a Antiguidade, o Oriente é objeto do... more
Mesa 11: Representações e narrativas na antiguidade O persa nas fontes gregas: a alteridade na tragédia Os persas de Ésquilo e nas representações iconográficas Amabile Helena Zanco-IFCH/UNICAMP Desde a Antiguidade, o Oriente é objeto do olhar do Ocidente, fato que determinou a elaboração de relações de alteridade entre os diferentes povos que habitaram as duas regiões ao longo do tempo. Na primeira metade do século V a.C., as Guerras Médicas forem um conflito determinante para a construção da identidade grega e de seu discurso de alteridade. Logo, podemos observar nas fontes uma transformação na maneira como os gregos reagiam ao "outro" bárbaro, que passa a ser relacionado ao persa e a diferir dos gregos em diversas características. Na pesquisa analisamos a representação dessa relação de alteridade a partir da tragédia Os persas (472 a.C.) de Ésquilo e das representações persas na cultura material, em consonância com os estudos disponíveis sobre a alteridade. Palavras-chave: gregos; persas; alteridade. Doctor Who e a Caixa de Pandora: Uma análise do mito grego em "The Pandorica Opens" Sidnei de Oliveira Junior-IFCH/UNICAMP Este artigo busca expor as reflexões realizadas na elaboração do trabalho final do curso "Tópicos Especiais em História XXIX-'Introdução à Cultura Visual'". Será analisado o primeiro episódio do arco que encerra a Quinta Temporada da famosa série britânica de sci-fi Doctor Who, "The Pandorica Opens" (A Pandorica se abre), transmitido originalmente em 19 junho de 2010 pela emissora britânica de televisão BBC HD, e no Brasil pelo canal televisivo TV Cultura em 2011. Busca-se compreender o modo como é produzida a releitura do mito de "Prometeus e Pandora" e sua recepção no início do século XXI. Inicialmente será feita uma breve colocação sobre Doctor Who inserido na Era da Convergência-conceito teorizado por Jenkins. Em seguida será descrito alguns aspectos da série e um resumo do episódio e, logo após, será narrada um trecho da versão de Hesíodo em "O Trabalho e os Dias" do mito de "Prometeus e Pandora". Finalizando, será realizada uma análise desta lenda grega e sua recepção nesse episódio da série Doctor Who.
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A palestra inicia-se com a pergunta, porque estudar a Antiguidade da Península Ibérica no Brasil? Apresenta-se a perspectiva adotada, fundada na História Externalista da Ciência, que valoriza o contexto histórico e social para a pesquisa... more
A palestra inicia-se com a pergunta, porque estudar a Antiguidade da Península Ibérica no Brasil? Apresenta-se a perspectiva adotada, fundada na História Externalista da Ciência, que valoriza o contexto histórico e social para a pesquisa acadêmica. Apresenta-se, em seguida, de forma breve, a trajetória histórica brasileira, em particular do ensino e estudo da História. Ressalta-se a relevância da História Ibérica para entender a sociedade brasileira, em sua trajetória. Em geral, a ênfase encontra-se nos períodos medieval e moderno, mas a Antiguidade apresenta alguns aspectos de singular relevância, mas nem sempre tidos na devida conta. Em primeiro lugar, o predomínio da língua latina. Em seguida, características culturais tão importantes como o patrimonialismo, o compadrio e as formas de subordinação social. Mais que tudo, talvez, a mescla étnica, cultural e religiosa. Todos esses aspectos, já predominantes na Antiguidade, merecem devido destaque. A palestra está ilustrada por documentação, em particular arqueológica. Conclui-se pela importância do ensino e da pesquisa sobre a Antiguidade da Península Ibérica na Antiguidade.
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Trata dos desafios de lidar com o passado, em particular romano, no contexto virtual.
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Os estudos clássicos são transdisciplinares por definição, ainda que, pela praxe universitária desde a Modernidade iluminista, a especialização tenha sido crescente e predominante. Parece de particular relevância tratar, em um congresso... more
Os estudos clássicos são transdisciplinares por definição, ainda que, pela praxe universitária desde a Modernidade iluminista, a especialização tenha sido crescente e predominante. Parece de particular relevância tratar, em um congresso de estudos clássicos, a partir de disciplinas como Arqueologia, Filologia (Letras e Estudos Literários), História e Ciências Sociais (Teoria Social, Política), explorar um estudo de caso: Tácito. O ensejo surgiu à época do preparo do livro Historiografia (Salústio, Tito Lívio e Tácito), na coleção Biblotheca Latina, da Unicamp, em 2016, em co-autoria com a Professora da UFPR Renata Senna Garraffoni. A obra de Tácito é muito ilustrativa da utilidade de uma abordagem transdisciplinar. Mais estudado pela Filologia e pela História, a contribuição da ciência social (Arqueologia, Antropologia, Ciência Política) também pode revelar-se fértil. Para além de suas qualidades literárias (Filologia, Estudos Literários) e como fonte histórica (História), a teoria social contribui para contextualizar o seu estudo. Dois aspectos inter-relacionados serão explorados nesta ocasião. A Arqueologia fornece informações diretas seja sobre Tácito, seja sobre episódios narrados pelo historiador latino e a partir disso pode tecer-se uma série de conclusões, à luz das discussões da teoria social sobre as relações sociais e políticas. Assim, discutem-se informações epigráficas sobre Tácito, para sugerir algumas características sociais do historiador, como homem
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Homenagem aos nossos ex-alunos e demais amigos 18 a 22 de setembro de 2017 FCHS UNESP/Franca Prezados Profs. Drs. Pedro Paulo Abreu Funari e Vagner Carvalheiro Porto: Gostaríamos de informá-los que suas conferências farão parte da mesa de... more
Homenagem aos nossos ex-alunos e demais amigos 18 a 22 de setembro de 2017 FCHS UNESP/Franca Prezados Profs. Drs. Pedro Paulo Abreu Funari e Vagner Carvalheiro Porto: Gostaríamos de informá-los que suas conferências farão parte da mesa de conferências Entre a Antiguidade e a Idade Média: árabes entre romanos e persas e a gênese do Islamismo, que encerrará o VII CICLO INTERNACIONAL DE ESTUDOS ANTIGOS E MEDIEVAIS do NÚCLEO DE ESTUDOS ANTIGOS E MEDIEVAIS DA UNESP/ ASSIS-FRANCA deste ano. A mesa será coordenada pela Profa. Dra. Margarida Maria de Carvalho e ocorrerá no dia 22 de setembro (sexta-feira), às 19 horas e 30 minutos no Anfiteatro II da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UNESP Franca/SP. Estamos à disposição para quaisquer dúvidas que possam surgir sobre a programação e estamos muito felizes com as suas participações.
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Liege will host the World Humanities Conference from Sunday, the 6th to Saturday, the 12th August 2017. Co-organized by UNESCO, the International Council for Philosophy and Human Sciences (CIPSH) and the World Humanities Conference –... more
Liege will host the World Humanities Conference from Sunday, the 6th to Saturday, the 12th August 2017. Co-organized by UNESCO, the International Council for Philosophy and Human Sciences (CIPSH) and the World Humanities Conference – Liège 2017 Foundation, this congress will gather about 1800 participants from all over the world working in the fields of science, politics, art and communication, as well as representatives of international, governmental and non-governmental organizations.
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A palestra inicia-se com a questão epistemológica mais ampla de que todo o conhecimento sobre o passado se dá no presente, em interação com essa contemporaneidade, mas em um processo complexo de leitura, assimilação e crítica de tudo que... more
A palestra inicia-se com a questão epistemológica mais ampla de que todo o conhecimento sobre o passado se dá no presente, em interação com essa contemporaneidade, mas em um processo complexo de leitura, assimilação e crítica de tudo que se escreveu e representou sobre o tema no decorrer dos séculos. Em seguida, volta-se para duas tendências opostas na interpretação dessa relação entre passado e presente, nos conceitos de recepção e intertextualidade, por um lado, e usos do passado. No primeiro caso, a ênfase está na relação entre original, fonte ou emissor e os receptores pósteros. Enfatiza-se, nesta abordagem, a retomada e reutilização, assim como as variações, para usar um termo musical, em torno de um tema. O centro da análise está na origem, de onde deriva a noção de documento original (die Urkunde), mas também Urgeschichte, Urchristentum e outros conceitos que implicam uma relação umbilical entre o a origem e o presente. Do outro lado, usos do passado implicam um foco no presente que recolhe nos vestígios do antigo aquilo que interessa à realidade contemporânea ao observador.
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Entrevista sobre tradição e inovação no estudo da Antiguidade, com o professor José Remesal, da Universidade de Barcelona, con Jorge Elices, Pedro Paulo Funari, Glaydson José da Silva, Gilberto da Silva Francisco e Filipe Noé Silva. Áudio... more
Entrevista sobre tradição e inovação no estudo da Antiguidade, com o professor José Remesal, da Universidade de Barcelona, con Jorge Elices, Pedro Paulo Funari, Glaydson José da Silva, Gilberto da Silva Francisco e Filipe Noé Silva. Áudio original em castelhano e tradução em legendas para o português.
Secretaria de Pós IFCH 25 inscritos AS IGNÓBEIS BACANTES: outras formas de ser mulher na Atenas do século V a.E.C. O presente trabalho parte da análise dos discursos, que chegaram até nós na forma escrita e que produziram uma subjugação... more
Secretaria de Pós IFCH 25 inscritos AS IGNÓBEIS BACANTES: outras formas de ser mulher na Atenas do século V a.E.C. O presente trabalho parte da análise dos discursos, que chegaram até nós na forma escrita e que produziram uma subjugação do feminino. São exemplos desses discursos: Hesíodo, Hipócrates, Xenofonte e Aristóteles. O intuito é trazer esses pensadores para demarcar o estatuto de gênero da Atenas do século V a.E.c., para que então seja possível reformular essa representação de feminino ligado a fragilidade, a passividade e a irracionalidade. A desconstrução dessa estrutura patriarcal que determinou as relações do
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Vídeo em Pílulas de História Indígena sobre o livro Pré-História do Brasil, escrito com Francisco Silva Noelli e publicado pela editora Contexto.
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Documental by Agustín Remesal.

25th CEIPAC Anniversary 1990 – 2015.

26 archaeological campaigns in the Monte Testaccio (Roma).
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História de Roma-cujo título original é Rome-foi publicado pela primeira em 1927 e, desde então, passou por cinco revisões. A obra foi escrita pelo historiador russo Mikhail Ivanovich Rostovtzeff, o qual, em 1918-à luz da Revolução de... more
História de Roma-cujo título original é Rome-foi publicado pela primeira em 1927 e, desde então, passou por cinco revisões. A obra foi escrita pelo historiador russo Mikhail Ivanovich Rostovtzeff, o qual, em 1918-à luz da Revolução de Outubro de 1917-, fugiu da Rússia a fim de evitar ser perseguido pelos bolcheviques. Essa informação é de extrema valia para a possível compreensão do livro, uma vez que, indubitavelmente, o autor foi influenciado pela Revolução Russa, de modo a transportar os efeitos dela para sua análise sobre as causas da queda de Roma. Contudo, antes de partir para as razões da queda, o escritor busca trabalhar os motivos da ascensão. Ele estabelece isso logo na página 11: "como foi possível em solo italiano […] criar um poder único […] enquanto Atenas e Esparta não conseguiram?". Em outras palavras, por que Roma, uma cidade-Estado assim como outras, tornou-se uma potência tão formidável, e as poleis gregas não? Diante desse questionamento, ele utiliza o primeiro capítulo para fazer uma história comparativa entre Roma e Grécia. Disso, pode-se destacar o fato de Rostovtzeff expor o problema das fontes usadas para se estudar Roma. Isso porque boa parte das informações sobre o passado romano ou é escassa ou sofreu influências políticas. Portanto, a forma mais adequada de se alcançar o conhecimento a respeito da sociedade que floresceu no Lácio seria por meio da arqueologia, a qual o autor faz amplo uso. Sendo assim, nos capítulos seguintes, ele discorre sobre as origens da cidade e a sua estrutura social. Dentre esses elementos, a proximidade com o rio Tibre é de fundamental importância, pois ela permitiu o desenvolvimento comercial romano. Nesse ponto em específico,
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JSTOR is a not-for-profit service that helps scholars, researchers, and students discover, use, and build upon a wide range of content in a trusted digital archive. We use information technology and tools to increase productivity and... more
JSTOR is a not-for-profit service that helps scholars, researchers, and students discover, use, and build upon a wide range of content in a trusted digital archive. We use information technology and tools to increase productivity and facilitate new forms of scholarship. For more information about JSTOR, please contact support@jstor.org.
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A publicacao desta tese de Doutorado, defendida na Universidade de Leiden, res-salta a importancia de uma obra que contou com a leitura critica de historiadores reno-mados, como Moses I. Finley (a cuja memo-ria o livro esta dedicado),... more
A publicacao desta tese de Doutorado, defendida na Universidade de Leiden, res-salta a importancia de uma obra que contou com a leitura critica de historiadores reno-mados, como Moses I. Finley (a cuja memo-ria o livro esta dedicado), Keith Hopkins, Michael Crawford, Peter Garnsey e H. W. Pleket. A pesquisa, levada a cabo na Holan-da, na Italia e no King's College de Cam-bridge, permitiu ao autor consultar bom nu-mero de obras (mais de 450 titulos estao citados na bibliogralia) e conhecer pessoal-mente a cidade de Pompeia. A publicacao, em ingles, demonstra nao apenas a preocu-pacao do autor em voltar-se para o publico internacional como, na verdade, reflete a propria abordagem do tema e a insercao de Jongman numa vertente especificamente bri-tanica de estudos da economia antiga. Nao se trata, como o titulo parece in-dicar, de um estudo eminentemente sobre Pompeia. Nao se insere, portanto, na tradi-cao de estudos sobre Pompeia nem o autor se preocupa em estudar, em detalhe, diver-sos temas usualmente valorizados, como o grande campo das inscricoes parietais. Nao almeja conhecer exaustivaniente a producao academica sobre a economia e sociedade pompeianas; um caso paradigmatico refere-se a sua referencia a apenas uma obra, a mais popular, de Matteo della Corte (Case ed abitanti di Pompeii), nao se preocupando em buscar diversos artigos cuja tematica di-zem respeito, com tratanlento em detalhe, de questoes tocadas no livro. O autor nem mes-mo trata da "tradicao pompeianista". Ques-tao de abordagem, portanto, pois seu foco de atencao volta-se para a economia e socie-dade romanas em geral, sendo Pompeia to-mada como um estudo de caso apenas (p. 55-7). Isto nao justifica, contudo, o desco-nhecimento quer de estudos monograficos pertinentes, como a tese de Verena Gassner, Die Kaufladen in Pompeii (Viena, V.WGO, 1986), sobre os bares poinpeianos, quer de estudos sobre a economia romana escritos por arqueologos, como as obras de David Peacock e David Williams. A obra divide-se em tres grandes par-tes: a primeira consiste em uma introducao sobre a economia antiga, intitulada "Ques-toes e Regras" (p. 15-62); a segunda, sobre a economia (p. 63-204), divide-se em intro-ducao ao problema, agricultura, manufatura e epilogo; a terceira, sobre a sociedade (p. 205-330), trata das dimensoes da desigual-dade social e do poder e suas obrigacoes. Na introducao esta a chave para a interpretacao de toda a obra. Ali explicitam-se diversos axiomas que fundam a analise posterior: 1. Os historiadores admiraram-se com o grau de riqueza atingido pelos romanos e nao perceberam que nao houve desenvolvimento mas aumento absoluto de producao derivado de um empobrecimento de massa (p. 15-28). 2. Ao analisar "Finley, seus criticos e a economia antiga" (p. 28-48), considera que ambos os lados pecam ao considerar que a ciencia economica seja uma ferrarnen-ta desapropriada para o estudo da economia antiga (p. 35). Ao contrario, propoe que, atraves do uso de manuais de economia mo-derna, alguns citados explicitamente, pode enten-der-se perfeitamente a economia antiga (p. 42). 3. Considera o metodo historico com-parativo relevante e equaciona o periodo pre-industrial europeu (ate o seculo XIX) com a antiguidade classica (p. 48-55). O estudo comeca com uma analise da procura e oferta na Italia romana "a boa ma-neira dos manuais econoiiiicos" (p. 57), ar-gumentando que a comida tem papel essen-cial em ambos e que altos niveis de densidade
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Rev. do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, 12: 301-302, 2002. ALM AGRO-GORBEA, M.; ABASCAL, J.M. Segóbriga y su conjunto arqueológico. Madri, Real A cadem ia de la Historia, 1 9 9 9 .168pp. ISBN 8489512299. Segóbriga é um sítio... more
Rev. do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, 12: 301-302, 2002. ALM AGRO-GORBEA, M.; ABASCAL, J.M. Segóbriga y su conjunto arqueológico. Madri, Real A cadem ia de la Historia, 1 9 9 9 .168pp. ISBN 8489512299. Segóbriga é um sítio arqueológico de particular interesse e suas minas constituem um monumental conjunto na Meseta espanhola. O nome celta demonstra tratar-se de antiga cidade anterior aos romanos, incorporada à área da prouincia no século II a.C. Os autores relacionam a presença de oito inscrições da gens Valeria ao procônsul da Hispânia Citerior, C. Valério Flaco, em 93 a.C. Propõem que, nesse período, tenha havido uma captação da tradição clientelística indígena pelo sistema análogo romano, o que teria facilitado a vinculação das elites nativas às romanas. A cidade mineira possuía uma população servil considerável e a mortalidade era, portanto, alta, sendo a idade média de morte, nas epígrafes funerárias, apenas 28 anos de idade. Segóbriga foi, até Augusto, cidade que pagava impostos (stipendiaria), tendo obtido, então, o status de municipium assignado à tribo Galéria e dirigida por quadrúnviros e edis. É citada por Plínio, o Antigo (N H 3,25), como capital da Celtibéria (caput Celtiberiae). Na Antigüidade tardia a cidade continuou a existir e foi mesmo sede de bispado hispano-visigodo. A cidade foi destruída pelos árabes, tendo sido abandonada em ruínas, que foram descobertas modernamente. A cidade foi identificada apenas no século XIX, no morro Cabeza del Griego. O município nunca teve mais do que três ou quatro mil habitantes, mas possuía um Teatro e um esplêndido e espaçoso Anfiteatro em pedra, o único achado em todo o interior da Península Ibérica, até o momento. A arena é pequena (41,7 m x 34 m), mas a construção é bem elaborada, com uma Porta Triumphalis, com uma cávea de 2.241 metros quadrados, dos quais 56 de galerias e acessos, com uma superfície útil de 2185,7 m2, o suficiente para umas 5.500 pessoas, (*) Departamento de História, IFCH/UNIC AMP, Campinas, SP. mais do que toda a população, portanto. Construído em época Cláudia, esteve em uso até o final do século III d.C., ao menos. Também preservaram-se, em parte, as muralhas, a porta norte, o fórum e edifícios anexos, a basílica, as termas do teatro, o ginásio, as termas monumentais, a maior parte desses edifícios datados no primeiro século d.C. Nas redondezas, há também outros vestígios, como a necrópole visigoda, a basílica hispano-visigoda e o singular santuário popular rupestre de Diana e as pedreiras romanas. A preservação deste lucus Dianae representa um testemunho incomum de um monumento rupestre, em um bosque sagrado, com uma representação da deusa caçadora rodeada de cães, com uma inscrição votiva dedicada a Diana. A deusa é apresentada como domina efrugifera, divindade da vegetação, do mundo animal e, acima de tudo, da fecundidade. Os autores supõem que, na origem, seria a divindade suprema da cidade, adorada por gentes celtas, em sua maioria mulhe res, a julgar pelas inscrições encontradas, perten centes a estratos humildes, como escravos e libertos. Essa evidência singular da devoção popular ainda está por ser explorada em maior profundidade. Encontram-se, ainda, vestígios dos aquedutos que abasteciam a cidade de água, também datado do século I d.C. A maioria das construções da cidade parecem estar prontas no período flávio (69-96 d.C.). A pequena cidade já produziu cerca de 300 inscrições latinas, um dos conjuntos mais importan tes de toda a Península Ibérica, com indivíduos de status senatorial, eqüestre, sacerdotes, funcionários municipais, artesãos, escravos, libertos. A massa de libertos e escravos, submetida à elite citadina, era de origem indígena, mas havia também orientais, semitas, gregos, como revela a epigrafia. Pelas inscrições, sabe-se que 20% das pessoas morriam antes dos 10 anos de idade e 80% antes dos 40. As principais atividades econômicas da cidade 301
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The February issue of Antiquity heralds some significant changes: a new publisher, increased frequency of publication and developments to our website. NBC will continue as a regular feature, aiming to cover more or less the same number of... more
The February issue of Antiquity heralds some significant changes: a new publisher, increased frequency of publication and developments to our website. NBC will continue as a regular feature, aiming to cover more or less the same number of books across six, rather than four, issues. That said, in this current issue, NBC adopts a slightly different form, one devoted not to the usual melange of new titles, but to a single-if massive-publication.
pp. ISBN: 978-620-0-79086-6. África no siempre está presente en la mente de la gente, cuando se piensa en la Antigüedad. Los académicos están, claro, más atentos a las relaciones entre las dos orillas del Mediterráneo, algo de particular... more
pp. ISBN: 978-620-0-79086-6. África no siempre está presente en la mente de la gente, cuando se piensa en la Antigüedad. Los académicos están, claro, más atentos a las relaciones entre las dos orillas del Mediterráneo, algo de particular importancia para los movi-mientos de población desde el sur hacia el rico norte, Europa. El libro reseñado se incluye en este contexto, pero también en una perspectiva desde la periferia y esto por diversos motivos. En primer lugar, porque los compiladores son in-vestigadores brasileños del mundo antiguo. En el contexto latinoamericano, con la marca de siglos de esclavitud africana, el continente aparece como parte integrante y esencial de las culturas americanas. Más allá de la presencia étnica o genética, la cultural es inseparable de la transculturación de africanos, indí-genas y europeos. En seguida, el volumen incluye contribuciones de la Penín-sula Ibérica, Portugal y España, antiguas metrópolis coloniales de Iberoamé-rica. La Península Ibérica por su parte lleva consigo, más que cualquier otra parte de Europa, las marcas de la presencia africana, no solo en al-Andalus, sino también en las regiones cristianas más al norte, cuyas culturas no dejaron de verse, como atestiguan los dos idiomas, castellano y gallego-portugués, tan marcadas por el idioma de cultura de los bereberes, el árabe. Los compiladores destacan tres características distintivas del libro, empe-zando por el destacado lugar que ocupa la Arqueología. Mientras la tradición textual es limitada y crece muy poco, además de estar restringida a la produc-ción de una élite letrada, en general masculina y formando un grupo cerrado y autosuficiente, los vestigios arqueológicos son cada día más abundantes y al-canzan a toda la población antigua. Los capítulos exploran no solo las fuentes literarias, sino también la iconografía, el instrumentum domesticum (los artefac-tos de uso cotidiano) y las inscripciones. En seguida, la preocupación con los aspectos educativos, sobre como el tema africano antiguo llega a los alumnos, estudiantes y la gente en general. Esto se inserta en los campos de creciente atención, como son la Historia Pública, la Arqueología Pública, la Educación Pa-trimonial o los Usos Políticos del Pasado. Por fin, son discutidos modelos inter-pretativos de la sociedad, al tratar de identidades, alteridades, diversidades, co-nectividades, en la crítica a los modelos que enfatizan la homogeneidad o la separación. Cualquier sociedad aparece como compleja, contradictoria, conflic-tiva, mezclada, interconectada y mestiza. Maria Regina Cândido y Alair Figueiredo Duarte muestran las complejas y recurrentes relaciones entre etíopes, griegos y egipcios a partir tanto de la li-teratura antigua, como de la iconografía. Revelan la intensa conectividad co-mercial y social entre helenos y africanos durante la Antigüedad. Cláudio Car-lan se basa en las acuñaciones monetarias de Adriano y Septimio Severo para resaltar la posición destacada de las representaciones femeninas en África. Ser-gio Feldman se centra en temas como la identidad y la alteridad en la África proconsular en la Antigüedad tardía, entre los siglos III a VII, cuando bereberes,
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Resenha de Funari da obra clássica de Greg Woolf sobre o assassinato político.
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e Violência-Realidades antigas e questões contemporâneas. São Paulo: Annablume, 2011. 284p. Palavra Chave: Sexualidade-Violência-História Comparada-Sexualidade e Violência na Antiguidade-Sexualidade e Violência na Modernidade Mots-clés:... more
e Violência-Realidades antigas e questões contemporâneas. São Paulo: Annablume, 2011. 284p. Palavra Chave: Sexualidade-Violência-História Comparada-Sexualidade e Violência na Antiguidade-Sexualidade e Violência na Modernidade Mots-clés: Sexualité-Violence-Histoire comparée-Sexualité et Violence dans l'Antiquité-Sexualité et Violence dans la Modernité Este livro é o resultado de encontros. Encontro entre jovens pesquisadores e experimentados estudiosos, encontro entre o mundo antigo e o mundo contemporâneo. Todos dispostos a refletir sobre dois assuntos que são, ao mesmo tempo, absolutamente atuais e muito antigos: sexo e violência. Para tratar destes temas os organizadores da obra optaram por uma perspectiva multidisciplinar, onde a história, a antropologia, a psicologia, a arqueologia, a filosofia, a educação física, entre
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Descobrindo a vida de Jesus O presente estudo foi publicado pelos historiadores e arqueólogos Pedro Paulo A. Funari e André Leonardo Chevitarese, especialistas em História Antiga grega, romana, judaísmo helenístico e paleocristianismo. A... more
Descobrindo a vida de Jesus O presente estudo foi publicado pelos historiadores e arqueólogos Pedro Paulo A. Funari e André Leonardo Chevitarese, especialistas em História Antiga grega, romana, judaísmo helenístico e paleocristianismo. A obra foi publicada em 2012 pela editora Kline, possui setenta e seis paginas e é dividida em nove partes. Apesar de ser uma breve introdu-ção, o livro é repleto de informações valiosas a respeito da vida de Jesus de Nazaré e do contexto em que nasceu e viveu. O objetivo da obra é mos-trar como podemos conhecer e estudar Jesus Histórico. Através da análise efetuada pelos historiadores são apresentadas algumas fontes literárias e arqueológicas que permitem considerar a época de Jesus e conhecê-lo. São citadas teorias sobre Jesus, as dificuldades que permeiam seu estudo e o pa-pel da historiografia na construção do conhecimento sobre Jesus Histórico. Segundo pesquisadores, Jesus de Nazaré foi um homem influente e suas ideias repercutiram pelos séculos, alcançando a contemporaneidade. O livro destaca formas de conhecer e estudar Jesus sem abranger a religião cristã, a não ser quando isso contribuía para a pesquisa. São destacadas fontes essenciais para estudar a vida de Jesus: os manuscritos do Novo Testamento, as escavações arqueológicas, as descobertas de Qumran (ma-nuscritos do Mar Morto) e de NagHammadi, no Egito, os escritos judaicos e os testemunhos fora do mundo judaico-cristão. Os evangelhos, que têm o significado de "boa noticia", são relatos da vida de Jesus e, portanto, são classificados como fontes primárias. Acredita-se que todos os evangelhos foram escritos após a morte de Jesus. O homem de Nazaré não deixou nada escrito, assim como alguns fi-lósofos, portanto, suas ideias foram transmitidas, inicialmente, em aramai-co e, posteriormente, escritas em grego por seus seguidores. Jesus falava 1 Graduando de História da Universidade Sagrado Coração. Resenha realizada sob a orientação da Dra. Lourdes Conde Feitosa.
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Alexandre Guida Navarro apresenta uma trajetória pouco comum e tanto mais original e fértil. Caracteriza-se pela interdisciplinaridade: licenciado em História, Mestre em Arqueologia e doutor em Antropologia. Só isto já é algo a ser... more
Alexandre Guida Navarro apresenta uma trajetória pouco comum e tanto mais original e fértil. Caracteriza-se pela interdisciplinaridade: licenciado em História, Mestre em Arqueologia e doutor em Antropologia. Só isto já é algo a ser destacado e elogiado, na medida em que se busca superar as barreiras disciplinares, por vezes tão limitadas. Aliar diversas áreas exige uma abertura de espírito sempre muito positiva para o pensamento original e inovador. Navarro ainda demonstra frequentação de uma variedade de países e instituições (São Paulo, Belém, Maranhão, México, Estados Unidos, Espanha), algo que contribui, da mesma forma, para sua criatividade. O apoio de órgãos prestigiosos de fomento, como a Fapema, a Fapesp e a Fulbright Institution também contribui, de forma adicional, para a excepcionalidade de Navarro como estudioso e acadêmico. As palavras iniciais de Anna Roosevelt são um tributo aos tantos méritos da sua prática acadêmica, ao ressaltar sua valorização do passado a serviço do presente e do futuro. Autor de muitos artigos, capítulos e livros, Alexandre Navarro brinda-nos, agora, com esse volume de introdução a um tema tanto fascinante como pouco difundido: as estearias maranhenses. Esteios são estacas colocadas para sustentar algo, no caso, as habitações sobre a água. Esse tipo de ocupação ocorreu em diferentes épocas e lugares. No Maranhão, deu-se, no século IX d.C., período que coincide com o período de consolidação das três grandes religiões monoteístas no Velho Mundo (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo), mas também com declínio Maia na Meso-América e com o colapso do governo centralizado na China; alguns relacionarão tudo isso a mudanças climáticas. Na Amazônia oriental, no atual Maranhão, povos indígenas construíram aldeias com arquitetura complexa, muito bem adaptadas ao médio aquático, em comércio com sociedades distantes, no Caribe. Navarro interroga-se sobre a questão básica: por que viver na água? Em primeiro lugar, pelo acesso a uma ampla variedade de peixes, ao facilitar uma alimentação rica e substanciosa. Sua localização distante das margens indica, ainda, outras preocupações, em particular a segurança ante a possíveis agressões. Para poder estabelecer tais imensos assentamentos, a hierarquia social foi fundamental, como atestam as estruturas e os artefatos sofisticados. O estudo das estatuetas permite desvelar aspectos da religiosidade e dos mitos, como o uso de substâncias alucinógenas para rituais xamânicos, em busca da coesão social e do fomento das identidades. A genitália feminina evidenciada indica rituais de fertilidade ou de iniciação da puberdade.
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Bacantes de Eurípides", Letras Clássicas, 5, 5, 2001 (publicado em 2005), 307-309, ISSN 1516-4586. Resenha Vieira, Trajano, As Bacantes de Eurípides. São Paulo, Perspectiva, 2003, 200pp, ISBN 85-273-0679-4. Traduzir é sempre um desafio.... more
Bacantes de Eurípides", Letras Clássicas, 5, 5, 2001 (publicado em 2005), 307-309, ISSN 1516-4586. Resenha Vieira, Trajano, As Bacantes de Eurípides. São Paulo, Perspectiva, 2003, 200pp, ISBN 85-273-0679-4. Traduzir é sempre um desafio. Uma língua não se faz apenas de palavras, pois cada uma delas já inclui, em si, uma visão do mundo, uma Weltansicht, para retomar o conceito de Wilhelm von Humboldt. As próprias categorias de pensamento referem-se ao mundo da linguagem, antes que ao mundo objetivo, como lembrava Émile Benveniste no seu clássico Problèmes de linguistique générale, de 1966. A língua não é um ergon, algo feito, mas energeia uma ação criativa (pace von Humboldt). Neste contexto, a tradução de uma obra qualquer já se deve entender como uma recriação de um mundo em outro mundo, uma re-inserção, em outro contexto histórico, social e cultural, de uma obra. No caso de uma tragédia grega, duas questões adicionais se colocam: o caráter poético do texto e o contexto histórico, distante e diverso. A isto tudo, Trajano Vieira respondeu com abordagens originais e heterodoxas. A poética da tradução constitui um primeiro grande objeto de reflexão. Martin Heidegger alertava que "o homem se engana ao pensar que domina a língua, pois é ela que o domina". Como traduzir uma língua como o grego antigo, cujos vocábulos
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Os estudiosos da história vêm, há muito tempo, ampliando suasensibilidade em relação aos sinais do passado que chegaram até nós, trazendo seu teste-munho acerca de outras organizações sociais.. O his. toriador francês Lucien Febvre... more
Os estudiosos da história vêm, há muito tempo, ampliando suasensibilidade em relação aos sinais do passado que chegaram até nós, trazendo seu teste-munho acerca de outras organizações sociais.. O his. toriador francês Lucien Febvre alertou, num texto de 1949, para a 1mportancra dessa aber tura da noção do documento histórico: os documentos escritos têm grande utilidade na pesquisa. Porém, sua ausência não deve impossibi litar tal trabalho. Também os signos, as palavras, as paisagens e as formas dos campos, ou seja, tudo o que traga inscrita a ação humana serve como documento ao historiador hábil e perspicaz. É esta criatividade na busca de fontes que faz da obra de Pedro Paulo Funari um texto essencial para os lei tores que s interessam pelas várias possibilidades abertas pela construção do passado histórico. No caso, a Antigüidade Clássica é analisada a partir de um aspecto inédito, o que leva o autor a falar em uma outra An tiguidade. A cultura popular, suas manifestações esquecidas e despre-zadas durante tantos séculos-quando só uma parte da cultura clássica fascinou e seNiu de modelo à cultura ocidental moderna-é o tema de reflexão da obra.. Na ausência de documentos escritos tradicionais, o autor recupera as prchações nos muros e paredes das cidades antigas. A maior parte da docu-mentação foi levantada em Pompéia, cidade onde uma catástrofe vulcênica P!eve~i~ a destruição desses sinais. A forma de lidar com os grafites mostra-se tao ongrna/ quanto a sua escolha como documentação: Funari não se reduz a ?esvendar as palavras, frases e poesias inscritas, mas analisa a expressividade rconográfica dos sinais gráficos, mostrando a excelência artística dos autores anônimos e, talvez o mais importante para o olhar do historiador, a forma através 154 VARIA HISTORIA, Belo Horizonte, ~ 12, Dezembro/93, p.154-157 da qual esses pichadores relacionavam-se com as palavras. No seu intento de fugir a uma história parcial, que privilegia apenas uma versão construlda pelas elites dominantes da época, o autor utiliza os grafites como monumentos: são sinais de um assado construidos dentro de situações de conflito, ambigüidades, sonhos e esperanças, protestos e indignações. Entretanto, a obra continua apoiando-se num dos pilares da historiografia tradicional: o que move a pesquisa é, segundo as palavras de Funari, re-conhecer-se "nos gregos e nos romanos e rceber como eles têm a ver com a gente". Historiadores dedicados ao período clássico-como Finley, Vidai-Na-quet, Vernant, M. Dettienne e Paul V yne-renovaram a abordagem historio-gráfica justamente pela vertente o osta. Destacam a diferença de valores, de mentalidade, de organização socral. essaltam o caráter diverso dessas socie-dades, renunciando-se às categorias eternas e continuidades enganadoras. Como afirma o filósofo C. Castoriadis, o que precisamente nos interessa na história é nossa "alteridade autêntica, os outros possíveis do homem em sua singularidade absoluta". Outro aspecto passivel de discussão pode ser apontado na visão dicotô-mica transmitida na separação cultura popular/cultura rudila. A cultura erudita é classificada como "continuadora imóvel da tradição reprodutora de um pas-sado clássico"; a minoria erudita é inativa; a pintura apreciada pela elite carac-teriza-se, para o autor, pela ''continuidade na ausência de rupturas, na sensação de imutabilidade". unari apresenta o leitor uma cultura clássica erudi ta com-pletament estática e des rezivel. Por outro lado, a cultura opular é dinêmica, criativa, revestida de caráter multifacetado e contestatório. Entretanto, não é tão fácil dividir, cultura erudita e opu/ar, já que há um movimento constante de recriações e apropriações, onde pólos aparentemente opostos se inl rp netram. Além disso, é inútil negar a riqueza da cultura clássica que o autor classifica como erudita. Como desprezar (só para citar alguns exemplos) Ésquilo, Sótoles, Hesiodo, Heródoto, Virgllio e tantos outros? A nova história precisa exorcisar o perigo da adesão às novidades simplificadoras, como a de que tudo o que foi criado pelos "v ncidos" seja "bom'', sob pena d cair no moralismo rom~nlico. Paralelamente à necessidade de debater tars osições contidas no livro, afirma-se o valor de sua leitura. Dedicado a um público JOvem, estimulará, sem margem de dúvida, o fascfnio pelo estudo da história. Acreditamos que seu uso, em turmas de jovens estudantes, poderá contribuir im nsamente para levar, ao ensino de segundo grau, uma história renovada, simples sem ser simplista, interessante e, finalmente, instigante. 155
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GARCÍA SÁNCHEZ, Manel; GARRAFFONI Renata S. (eds.). Mujeres, género y estudios clásicos: un diálogo entre España y Brasil = Mulheres, gênero e estudos clássicos: um diálogo entre Espanha e Brasil. Barcelona: Edicions de la Universitat de... more
GARCÍA SÁNCHEZ, Manel; GARRAFFONI Renata S. (eds.). Mujeres, género y estudios clásicos: un diálogo entre España y Brasil = Mulheres, gênero e estudos clássicos: um diálogo entre Espanha e Brasil. Barcelona: Edicions de la Universitat de Barcelona, 2019. 362 págs. [21 x 30]. Presentamos a continuación un nuevo volumen de la colección Instrumenta, en este caso estamos frente a un tomo en el que han colaborado investigadores de la Universidad de Barcelona y de la Universidade Federal do Paraná. A raíz de una larga trayectoria de contactos e intercambios académicos, así como del interés mutuo en el estudio del género en la Antigüedad, nace este proyecto que busca ofrecer una aportación propia al desarrollo del estudio sobre las mujeres y el género en la historiografía actual. La participación no se centra solamente en investigadores de estas dos universidades sino que encontramos además como invitados a compañeros de otros centros nacionales que comparten inquietudes parecidas. La combinación de propuestas entre dos países como Brasil y España resulta realmente prometedora, especialmente por la gran variedad de perspectivas y enfoques de trabajo que se pueden desarrollar. La riqueza de puntos de vista siempre es un añadido grato en las obras de este tipo, como la que se nos expone aquí. Después de sendas introducciones por parte de cada editor, donde presentan brevemente el hilo conductor que enlaza los diversos artículos, se da paso también a los dos grandes bloques que lo vertebran: Grecia y Roma. Abre el discurso la investigadora Susana REBOREDA MORILLO, que propone estudiar el papel de las mujeres en el contexto de los textos homéricos, considerando que bien podría ser el reflejo de la realidad femenina en esta época de la historia griega. Más adelante, Marta OLLER GUZMÁN, visibiliza un fenómeno poco tratado pero muy interesante: la existencia de liderazgos femeninos en la Grecia antigua. Aunque los testimonios que los describen son escasos, la autora, acertadamente, analiza cada situación para intentar dilucidar en qué momento sucede y si podríamos considerarla como algo meramente puntual o no. F. VERGARA CERQUEIRA se desmarca un poco de la temática general para tratar la representación de escenas eróticas y necesidades físicas en relación con instrumentos musicales en la pintura de vasos áticos entre los siglos VI y V a.C., con el objetivo de acercarnos así a un tipo de conducta social rara vez documentada. Irene CISNEROS ABELLÁN aborda uno de los oficios femeninos peor analizados aunque bien constatados en las fuentes: las vendedoras de coronas en Atenas. Analiza con precisión las situaciones personales e implicaciones sociales que enmarcarían las vidas de estas mujeres, así como el uso cotidiano de un objeto tan particular como las coronas y las guirnaldas. José Geraldo COSTA GRILLO, por su parte, se centra específicamente en las representaciones de simposios femeninos en la cerámica ática para llevar a cabo algunas reflexiones sobre el género en la Antigua Grecia. M. Joana ZARAGOZA GRAS elige centrarse en los textos de los primeros tratados médicos, en concreto, los de Hipócrates y Galeno, para observar de qué forma
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Mesmo se considerarmos o abismo provocado pela desigualdade social, ainda nos parece possível afirmar que o vastíssimo (e diverso) universo escolar brasileiro, nos dias atuais, funciona a partir de metodologias e ferramentas de ensino... more
Mesmo se considerarmos o abismo provocado pela desigualdade social, ainda nos parece possível afirmar que o vastíssimo (e diverso) universo escolar brasileiro, nos dias atuais, funciona a partir de metodologias e ferramentas de ensino bastante variadas. Apesar da paulatina informatização do ensino, com o uso cada vez mais frequente de videoaulas, canais e redes sociais, as apostilas e livros didáticos de todas as disciplinas ainda constituem suportes informativos de ampla difusão no quotidiano das escolas brasileiras 1. Em muitos casos, pode-se mesmo conjecturar que o material didático é o primeiro livro da vida de muitos de nossos estudantes, e permanece como "[...] o principal instrumento do qual se podem valer os professores" 2. No ensino de História, em particular, os livros didáticos e paradidáticos coexistem com documentos que, a priori, não foram elaborados com finalidades pedagógicas, mas que são empregados na sala de aula para tal fim: filmes, músicas, imagens, fotografias, documentários, obras de arte, poemas e artefatos arqueológicos, com frequência, são convertidos em documentos de grande valia para o estudo da História 3. Do mesmo modo, narrativas pessoais e memórias orais, igualmente convertidas em fontes históricas, têm revelado aos(às) jovens estudantes as
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Resenha de Paulo Nogueira, Narrativa e cultura popular no Cristianismo Primitivo. São Paulo, Paulus, 2018.
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Os etruscos continuam a fascinar, assim como persistem os mistérios a respeito desta civilização antiga. Dominique Briquel, professor da Universidade de Paris IV, pode ser considerado um dos grandes etruscólogos de nossa época, autor de... more
Os etruscos continuam a fascinar, assim como persistem os mistérios a respeito desta civilização antiga. Dominique Briquel, professor da Universidade de Paris IV, pode ser considerado um dos grandes etruscólogos de nossa época, autor de obras de referência sobre as origens etruscas, assim como sobre sua religião. Após mais de vinte anos da publicação do clássico "Os pelasgos na Itália", de 1984, Briquel dedicou-se à divulgação de uma introdução geral às discussões recentes sobre os etruscos, em um livro conciso, mas bastante abrangente e esclarecedor. Antigo aluno de Raymond Bloch, após reconhecer a importância do mestre, logo ao início, procura destacar os avanços do último meio século de pesquisas, em particular beneficiárias da Arqueologia. Inicia o volume pela delimitação da área entre o Arno e o Tibre, caracterizada pelas riquezas minerais, que testemunha uma cultura material denominada pela Arqueologia como vilanoviana, que considera a direta antepassada da etrusca do século VIII a.C. Discute as diversas teorias sobre as origens dos etruscos, prevalecentes na Antigüidade e modernamente. Suas origens estariam na Lídia (Heródoto), seriam, talvez, pelasgos expulsos da Tessália (Helânico) ou mesmo autóctones ((Dionísio de Halicarnasso). Niebuhr e Mommsen retomaram idéias de alguns antigos e, por meio das
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Books on the Brazilian archaeology published in English are not common and the exhibition Unknown Amazon in the British Museum offered thus an odd opportunity to produce a fine volume on native Amazonian material culture. The book is... more
Books on the Brazilian archaeology published in English are not common and the exhibition Unknown Amazon in the British Museum offered thus an odd opportunity to produce a fine volume on native Amazonian material culture. The book is written by fifteen scholars, seven of them Brazilian, authors of twelve chapters plus a foreword (pp. 8-13), split between four parts on the economy and subsistence (part one, pp. 26-105), archaeology and society (part two, pp. 106-173), ideology-visual and material culture (part three, pp. 174-229), encounters (part four, pp. 230-286), each part with three chapters. In the introduction (pp. 14-19), Eduardo Neves and the other two editors state that as archaeologists, they believe that knowledge about the past has a vital role to play in opening up new perspectives on planning and decision-making for the future, so that the attention paid to the prehistoric past is directly linked to the present day and future interests of people, a main thrust of the whole volume. Presently John Hemming (p. 13) mentions 210 tribes and 350,000 indigenous people in Brazil, occupying 900,000 square kilometres,
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Raça não é um tema que muitos estudiosos, mesmo arqueólogos, associam à pesquisa arqueológica. Orser e os treze autores deste volume procuram mostrar que raça e racismo são temas relevantes, se estudados pelo prisma da cultura material,... more
Raça não é um tema que muitos estudiosos, mesmo arqueólogos, associam à pesquisa arqueológica. Orser e os treze autores deste volume procuram mostrar que raça e racismo são temas relevantes, se estudados pelo prisma da cultura material, tanto para arqueólogos como para historiadores interessados em abordagens menos restritas do passado. Embora o volume restrinja-se aos Estados Unidos e Jamaica, seus capítulos oferecem um precioso manancial metodológico que pode inspirar estudiosos de outras realidades, como é o caso do Brasil. Orser, na introdução, ressalta que não se pode retirar a categoria raça do estudo da sociedade americana, fundada na oposição entre brancos e negros. Lembra que a Arqueologia Histórica foi criada nos EE.UU., e mantida em muitos lugares, como uma área de pesquisa conservadora, visando dar legimitidade material para a ideologia nacional, por meio de escavações dos vestígios de ricos e famosos, observação que se pode aplicar
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Alexandre Grandazzi, professor na Sorbonne e antigo membro da Escola Francesa de Roma, é um estudioso bem conhecido das origens de Roma, cujo clássico La fondation de Rome, réflexion sur l'histoire (A fundação de Roma, reflexão sobre a... more
Alexandre Grandazzi, professor na Sorbonne e antigo membro da Escola Francesa de Roma, é um estudioso bem conhecido das origens de Roma, cujo clássico La fondation de Rome, réflexion sur l'histoire (A fundação de Roma, reflexão sobre a História) foi já publicado em inglês e italiano. Este conciso volume procura apresentar as principais discussões recentes sobre o tema, a partir da experiência de campo do autor, um dos mais conhecidos escavadores do Lácio dos séculos formadores do que viria a ser a civilização romana. O volume começa por resumir, em forma didática, as lendas sobre as origens de Roma, de modo a que o leitor tenha uma primeira visão sobre as histórias que os próprios antigos contavam, com sua diversidade de versões e contradições, sobre os primeiros tempos de Roma. Em seguida, parte para um estudo de desconstrução da tradição literária, ao perscrutar sua formação e interpretações. Mostra como diversos autores antigos estavam preocupados com a propagação de um sentimento de identidade romana, em busca de
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O arabista Emilio González-Ferrín tem se dedicado a uma abordagem ampla, muito além do estudo filológico e filosófico, que engloba os estudos da religião, História, entre outros, sempre com notável erudição. Agora, brinda-nos com um... more
O arabista Emilio González-Ferrín tem se dedicado a uma abordagem ampla, muito além do estudo filológico e filosófico, que engloba os estudos da religião, História, entre outros, sempre com notável erudição. Agora, brinda-nos com um ensaio de interesse ainda mais variado, tanto em termos disciplinares, como por amplidão no tempo e no espaço, do terceiro milênio a.C. ao presente, do Oriente Médio à China, do Norte de Europa à África subsaariana. O professor Pedro Lima Vasconcellos revelou-se o tradutor ideal, tanto por consultar o autor, quanto pelo domínio das inúmeras áreas e temas abordados. Comecemos por apresentar as ideias centrais do ensaio, que podem ser apresen-tadas em número de seis, como Deus na Criação. Abraão é apresentado como mito fundacional dos três monoteísmos predominantes (Judaísmo, Cristianismo, Islamismo), cuja delimitação é convencional e arbitrária, pois não podem ser entendidos sem a sua relação mútua. Isso porque propõe substituir a noção mítica de transmissão textual pela de evolução histórica de sistemas religiosos, um estudo racional e científico do fato religioso na História. Introduz o conceito de continuidade retroativa, como a pré-se-quência de uma obra fictícia literária ou cinematográfica, uma invenção de tradição. A partir daí, introduz o presente, ao desafiar a noção do Islã como aparição estranha, alienígena, invasiva e intrusiva na História, ao enfatizar ser o resultado de um percurso evolutivo. Conclui que a Antiguidade Tardia (séculos IV-VIII) foi decisiva, ao destacar a convivência de uma infinidade de perspectivas culturais, étnicas e religiosas. Parte de alguns pressupostos teóricos ou de perspectiva que valem para além do seu objeto de estudo específico. Considera as religiões filológicas, fundadas nos enun-ciados sacralizados. Diferencia a religião, rica, criativa, flexível, resultado sempre da bricolagem, do sistema religioso, uma partitura, um arrazoado fechado. No estudo deste, o conceito motor é a continuidade retroativa, que molda um relato do passado em benefício de inventário futuro. Para isso, propõe uma abordagem questionadora, que considere qualquer sistema religioso como resultado de confusão, mesclas, ecletis-mo, adaptabilidade, apego ou resistência ao poder. Enfatiza a utilidade do conceito de
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1. Quais as razões da relevância do estudo da economia romana, hoje? As pesquisas no mundo e no Brasil. A preocupação com a economia antiga explica-se por sua centralidade no mundo contemporâneo. O pressuposto moderno de que o homem é... more
1. Quais as razões da relevância do estudo da economia romana, hoje? As pesquisas no mundo e no Brasil. A preocupação com a economia antiga explica-se por sua centralidade no mundo contemporâneo. O pressuposto moderno de que o homem é movido por interesses materiais, de forma racional, como um homo oeconomicus, induz ao estudo da profundidade histórica do tema. O mundo romano foi, desde o século XIX, centro desse interesse, em particular pela afluência revelada pela Arqueologia: estradas pavimentadas, aquedutos, pontes, construções de edifícios, amenidades como água encanada e esgoto, a circulação de mercadorias atestada por ânforas e outros artefatos, entre tantos outros. Uma questão natural foi e tem sido o motivo de essa afluência não ter gerado o capitalismo moderno. Há pontos de vista variados, que enfatizam a diferença da sociedade romana, em relação à moderna, enquanto outros pendem para a relevância da semelhança. Para uns, os antigos pensavam o mundo com categorias variadas, mas próprias, a partir de noções que não são universais, como diferenciação social por estamentos, interditos e tabus próprios. A interpretação contrastada do personagem Trimalcião, liberto enriquecido, como em Rostvozeff e Veyne, mostra bem isso. Outros enfatizarão, a partir do
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A palestra inicia-se com a pergunta, porque estudar a Antiguidade da Península Ibérica no Brasil? Apresenta-se a perspectiva adotada, fundada na História Externalista da Ciência, que valoriza o contexto histórico e social para a pesquisa... more
A palestra inicia-se com a pergunta, porque estudar a Antiguidade da Península Ibérica no Brasil? Apresenta-se a perspectiva adotada, fundada na História Externalista da Ciência, que valoriza o contexto histórico e social para a pesquisa acadêmica. Apresenta-se, em seguida, de forma breve, a trajetória histórica brasileira, em particular do ensino e estudo da História. Ressalta-se a relevância da História Ibérica para entender a sociedade brasileira, em sua trajetória. Em geral, a ênfase encontra-se nos períodos medieval e moderno, mas a Antiguidade apresenta alguns aspectos de singular relevância, mas nem sempre tidos na devida conta. Em primeiro lugar, o predomínio da língua latina. Em seguida, características culturais tão importantes como o patrimonialismo, o compadrio e as formas de subordinação social. Mais que tudo, talvez, a mescla étnica, cultural e religiosa. Todos esses aspectos, já predominantes na Antiguidade, merecem devido destaque. A palestra está ilustrada por documentação, em particular arqueológica. Conclui-se pela importância do ensino e da pesquisa sobre a Antiguidade da Península Ibérica.
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O artigo inicia-se com uma consideração sobre constante relação entre passado e presente (e vice-versa). Em seguida, trata-se do conceito de animal de estimação nas sociedades humanas para centrar-se, em seguida, na apresentação de uma... more
O artigo inicia-se com uma consideração sobre constante relação entre passado e presente (e vice-versa). Em seguida, trata-se do conceito de animal de estimação nas sociedades humanas para centrar-se, em seguida, na apresentação de uma inscrição latina tumular de uma cadela, Margarita, com referência à lápide de Virgílio (CIL VI 29896; Mantua me genuit). Apresenta-se o original e tradução e ressaltam-se alguns aspectos, em particular o afeto pela cadela de caça. Considera-se a especificidade do antigo apreço, ligado a certa sensibilidade aristocrática, para concluir por semelhanças e diferenças com as modernas.
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Questões sobre a Antiguidade; outra tradução de trecho de Salústio, questão 71, em Funari, Letras e Coisas, Guerra de Jugurta, 41, disponível para dowload nesta base academia.edu.
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Os encantos de Baco: vinho e cultura no sul de Minas Professor Responsável: Cláudio Umpierre Carlan Participação de Pedro Paulo A. Funari (Unicamp), professor do programa de pós-graduação, mestrado profissional em História Ibérica, da... more
Os encantos de Baco: vinho e cultura no sul de Minas Professor Responsável: Cláudio Umpierre Carlan Participação de Pedro Paulo A. Funari (Unicamp), professor do programa de pós-graduação, mestrado profissional em História Ibérica, da Unifal, e de Ricardo Souza, historiador da prefeitura municipal de Andradas-MG e mestrado da Unifal. Resumo: O presente projeto tem como objetivo trazer à luz do conhecimento histórico os fatores ligados à introdução e o desenvolvimento da vitivinicultura no município sul-mineiro de Andradas, processo este que se deu entre o final do século XIX e começo do século XX. Tal pesquisa também se designa a desvelar processualmente os nuances e as características que fizeram com que os imigrantes italianos se estabelecessem como os principais agentes perpetuadores de tal atividade econômica no município. Além disso, também discorreremos, neste projeto, os aspectos ligados ao patrimônio cultural herdado pela vitivinicultura que, sem embargo, contribui para o processo de identidade cultural, ressignificação cultural e para a Educação para o Patrimônio da região. Ademais, também trabalharemos o uso do potencial ecoturístico da atividade como forma motriz para impulsionar o turismo regional e cultural da região. Palavras-chaves: Vitivinicultura; Patrimônio Cultural; Enoturismo; Cultura. Turismo. Introdução Andradas: importância histórica
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Meu orientador e amigo Pedro Paulo Abreu Funari é um importante cientista social, sobretudo nos campos da Arqueologia e da História Antiga, mas com relevantes contribuições em muitas outras áreas, tais como Teoria da História, Análise de... more
Meu orientador e amigo Pedro Paulo Abreu Funari é um importante cientista social, sobretudo nos campos da Arqueologia e da História Antiga, mas com relevantes contribuições em muitas outras áreas, tais como Teoria da História, Análise de Discurso, Latim, Grego, Cultura Judaica, Cristianismo, Religiosidades, Ambiente e Sociedade, Estudos Estratégicos, Turismo, Patrimônio, Relações de Gênero, Estudos Avançados, entre outras. O reconhecimento do seu trabalho científico e acadêmico pelos seus colegas está patente nas mais de oito mil menções registradas na base de dados Google Scholar, total de auxílio e bolsas FAPESP: 117 (61 auxílios e 56 bolsas), mais de treze mil seguidores na academia.edu. É um autor multilíngue e publica em português, espanhol, inglês e francês. Seu reconhecimento ultrapassa as fronteiras do Brasil e se estende para a Europa, América do Norte e do Sul e Ásia. Aqueles que tomam contato com o seu trabalho ou tiveram o privilégio de tê-lo como professor, encontra alguém afável, muito bem humorado e de bem com a vida, consciente da grande transformação vivenciada pela ciência arqueológica no seu tempo e com um forte compromisso com o ensino da História Clássica, com ênfase na História Econômica Romana e a Arqueologia, sempre com um viés para a história das periferias e dos subalternos, mostrando que a História pertence a todos e não apenas à elite. Deste modo, ensina e sinaliza a todos que a disciplina não é mais a seara exclusiva de homens brancos, europeus e de alta classe. No campo da História Econômica Romana, Funari se especializou em um tema peculiar: as ânforas-os recipientes romanos que transportavam alimentos de uma região para outras, usando estes artefatos arqueológicos para investigar a conectividade interprovincial no Império Romano, tratando das questões epigráficas ligadas a esses contentores, desde os selos às inscrições cursivas pintadas à mão, que as relacionam à questões comerciais e logísticas. É necessário enfatizar também sua grande contribuição ao ensino e à formação de estudantes de diferentes níveis acadêmicos, da graduação ao pós-doutorado. O professor Funari oferece uma sólida contribuição ao desenvolvimento da História Clássica e da Arqueologia no Brasil. Mas o mais importante, em minha opinião, é ressaltar o seu papel de incentivador incansável da pesquisa brasileira, sempre disponível, amigo de seus alunos de graduação e orientandos da pós-graduação, uma parceria de primeira linha que continua com aqueles que já se formaram e galgaram posições no mundo acadêmico e universidades, formando uma rede de colaboradores em prol do avanço da ciência brasileira. Ajudou muitos pesquisadores ao lhes emprestar sua confiança e notoriedade junto às instituições de
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RESUMO O tema do culto imperial romano permite que abordemos a relação entre religião e poder de forma a evidenciar como são intrínsecas essas duas esferas em Roma Antiga. Ao enveredarmos por um estudo que vá além da capital do Império,... more
RESUMO O tema do culto imperial romano permite que abordemos a relação entre religião e poder de forma a evidenciar como são intrínsecas essas duas esferas em Roma Antiga. Ao enveredarmos por um estudo que vá além da capital do Império, podemos chegar a um contexto distinto e multicultural, o qual esses elementos romanos passam a integrar a partir de 30 a.C. por ocasião da conquista do Egito e sua nova condição de província romana. O presente projeto visa investigar, por meio de uma pesquisa bibliográfica, as configurações que essas práticas adquiriram no Egito Romano, cotejando autores contemporâneos e levando em consideração o que a cultura material que alguns deles destacam-como estátuas imperiais e ruínas de templos-nos permite explorar em meio a um campo de estudos que oferece grande potencial para a pesquisa científica. Palavras-chave: Culto Imperial. Religião. Roma Antiga. Poder. Egito Romano. Cultura Material. INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Trabalhar com a temática de religião no mundo romano implica em reconhecer a variedade de práticas que se operaram aí ao longo de extenso espaço e de um período de tempo que corresponde a séculos. Nessa gama de possibilidades, fazer um recorte de pesquisa já significa ter um rico objeto de estudos em mãos, ainda mais se nos voltarmos para um
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Resumo: Este trabalho resulta da reflexão sobre um conjunto de atividades de pesquisa e extensão que articulam prática de arte marcial chinesa, educação integral e desenvolvimento cultural (humanidades). Tais atividades vêm ocorrendo... more
Resumo: Este trabalho resulta da reflexão sobre um conjunto de atividades de pesquisa e extensão que articulam prática de arte marcial chinesa, educação integral e desenvolvimento cultural (humanidades). Tais atividades vêm ocorrendo desde 2015 e envolvem tanto a reconstrução, estudo e problematização da memória das artes marciais chinesas na região do Triângulo Mineiro quanto a proposição de projetos educacionais que as utilizam como meio de promover formas corporificadas de diálogo entre culturas e de abertura à alteridade. Na primeira parte, focalizamos os desafios da escrita acadêmica e semi-acadêmica sobre a história das artes marciais chinesas no Brasil, levando em conta questões teóricas, metodológicas, conceituais e de linguagem, tendo em vista o caráter "híbrido" ou "ampliado" do público a que se destina. Busca-se refletir a respeito de uma escrita de fronteira, que não seja pura divulgação científica, mas produção original de conhecimentos, análises e interpretações sobre temática em diálogo, ao mesmo tempo, com a academia e com os entusiastas de artes marciais. Contextualizamos esta proposta no interior de tendências transnacionais (também verificáveis no Brasil) de tratamento da história e da memória das artes marciais, cujo lugar epistemológico e institucional de origem é híbrido e fronteiriço desde a sua base. Na segunda parte, outra fronteira é tomada como foco para reflexão: aquela entre os processos de educação "nãoformais", típicos do ensino-aprendizagem das artes marciais, e os de educação escolar, conforme as políticas públicas brasileiras. A partir de experiências concretas de trabalho em projetos de extensão, realizados junto a crianças, adolescentes, jovens e adultos em interface com diversos níveis de escolaridade, problematizamos criticamente modeloseducacionais focalizados em "projetos de vida". Alternativamente, propomos modelos experienciais
Vitrúvio (ca. 80-15 a.C.) constitui um daqueles casos de autores antigos que tiveram ressonância muito maior a partir do final da Idade Média, do que na própria antiguidade. Desde o século XV e até hoje, Vitrúvio tem sido lido, citado,... more
Vitrúvio (ca. 80-15 a.C.) constitui um daqueles casos de autores antigos que tiveram ressonância muito maior a partir do final da Idade Média, do que na própria antiguidade. Desde o século XV e até hoje, Vitrúvio tem sido lido, citado, inventado, como no caso notabilíssimo do homem vitruviano de Leonardo da Vinci e as proporções humanas e arquitetônicas:
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RESUMO O objetivo principal desta tese é pensar sobre a relação entre presente e passado a partir do estudo das ânforas panatenaicas e de outras cerâmicas do universo panatenaico expostas no Museu Arqueológico Nacional de Atenas.... more
RESUMO O objetivo principal desta tese é pensar sobre a relação entre presente e passado a partir do estudo das ânforas panatenaicas e de outras cerâmicas do universo panatenaico expostas no Museu Arqueológico Nacional de Atenas. Estudaram-se quinze objetos datados entre 575 e 359 a.C. provenientes, em sua maioria, dos jogos do Festival Panateneias, evento cívico e religioso que ocorria em Atenas em homenagem à deusa Políade e em cujas competições atléticas os vencedores ganhavam ânforas contendo o azeite sagrado das oliveiras de Atena. Com essa cultura material pretende-se construir um conhecimento sobre o mundo antigo fundamentado em um imaginário social em torno da iconografia e do ideal do atleta. Além disso, tem-se por intuito outra compreensão a respeito da contemporaneidade baseada na concepção da exposição e em questões de identidade. Para tanto, adota-se uma abordagem interdisciplinar entre História, Arqueologia e Estudos Visuais, inserindo-se em um ponto de vista histórico-interpretativo de investigação dos artefatos e em uma perspectiva contextualista de interpretação da imagem.
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As trocas foram sempre essenciais para a convivência. O antropólogo Marcel Mauss (1872-1950), em seu clássico dos anos 1920, Ensaio sobre o dom, ressaltava a centralidade da troca, tanto em termos cooperativos, como agonísticos (Mauss... more
As trocas foram sempre essenciais para a convivência. O antropólogo Marcel Mauss (1872-1950), em seu clássico dos anos 1920, Ensaio sobre o dom, ressaltava a centralidade da troca, tanto em termos cooperativos, como agonísticos (Mauss 2007). As sociedades sedentárias e agrícolas introduziriam aspectos ligados às relações de classe, no interior, e ao conflito violento (polemos) entre grupos e as trocas passaram a contar com meios de troca: sal, sementes, gado, metais, dos quais derivam as moedas ainda em uso. Cartas de crédito e as moedas em outros suportes com escrita, serviram a facilitar as trocas e estiveram baseadas em certa confiança. O capitalismo viria incrementar todas as transações econômicas, que explodiria com a industrialização e as cartas de crédito (papel moeda, promissórias e tantas outras formas) seriam generalizadas.
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A Arqueologia urbana é um campo de pesquisa que tem se destacado, na América Latina. Diversos sítios urbanos foram escavados e, mesmo se na maioria dos casos, não é possível reconstruir o contexto urbano como um todo e suas mudanças com o... more
A Arqueologia urbana é um campo de pesquisa que tem se destacado, na América Latina. Diversos sítios urbanos foram escavados e, mesmo se na maioria dos casos, não é possível reconstruir o contexto urbano como um todo e suas mudanças com o tempo, as escavações produziram evidência material que pode ajudar a um melhor entendimento da cidade no mundo ibero-americano. A Arqueologia das cidades portuguesas na América não se desenvolveu tanto como o das cidades fundadas pelos espanhóis, por diversos motivos, não sendo o menor a falta de interesse pelas coisas antigas, em nosso meio, e a busca constante da modernidade. A imagem do Brasil é a da capital federal, cidade ex novo, sem passado. As cidades antigas, como São Paulo ou Rio de Janeiro, pouco fazem para preservar ou escavar seus vestígios materiais. No entanto, as cidades coloniais, como Ouro Preto, patrimônio da humanidade, foram estudadas por arquitetos e historiadores da arte. Nessas cidades, todas estabelecidas em colinas, as ruas curvas não permitiam aos habitantes enxergar muito longe ou ter uma idéia clara do traçado da cidade, absolutamente irregular. A localização dava-se pelas Igrejas, compostas de duas estruturas básicas: uma capela retangular e uma torre para o sino, a primeira com telhado de duas águas e as segunda sendo, em geral, duplicada, com uma torre de cada lado. A sociedade era dominada pela Igreja, nos dois sentidos, como instituição cujas regras eram
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Latin America suffered severely from dictatorial rule for several years, during the Cold War, from the 1960s until the late 1980s. Archaeology was particularly affected, as archaeologists depended on funding support by state funding... more
Latin America suffered severely from dictatorial rule for several years, during the Cold War, from the 1960s until the late 1980s. Archaeology was particularly affected, as archaeologists depended on funding support by state funding institutions and they were forced to comply or face oppression, from exile to death as a missing person. Several archaeologists preferred to dissociate themselves from discretionary rule and archaeology as a free and liberating endeavour was to develop only at a later stage. Professor Peter Ucko was instrumental for this move. Professor Ucko's drive for a critical archaeology in the 1980s led to a series of epistemological and political changes in the discipline worldwide, culminating in the foundation of the World Archaeological Congress in 1986. For the first time, archaeologists were challenged to dialogue and cooperate with other scholars and with ordinary people, such as Indigenous people. For Latin Americans, Peter Ucko's stand and the ensuing changes in world archaeology were critical for a whole new approach to archaeology in the subcontinent. Archaeology was to engage in social and political activities, becoming a truly relevant social practice. On a personal level, the importance of Professor Peter Ucko must not me underestimated. Always generous to young scholars, Professor Ucko encouraged people to live an examined life, fostering Socrates' motto, and to actively create a socially relevant scholarly practice. As a young scholar, I was vividly impressed by Peter's stand and his support was essential for my 1 Professor, Campinas State University, Research Associate at Illinois State University (USA) and Barcelona University (Spain).
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Araraquara, 31 de janeiro de 2003. Prezado Senhor Não sem espanto e indignação, os docentes da Área de Língua e Literatura Latinas, do Departamento de Lingüística da UNESP-Câmpus de Araraquara, tomaram conhecimento do que lhes pareceu um... more
Araraquara, 31 de janeiro de 2003. Prezado Senhor Não sem espanto e indignação, os docentes da Área de Língua e Literatura Latinas, do Departamento de Lingüística da UNESP-Câmpus de Araraquara, tomaram conhecimento do que lhes pareceu um verdadeiro despautério ou, no mínimo, uma atitude precitada e inconseqüente a que motivou o pedido coletivo de desligamento dos pesquisadores que constituíam o Comitê da Área de História Antiga junto ao CNPq. Isto porque a razão que levou o CA de História a solicitar seu desligamento foi embasada em alegados motivos que, se não denigrem, pelo menos lançam suspeição sobre o perfil acadêmico de um dos mais destacados pesquisadores do meio: o Prof. Dr. Pedro Paulo de Abreu Funari. Ao considerar a produção do Prof. Funari, tais motivos alegam, por exemplo, que "o excesso de livros e artigos quase sempre significa livros e artigos sem profundidade ou contribuição original, de baixa densidade e repercussão científica nula." Muito embora a Área de Língua e Literatura Latinas da FCL-UNESP-CAr não seja, por óbvio, pertencente à Área de História Antiga e de Arqueologia, com ela (e ainda outras) compõe o bloco dos assim chamados estudos clássicos que, no Brasil, contam com atuante Sociedade que as congrega, promove e representa, a SBEC (Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos), em que o Prof. Funari tem, também ali, destacada atuação. De mais a mais, a Área de Latim da FCL-UNESP-CAr, já há vários anos, ADOTA e RECOMENDA vários dos livros do Prof. Funari nos cursos regulares da graduação (principalmente nas disciplinas de Cultura da Roma Antiga) e, alguns, em cursos da pós-graduação, razão pela qual, se carecem de profundidade os livros do Prof. Funari, equivocam-se também os pesquisadores da Área de Latim da FCL-UNESP-CAr ao adotá-los e recomendá-los a seus alunos de graduação e de pós-graduação. Ilustríssim o Senhor Prof. Dr. Ésper A. Cavalheiro DD. Presidente do CNPq
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RESUMO Este projeto de pesquisa objetiva à avaliação das metodologias ora utilizadas para o estudo dos espaços portuários brasileiros, além da proposição de outros métodos de pesquisa que seriam específicos da Arqueologia portuária,... more
RESUMO Este projeto de pesquisa objetiva à avaliação das metodologias ora utilizadas para o estudo dos espaços portuários brasileiros, além da proposição de outros métodos de pesquisa que seriam específicos da Arqueologia portuária, buscando, assim, a consolidação da subdisciplina no Brasil. A justificativa para o desenvolvimento deste projeto está no fato de que hoje o país vive um momento de grande vigor econômico, investindo maciçamente nas obras de infraestrutura, especialmente na construção e remodelação de portos. Mas, uma vez que a Arqueologia portuária brasileira ainda não tem a eficiência necessária para atender às demandas científicas da pesquisa de contrato e da acadêmica, há indícios de que os trabalhos arqueológicos conduzidos nos portos mais dinâmicos veem conduzindo a interpretações muito modestas. Essa situação ocorreria por três motivos principais: primeiro, o início dos estudos de sítios arqueológicos portuários no Brasil é muito recente, remontando à década de 1990. Em segundo lugar, essas pesquisas foram em sua maioria levadas a cabo em regiões com modesto movimento portuário e com contextos sociais e arqueológicos específicos, o que não permite a aplicação automática de seus resultados em estudos de polos navais mais dinâmicos. Por fim, os fundamentos científicos para sua consolidação-as Arqueologias urbana e subaquática-só ultimamente ganharam alguma consistência aqui, situação bastante diferente daquela observada em outros países do Ocidente e do Oriente Próximo que, desde o fim da Segunda Guerra Mundial vêm construindo metodologias padronizadas para as pesquisas arqueológicas portuárias.
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Resumo Este projeto tem como principal objetivo analisar a trajetória de ideias e conceitos de Preservação Arqueológica nas Missões Jesuítico-Guaranis, localizadas no sul do Brasil e em Mértola, Portugal. A análise concentrar-se-á... more
Resumo Este projeto tem como principal objetivo analisar a trajetória de ideias e conceitos de Preservação Arqueológica nas Missões Jesuítico-Guaranis, localizadas no sul do Brasil e em Mértola, Portugal. A análise concentrar-se-á particularmente no período compreendido entre 1970 e 1990, caracterizado pelo fim de regimes autoritários e a abertura democrática em ambos os países. A partir dos resultados de diversas escavações, observando a construção histórica de normativas legais e técnicas referentes ao patrimônio cultural, analisar-se-á a trajetória dos discursos sobre o papel da ciência arqueológica. Finalmente, procurar-se-á observar as redes estabelecidas no interior dos diferentes sistemas políticos vigentes à época, em sua relação com a respectiva produção arqueológica, como forma de demarcar as aproximações e distanciamentos entre esses dois contextos. Abstract This project aims to analyze the trajectory of ideas and concepts of Archaeological Conservation in the Jesuit-Guarani Missions, located in southern Brazil,
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Introdução A disciplina visou a discutir os projetos dos mestrandos, à luz do seu debate pelos próprios alunos e da interação com os professores. A particularidade estava na inquirição sobre os aspectos relativos à documentação e seu uso... more
Introdução A disciplina visou a discutir os projetos dos mestrandos, à luz do seu debate pelos próprios alunos e da interação com os professores. A particularidade estava na inquirição sobre os aspectos relativos à documentação e seu uso e, neste sentido, duas oficinas foram conduzidas por Filipe Noé Silva. O curso contou, ainda, com a participação do professor Cláudio Umpierre Carlan, da Unifal, e com a Dra. Karla Fredel, colaboradora da
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Papiros selectos. Documentos privados.jpg La existencia de un contrato público, escrito, de carácter legal, garantizando derechos a ambos cónyuges, constituye, por sí mismo, un notable ejemplo de la creciente publicidad de la esfera... more
Papiros selectos. Documentos privados.jpg La existencia de un contrato público, escrito, de carácter legal, garantizando derechos a ambos cónyuges, constituye, por sí mismo, un notable ejemplo de la creciente publicidad de la esfera privada y del desarrollo del Estado. El espacio doméstico adquiere parámetros externos de control y de exposición. Una synoikesía pasaba a consistir en una unión (syn, en griego = con) de casas, familias o propiedades (oikíai), término que, aunque referido al matrimonio, podía englobar toda unión relativamente ecuánime y el matrimonio adquiere, por lo tanto, una conceptualización pública de gran significación.
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POSTERIDADE HISTÓRICA)-IFCH-UNICAMP O CPA foi fundado em 1995, de lá, para os dias de hoje, o centro realizou catorze colóquios, diversos internacionais, com convidados de múltiplas universidades brasileiras e do exterior, recebendo... more
POSTERIDADE HISTÓRICA)-IFCH-UNICAMP O CPA foi fundado em 1995, de lá, para os dias de hoje, o centro realizou catorze colóquios, diversos internacionais, com convidados de múltiplas universidades brasileiras e do exterior, recebendo financiamentos da FAPESP, da CAPES e do CNPq. Lembramos que nesta edição realizada nos dias 25, 26 e 27 de setembro de 2018, o centro recebeu o financiamento da CAPES, no valor de R$ 48.750, 00, assim como, quantia complementar da FAPESP, concedida ao CEC (Centro de Estudos Clássicos do IEL), organismo com o qual colaboramos, já há alguns anos. O CPA publicou durante a sua longa existência, primeiramente, de forma impressa, o BOLETIM DO CPA. Hoje, a revista que lhe deu continuidade é realizada de forma eletrônica, passando a ser intitulada Revista de Estudos
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Original transcrito ]/mae rerum no[3]m sit V[3] / equidem primam omnium illam cogitationem hominum quam / maxime primam occursuram mihi provideo deprecor ne / quasi novam istam rem introduci exhorrescatis sed illa / potius cogitetis quam... more
Original transcrito ]/mae rerum no[3]m sit V[3] / equidem primam omnium illam cogitationem hominum quam / maxime primam occursuram mihi provideo deprecor ne / quasi novam istam rem introduci exhorrescatis sed illa / potius cogitetis quam multa in hac civitate novata sint et / quidem statim ab origine urbis nostrae in quo<t=D> formas / statusque res p(ublica) nostra diducta sit / quondam reges hanc tenuere urbem nec tamen domesticis succes/soribus eam tradere contigit supervenere alieni et quidam exter/ni ut Numa Romulo successerit ex Sabinis veniens vicinus qui/dem sed tunc externus ut Anco Marcio
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Aprovado com nota DEZ, summa cum laude.
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Introdução A importância da arqueologia para a compreensão do mundo antigo é agora aceita indubitavelmente. Géza Alföldy corretamente reconheceu que "in unserer Zeit Alte Geschichte ohne Archäologie nicht mehr denkbar ist". 1 Da... more
Introdução A importância da arqueologia para a compreensão do mundo antigo é agora aceita indubitavelmente. Géza Alföldy corretamente reconheceu que "in unserer Zeit Alte Geschichte ohne Archäologie nicht mehr denkbar ist". 1 Da Arqueologia provêm as mais importantes fontes para a interpretação do mundo antigo, que são consideravelmente mais ricas do que as limitadas e finitas fontes escritas. 2 Uma das abordagens tradicionais destas fontes é a de usar os textos históricos simplesmente para "confirmar" a arqueologia e vice-versa. O Professor Frere (1987) enfatizou que "wild anthropological or sociological theories and their accompanying jargon, introduced from the shadowy and depersonalised world of prehistory, have little place" nos estudos da Bretanha Romana. 3 Contudo, nas últimas décadas tem havido um crescimento na consciência de que o desenvolvimento epistemológico no estudo da cultura material é agora crucial para uma abordagem mais crítica do mundo antigo. 4 1 G. Alföldy, Die Römische Gesellschaft (Stuttgart 1986) 14. 2 M. Fulford, 'Britain and the Roman Empire: the evidence for regional and long distance trade', in R.F.J. Jones (ed.), Roman Britain: recent trends (Sheffield 1991) 35. 3 Quoted by E. Scott, 'In search of Roman Britain: talking about their generation', Antiquity 64 (1990) 955. 4 Cf. E. Scott, 'Romano-British villas and the social construction of space', in R. Samson (ed.), The social archaeology of houses (Edinburgh 1990); A. Sherratt, 'Reviving the grand narrative: archaeology and long term', Journal of European Archaeology 3 (1995); R. Laurence, 'Theoretical Roman archaeology', Britannia 30 (1999).
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PUC-SP na página http://memorialacademico.com.br/
Memorial de professor titular na Unicamp, 2004, publicado em página da PUCSP
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É com imensa satisfação que apresentamos o primeiro número da Moitará – Revista Eletrônica da Fundação Araporã. Somos uma organização civil destinada a atender interesses coletivos e sem fins econômicos, cuja história é marcada pela... more
É com imensa satisfação que apresentamos o primeiro número da Moitará – Revista Eletrônica
da Fundação Araporã. Somos uma organização civil destinada a atender interesses coletivos e
sem fins econômicos, cuja história é marcada pela defesa dos direitos dos povos indígenas e a
promoção de suas culturas, e que possui, como uma de suas linhas de atuação, a produção e
divulgação de conhecimentos científicos através de pesquisas, estudos técnicos e ações
educativas.
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O Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte (LAP/NEPAM/Unicamp) promove nesta quinta-feira, dia 29, a mesa-redonda “Arqueologias Plurais”, coordenada pela Profª Drª Aline Vieira de Carvalho, e que será realizada no Auditório do... more
O Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte (LAP/NEPAM/Unicamp) promove nesta quinta-feira, dia 29, a mesa-redonda “Arqueologias Plurais”, coordenada pela Profª Drª Aline Vieira de Carvalho, e que será realizada no Auditório do Instituto de Economia (IE) da Unicamp.

Representantes da DOCUMENTO irão prestigiar o evento, que contará com palestras ministradas por: Prof. Dr. Pedro Paulo Funari (IFCH/Unicamp); Profª. Drª Lourdes Feitosa (Universidade Sagrado Coração); Prof. Dr. Cláudio Carlan (Universidade Federal de Alfenas), e Prof. Dr. Leandro Duran (CEANS/NEPAM).

Além da mesa-redonda, o evento contará com lançamentos dos livros: "A construção da Pirataria", de Leandro Duran; "Moedas: a numismática e o estudo da História" de Cláudio Carlan e Pedro Paulo Funari, e "As veias negras do Brasil", organizado por Pedro Paulo Funari, Lourdes Feitosa e Terezinha Zanlochi.

Na ocasião, também haverá o lançamento do blog "Laboratório Virtual de Arqueologia Pública" (https://arqueologiapublicalap.blogspot.com.br ) elaborado pelos professores, pesquisadores, estagiários e colaboradores do LAP.

A nova página tem como proposta aproximar de comunidades diversas as reflexões sobre a prática arqueológica, bem como os trabalhos que são desenvolvidos no laboratório.



Ler mais: https://www.arqueologiapublica.com.br/news/documento-participa-de-circuito-de-lan%C3%A7amentos-e-debates-no-laboratorio-de-arqueologia-publica-paulo-duarte/
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Este projeto visa analisar de que maneira Paulo Duarte, intelectual e humanista nascido em 1899, permeado pela sua subjetividade, construiu sua visão sobre patrimônio histórico e cultural, a qual diferia completamente do conceito... more
Este projeto visa analisar de que maneira Paulo Duarte, intelectual e humanista nascido em 1899, permeado pela sua subjetividade, construiu sua visão sobre patrimônio histórico e cultural, a qual diferia completamente do conceito sustentado pela elite brasileira-que compreendia exclusivamente a cultura material deixada pelas antigas classes brancas aristocráticas-pois defendia a inclusão de vestígios e monumentos indígenas. O projeto foi desenvolvido através da pesquisa e análise da documentação deixada por Paulo Duarte, que se encontra no Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulálio e no Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais, ambos situados na Universidade Estadual de Campinas, além da leitura e análise de obras por ele produzidas e em sua referência. Assim, a pesquisa foi divida em três partes: na primeira delimitou-se o estudo da política de preservação levada a cabo pelas instituições oficiais, na segunda foram levantadas as práticas de preservação defendidas por Paulo Duarte e, na terceira, foram feitas as devidas aproximações e ressaltadas as diferenças entre ambas, resultando na elaboração de uma monografia. Conclui-se por fim, que Paulo Duarte possuía uma visão sobre a preservação patrimonial diferente se comparada à política oficial da época, o que tornou vários de seus projetos impraticáveis.
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ABOUT THIS PODCAST O podcast tem como objetivo explorar as potencialidades de seus entrevistados e o impacto que o trabalho desenvolvido por eles exerce na sociedade. A apresentação é do jornalista Jeverson Barbieri, especialista em... more
ABOUT THIS PODCAST O podcast tem como objetivo explorar as potencialidades de seus entrevistados e o impacto que o trabalho desenvolvido por eles exerce na sociedade. A apresentação é do jornalista Jeverson Barbieri, especialista em Jornalismo Científico pelo Labjor da Unicamp e professor universitário. Atuou ainda na criação e implantação da Web Rádio Unicamp, sendo coordenador por seis anos.
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A apresentação inicia-se com a perspectiva adotada. Em primeiro lugar, considera-se a passagem da pessoa, implícita nos direitos humanos, à população e aos direitos sociais, tendo como sujeito de direitos o vivente nos homens. Em seguida... more
A apresentação inicia-se com a perspectiva adotada. Em primeiro lugar, considera-se a passagem da pessoa, implícita nos direitos humanos, à população e aos direitos sociais, tendo como sujeito de direitos o vivente nos homens. Em seguida e como consequência, face aos governos, lutas cosmopolitas libertárias e emancipatórias. Os direitos humanos são tomados como ferramenta de resistência
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Resumo Apresentaremos os temas abordados e os resultados obtidos da iniciação científica em História com ênfase em Arqueologia, no projeto Arqueologia e Cidadania: leituras plurais do nosso mundo material. Nesse estágio, foram abordadas... more
Resumo Apresentaremos os temas abordados e os resultados obtidos da iniciação científica em História com ênfase em Arqueologia, no projeto Arqueologia e Cidadania: leituras plurais do nosso mundo material. Nesse estágio, foram abordadas questões referentes à cultura material do passado e do presente e sua relação com a arqueologia e história. Palavras Chave: Arqueologia, História e Patrimônio. Introdução A Arqueologia, assim como a História é conhecida como um meio de estudar e entender o passado. Porém, há uma diferença entre essas duas áreas de estudo, diferente da Historia, a Arqueologia não se limita apenas em analisar documentos escritos e sim a cultura material, que é seu principal objeto e, aqui, é entendida como tudo que foi produzido ou modificado pelo homem. O estudo realizado nesse projeto teve como objetivo apresentar o funcionamento da Arqueologia, sua história como disciplina e sua relação com a sociedade em geral. Através dessas discussões, pensar de que forma a Arqueologia permite que o passado seja visto de forma diversificada possibilitando que novas formas de entender o mundo e novas relações entre presente e passado se estabeleçam. Resultados e Discussão Através de leituras, filmes, palestras, aulas, exibição de documentários, além do contato direto com o patrimônio arqueológico sob salvaguarda do laboratório, foi possível aprofundar-se nesses temas e, assim, desenvolver uma visão mais crítica que problematize os discursos pré-estabelecidos sobre a história e o mundo em geral. As reuniões do Laboratório de Arqueologia Público (LAP) foram muito abrangentes, foram discutidos temas diversos, como pré-história, Roma Antiga, Pompeia, nazismo, Ditadura Militar no Brasil, cultura indígena, sistema público de educação, movimentos sociais, manipulação da mídia, memória, patrimônio, imigração, cultura material e imaterial, entre outros. Além das reflexões e discussões sobre os temas, outro resultado foi o uso prático de conceitos estudados. Nesse sentido, começou-se a pensar numa plataforma de divulgação da Arqueologia envolvendo vídeos, chamada Vlog. Conclusões O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) permitiu aos alunos do Ensino Médio um contato direto com graduandos e doutores além de possibilitar o seu acesso às bibliotecas e outras dependências da Unicamp. Isso é fundamental para a boa formação desses alunos. Tendo estudado as ciências arqueológicas e históricas puderam entender que, para além de "descobrir o passado" a arqueologia pode trazer questionamentos que façam com que a nossa sociedade repense seus valores e crenças. Agradecimentos Agradecemos ao LAP pelas aulas ministradas, à nossa orientadora Aline Carvalho e Pedro Paulo Funari pela disponibilidade, e aos orientadores:
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https://www.subalternosblog.com/dicas-de-leitura, maio de 2020 HISTÓRIAS DE ROMA Um escravo em Roma podia se casar? Os romanos eram machões? Como as mulheres romanas cultivavam a amizade? Essas e outras questões são os temas de Roma... more
https://www.subalternosblog.com/dicas-de-leitura, maio de 2020
HISTÓRIAS DE ROMA
Um escravo em Roma podia se casar? Os romanos eram machões? Como as mulheres romanas cultivavam a amizade? Essas e outras questões são os temas de Roma Antiga: Histórias que você sempre quis saber (São Paulo: Fonte Editorial, 2019, 142 páginas, sem preço), novo livro de Pedro Paulo Funari e Filipe Silva. Os autores discutem uma série de temas sobre o mundo romano, de forma leve e agradável, muitas delas sobre os subalternos, a gente comum. As charadas populares, as gozações dos eleitores, a paquera à Romana, o vinho, as roupas e as latrinas são apenas alguns dos temas desse livro que pode servir como um bom ponto de partida para quem deseja conhecer um pouco da vida de todos os dias na Roma antiga.
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Estimados colegas, espero que se encuentren muy bien a pesar de las dificulatdes por la que estamos pasando con la pandemia asociada al SARS-CoV-2, COVID-19 Cumplimos con informarle que a partir del Nº 99, enero-Junio 2020, hemos... more
Estimados colegas, espero que se encuentren muy bien a pesar de las dificulatdes por la que estamos pasando con la pandemia asociada al SARS-CoV-2, COVID-19 Cumplimos con informarle que a partir del Nº 99, enero-Junio 2020, hemos actualizado el Comité Editorial de nuestro Boletín Antropológico, quedando constituido por los colegas:
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El cuerpo humano ha sido objeto de múltiples miradas y marcos interpretativos que han enriquecido y superado su faceta biológica. Por ejemplo, en áreas como la Arqueología tradicionalmente se ha trabajado con contextos fúnebres en los que... more
El cuerpo humano ha sido objeto de múltiples miradas y marcos interpretativos que han enriquecido y superado su faceta biológica. Por ejemplo, en áreas como la Arqueología tradicionalmente se ha trabajado con contextos fúnebres en los que se abordan aspectos como: los materiales culturales del ajuar, los restos óseos y las estructuras sepulcrales. Sin embargo, en el análisis de las evidencias arqueológicas se puede reconstruir una serie de prácticas y discursos, que no solamente se vinculan a las costumbres mortuorias, sino que también se acerca a la manera en que se concebían en el pasado conceptos como:
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O EVENTO O tema do 7º Encontro Pesquisa em História será "(Re)pensar o lugar do historiador"-os desafios e perspectivas do mercado de trabalho, as formas de diálogos instituídas com a sociedade e as dificuldades para ser um pesquisador.... more
O EVENTO O tema do 7º Encontro Pesquisa em História será "(Re)pensar o lugar do historiador"-os desafios e perspectivas do mercado de trabalho, as formas de diálogos instituídas com a sociedade e as dificuldades para ser um pesquisador. Nesta perspectiva serão feitas reflexões também sobre os lugares do ensino, da cultura e, sobretudo, da História local e regional. O objetivo geral é refletir sobre os caminhos tomados pelo profissional da História nos séculos XX e XXI, como a momento atual (nacional e internacional) tem interferido no "métier" do historiador e discutir perspectivas para o campo da História. A partir de palestras, mesas-redondas, apresentações e publicações de trabalhos serão (re)pensadas uma miríade de temas que considerarão como foco central a prática de pesquisa do historiadores. As dificuldades e conquistas das mulheres, negras e historiadoras, a experiência e a longa carreira do historiador da universidade pública e privada, as perspectivas dos novos mestres e doutores em História serão temas avaliados e interpretados ao longo do evento.
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Este volume tem por finalidade introduzir o leitor à interface entre a Arqueologia e os Direitos Humanos, áreas de conhecimento nem sempre relacionadas e cujos profissionais raramente coincidem. Uma das autoras, Inês Virgínia P. Soares é... more
Este volume tem por finalidade introduzir o leitor à interface entre a Arqueologia e os Direitos Humanos, áreas de conhecimento nem sempre relacionadas e cujos profissionais raramente coincidem. Uma das autoras, Inês Virgínia P. Soares é graduada em Direito, Desembargadora Federal, com doutoramento sobre questões legais da Arqueologia. O segundo autor, Pedro Paulo A. Funari, Professor Titular da Unicamp, é um arqueólogo que tem discutido questões políticas e sociais da disciplina com implicações diretas no âmbito legal. VERSÃO IMPRESSA R$ 66,00 Dados técnicos Autores Descrição Longa Sumário
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Summary - Self-portrait Identity, Gender and Freedom
Resumo Acessar a mitologia heroica grega a fim de descobrir nela uma história mais remota daquele mesmo povo é um exercício praticado há muito tempo e que requer cuidado. Através do uso de diversas fontes (Ciclo Épico, tragédias,... more
Resumo Acessar a mitologia heroica grega a fim de descobrir nela uma história mais remota daquele mesmo povo é um exercício praticado há muito tempo e que requer cuidado. Através do uso de diversas fontes (Ciclo Épico, tragédias, compêndios mitológicos, poesia, etc.) e de discussão bibliográfica, lançamos luz do quanto tais mitos nos ensinam sobre sua sociedade e seus valores culturais, buscando delimitar temporalmente as influências de cada época (micênica, arcaica, clássica). Palavras-chave: Mitologia grega, Grécia Antiga, Sociedade Micênica Introdução Quem lê o Ciclo Épico pode imaginar estar lendo sobre a Era do Bronze grega e uma realidade de acordo com os núcleos urbanos e políticos da época. Contudo, a saga da Guerra de Troia carrega em seu bojo muito mais características da época em que se consolidou (em torno do século VIII a.C.) do que da época micênica, i.e. reflete mais a conjuntura contemporânea da Grécia Arcaica do que daquela do período na qual a narrativa se passa. Dentre nossos objetivos, estavam entrever qual memória os próprios gregos tinham de si e como esta era mobilizada no presente, quais valores veiculavam e, portanto, quais comportamentos deviam ser emulados. Resultados e Discussão Para atingirmos nossos fins, utilizamo-nos dos épicos de Homero, de fragmentos do Ciclo Épico perdido, de tragédias de Sófocles e de Eurípedes, dos poemas de Píndaro e das compilações de Apolodoro e de Apolônio. Os épicos são oriundos da tradição oral e consolidam-se pela mesma época em que a escrita do grego antigo se dissemina pelo Egeu. Tal período se enquadra no final do que pode ser chamado por Grécia Arcaica. Sendo ajustado de geração em geração conforme a realidade de seus ouvintes, podemos afirmar que embora haja um substrato mais antigo, as dinâmicas sociais que entrevemos pelo comportamento dos personagens corresponde ao prelúdio da pólis. Desta maneira, sobretudo na Odisseia, o retrato da pirataria e de incursões constantes, a organização da comunidade ao redor do oikos, núcleos familiares ao redor dos quais gravitava a vida social e a relação de amizade-hospitalidade xenia, elaborada em cima de um sistema de troca de presentes, eram todos partes da sociedade arcaica que ainda apresentava tais mecanismos em seu dia a dia. Viriam a se dissolver na pólis quando da supressão das identidade e lealdade familiares frente à cívica 1. As sociedades do bronze no Egeu, como a micênica e outras anatolianas, obedeciam a um sistema matrilinear. Seguindo tal padrão, vemos que a mitologia nos fornece linhagens de rainhas autóctones, contudo de reis adventícios ou, também presente, de linhagens reais que se alternam no trono. Isso é possível devido à troca entre duas ou mais famílias no poder, como a de Argos 2. Isso justifica a mobilidade dos heróis gregos e a forte associação identitária à genealogia que as famílias desenvolviam e não à terra, devido ao descompasso entre ambas. O cultivo da oratória, associada à capacidade de convencer e de comandar 3 , da força, da inteligência/astúcia, da obtenção de glória e honrarias, da centralidade dos banquetes na socialização e da devida parte de cada um (inclusive divina) 4 e as funções sagradas dos basileis, evocadas em rituais e na arbitragem de disputas, são valores passados pelos épicos. Os mesmos valores de xenia, de piedade e de justiça, de bravura e de glória são reiterados e discutidos em peças trágicas como as de Eurípedes 5 , que mantém grande sintonia com os poemas oriundos séculos atrás. Figura 1. Helena e Menelau no Saque de Tróia 6 Conclusões Os textos épicos e mitos heroicos gregos não são uma boa base para se estudar a Grécia Micênica. O uso de tais materiais podem evidenciar resquícios dessa época, contudo grande parte do material fornece uma visão da Arcaica. Ainda assim, podemos ver a permanência de alguns valores culturais que perpassam esses séculos, ocupando o palco nos festivais da Atenas Clássica. Agradecimentos Agradeço ao CNPq pela bolsa de fomento PIBIC que recebi no decorrer do ano de pesquisa e ao meu orientador Funari que sempre teve paciência comigo e me ajudou quando precisei. ____________________ 1 FINLEY, M. I. The world of Odysseus.
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The emergence of a "new archaeological paradigm" challenges the historicity of biblical figures, persons, events... held till now as unquestionable for the Jewish and Christian faiths, as well for the ethnical-cultural Jewish identity,... more
The emergence of a "new archaeological paradigm" challenges the historicity of biblical figures, persons, events... held till now as unquestionable for the Jewish and Christian faiths, as well for the ethnical-cultural Jewish identity, and also for Israel as State. Eleven authors explain this new scholar situation, and point to some tracks for possible re-conceptualizations, principally for the epistemologic status of the religion itself. This is a monographycal issue of VOICES, the theological Journal of EATWOT. 356 pp / 4.2 Mb
A transição entre a supremacia grega e romana no entorno do Mediterrâneo pode ser evidenciada através do comércio de vinho antigo, que conectou vastas áreas entre os períodos Helenístico (322 - 30 a. C.) e Alto-imperial (235 d. C.). A... more
A transição entre a supremacia grega e romana no entorno do Mediterrâneo pode ser evidenciada através do comércio de vinho antigo, que conectou vastas áreas entre os períodos Helenístico (322 - 30 a. C.) e Alto-imperial (235 d. C.).
A utilização de ânforas como método de acondicionamento foi praticada por todos os povos mediterrânicos, um aspecto tecnológico comum que pode ser explorado pela Arqueologia sob extenso recorte temporal e geográfico.
Novos estudos sobre as ânforas estão condenando ao ocaso a visão minimalista para a economia antiga e sua noção de que apenas bens de luxo eram comercializados, uma vez que a utilização de ânforas está associada ao transporte de “commodities agrícolas” ao redor do Mediterrâneo.
A palestra inicia-se com a pergunta, porque estudar a Antiguidade da Península Ibérica no Brasil? Apresenta-se a perspectiva adotada, fundada na História Externalista da Ciência, que valoriza o contexto histórico e social para a pesquisa... more
A palestra inicia-se com a pergunta, porque estudar a Antiguidade da Península Ibérica no Brasil? Apresenta-se a perspectiva adotada, fundada na História Externalista da Ciência, que valoriza o contexto histórico e social para a pesquisa acadêmica. Apresenta-se, em seguida, de forma breve, a trajetória histórica brasileira, em particular do ensino e estudo da História. Ressalta-se a relevância da História Ibérica para entender a sociedade brasileira, em sua trajetória. Em geral, a ênfase encontra-se nos períodos medieval e moderno, mas a Antiguidade apresenta alguns aspectos de singular relevância, mas nem sempre tidos na devida conta. Em primeiro lugar, o predomínio da língua latina. Em seguida, características culturais tão importantes como o patrimonialismo, o compadrio e as formas de subordinação social. Mais que tudo, talvez, a mescla étnica, cultural e
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RESUMO: Este artigo tem como objetivo o estudo de como a mulher da elite romana aparece na literatura latina. Tácito, em Anais, descreve, uma vez e outra, mulheres romanas associadas ao poder imperial central de forma pejorativa, como... more
RESUMO: Este artigo tem como objetivo o estudo de como a mulher da elite romana aparece na literatura latina. Tácito, em Anais, descreve, uma vez e outra, mulheres romanas associadas ao poder imperial central de forma pejorativa, como usurpadoras, quando associadas a questão do poder.

ABSTRACT: The paper aims at studying how Roman elite women appear in Latin literature. Tacitus in the Annals describe time and again Roman women associated to central imperial power in a bad light, as usurpers, when associated to power issues.
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This issue of VOICES not only introduces the topic into the world of theological magazines addressing the general public, but attempts to present it more or less complete, in a multifaceted way, and opened to different viewpoints. We... more
This issue of VOICES not only introduces the topic into the world of theological magazines addressing the general public, but attempts to present it more or less complete, in a multifaceted way, and opened to different viewpoints. We believe that many theologians, professors, students, even catechists, etc., will find herein not only help to get a first idea of it, but to find clues to start or move forward on their own initiative into this field virtually still unknown and untouched.
Ânforas devem ser entendidas como a “garrafa pet” da Antiguidade, pois cumpriram o mesmo propósito dos vasilhames de vidro, plástico ou madeira que dispomos hoje em dia Elas traziam informações comerciais tanto de seus produtores quanto... more
Ânforas devem ser entendidas como a “garrafa pet” da Antiguidade, pois cumpriram o mesmo propósito dos vasilhames de vidro, plástico ou madeira que dispomos hoje em dia Elas traziam informações comerciais tanto de seus produtores quanto dos produtos que acondicionavam Esses "tituli picti" e inscrições são o protótipo da rotulagem e da propaganda modernas. Vamos investigar como podemos alcançar a história das pessoas comuns através das ânforas, lançando luzes para área da Economia Antiga.
Resumo Michel Fattal, conhecido filósofo platonista, tem se dedicado, há tempos, também aos estudos da interface entre a Filosofia grega e os pensadores cristãos, como o seu clássico volume sobre Plotino e Santo Agostinho. Na resenha o... more
Resumo

Michel Fattal, conhecido filósofo platonista, tem se dedicado, há tempos, também aos estudos da interface entre a Filosofia grega e os pensadores cristãos, como o seu clássico volume sobre Plotino e Santo Agostinho. Na resenha o autor busca mostrar a passagem de uma racionalidade filosófica helênica – fundada seja no estoicismo, seja no epicurismo –, para outra, original e paulina. Para isso, o livro constrói-se como uma exegese, se assim se pode dizer, de uma passagem de Atos dos Apóstolos (17, 22-31), que descreve a pregação de Paulo de Tarso no Areópago de Atenas.

Recebido em: 12/07/2015  – Aceito em 23/07/2015

Palavras-chave

História da Grécia, História Antiga, Educação, Literatura
Excelente texto, breve mas documentado, para lembrar o ambiente no qual nasceu a Arqueologia Bíblica tradicional, aquela «desafiada» atualmente pelo «Novo Paradigma Arqueológico Bíblico», a partir dos últimos anos do século passado.... more
Excelente texto, breve mas documentado, para lembrar o ambiente no qual nasceu a Arqueologia Bíblica tradicional, aquela «desafiada» atualmente pelo «Novo Paradigma Arqueológico Bíblico», a partir dos últimos anos do século passado. Aquela tradicional arqueologia bíblica, era muito menos «científica» que a atual, não só pela sua imperícia instrumental, senão pela interferência enorme de interesses políticos, culturais, ideológicos, imperialistas... que interviram naqueles projetos de estudop, sempre financiados pelas grandes potências do momento. Inclusive influiran muito os interesses individuais, ou vocacionais das pessoas envolvidas, pois a maior parte dos arqueólogos, na época, eram pastores protestantes, padres católicos, professores teólogos... que não procurabam simples e nudamente «a verdade», mas «a verdade da Bíblia». Diz-se simbólicamente que a arqueologia da época fazia-se com a Bíblia numa mão, e a picareta na outra...
    «A Arqueologia Bíblica surgiu como uma maneira de confirmar o texto bíblico. Seu objetivo inicial era, antes de tudo, comprovar, por meio da cultura material, a narrativa bíblica. Neste artigo, esboçamos algumas considerações preliminares sobre os inícios da disciplina.
    Vista como a "herança espiritual" dos povos europeus, a região serviu, aos nascentes impérios cuja base religiosa era o Cristianismo, como fonte de um passado nobre e glorioso.
    Muitas expedições arqueológicas do período, além do interesse teológico na confirmação de afirmações bíblicas, estão envolvidas com interesses militares em busca do mapeamento e do conhecimento profundo daquela região.
El presente estudio analiza el comercio romano de aceite de oliva a partir de la evidencia arqueológica de las ánforas béticas y africanas de una provincia del Imperio como "Britannia", situada en su frontera noroeste. Se incluye un... more
El presente estudio analiza el comercio romano de aceite de oliva a partir de la evidencia arqueológica de las ánforas béticas y africanas de una provincia del Imperio como "Britannia", situada en su frontera noroeste. Se incluye un catálogo completo de marcas de ánfora con más de 1.800 entradas del contenedor más común en las Islas Británicas: el ánfora "Dressel 20".
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BÉLO, T. P. Boudica and women power in Antiquity. 16th June 2014. RTV Unicamp, Campinas. Interview by Prof. Pedro Paulo A. Funari. Available at: https://www.rtv.unicamp.br/?page_id=1042&q=Boudica
RESUMO: This paper discusses the character andfeatures of economic exchanges in the Principate through a case study. Archaeological evidence from Britain regarding the consumption of Spanish olive oil is studied and general conclusions... more
RESUMO: This paper discusses the character andfeatures of economic exchanges in the Principate through a case study. Archaeological evidence from Britain regarding the consumption of Spanish olive oil is studied and general conclusions are drawn from lhe case study.
PALAVRAS-CHAVE: Arqueologia; Relação Econômica.
RESENHAS: ANDRADE, Marta Mega de. A cidade das mulheres. Cidadania e alterida-de feminina na Atenas clássica. Rio de Janeiro: Laboratório de Histó-ria Antiga do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de... more
RESENHAS:
ANDRADE, Marta Mega de. A cidade das mulheres. Cidadania e alterida-de feminina na Atenas clássica. Rio de Janeiro: Laboratório de Histó-ria Antiga do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2001.

CHEVIRASE, André Leonardo. O Espaço Rural na Pólis Grega. O Caso Ateniense do Período Clássico, Rio de Janeiro: Laboratório de história Antiga do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2001.

LESSA, Fábio de Souza. Mulheres de Atenas. Mélissa, do gineceu à Ágora. Rio de Janeiro: Laboratório de história Antiga do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2001.

DABDAB TRABULSI, José Antônio. Ensaio sobre a mobilização política na Grécia Antiga. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2001.
ANDREAU, J. Banques et affaires dans le monde romain (IV e siècle av. J. - C - III e siècle ap. J.-C. Paris, Editions du Seuil, 2001)
O estudo da Antigüidade tem-se desenvolvido, nos últimos anos, de forma crescentemente interdisciplinar e especializada em áreas de pesquisa. Um dos aspectos centrais da vida social no mundo antigo consiste na expe-riência central da vida... more
O estudo da Antigüidade tem-se desenvolvido, nos últimos anos, de forma crescentemente interdisciplinar e especializada em áreas de pesquisa. Um dos aspectos centrais da vida social no mundo antigo consiste na expe-riência central da vida militar. No mundo romano, a partir do período imperial , o exército possui uma importância primordial na vida política, mas tam-bém social e econômica. Os estudos a respeito do abastecimento militar desenvolveram-se, de forma exponencial, nas últimas duas décadas, em particular com a articulação de estudos da cultura material, da tradição textual e da epigrafia. O abastecimento militar balizava todo o sistema de distribui-ção econômica no Império Romano e seu estudo tem permitido tratar de diversos conceitos e interpretações, dos modelos de interpretação econômi-cos àqueles culturais e sociais. Cooperam no desenvolvimento do projeto pesquisadores com larga experiência na área, com livros publicados sobre o tema em diversos países, em particular, na Espanha, Alemanha e Inglaterra, assim como numerosos artigos. O projeto insere-se; ainda, em um quadro de cooperação internacional, articulado com centros e investigadores estrangeiros que se dedicam à área e com grande experiência acadêmica, em particular nas Universidades de Barcelona e Operta de Catalunya.
FUNARL P.P. Antiguidade clássica. A história e a cultura a partir dos documentos. Campinas. Editora da Unicamp, 1955, 150pp. 2ed.
Resumé: Étude sur la Historiographie des Craques et les rapports des historiens du passé et du présent.